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<p><b>Faith No More: Citibank Hall - Rio de Janeiro/RJ</b><br/>Retorno de banda sempre é uma coisa séria. Implica tanto a vontade de reunir uma turma que se conhece há muito tempo quanto um reforço de caixa tocando sucessos que as 'soft-radios' ajudam a perpetuar.<br/><BR/><br/><BR/>No caso da cultuada banda Faith no More, do ensandecido Mike Patton, as perspectivas não eram das melhores, mas mostraram que a banda continua com uma formidável pegada e Mike cantando muito - ele que já foi considerado nos anos 1990 um dos grandes vocalistas do rock mundial.<br/><BR/><br/><BR/>O show da turnê "Second Coming" começa no alto com a banda atacando de 'From out of Nowhere', detonando as expectativas e mostrando que a banda voltou com muita gana de arrasar. Parecia que os anos não tinham passado. O visual está mais comportado, com direito à gravata do tecladista Roddy Button e os cabelos brancos do baterista Mike Bordin, outro que também arrasa por que muito da energia da banda passa por ele.<br/><BR/><br/><BR/>O 'set' passou pelas várias fases da banda com direito à estilosa "Evidence", com o alucinado Mike cantando em português num sotaque tão carregado que pareceu um cantor espanhol de música romântica. Bizarro. <br/><BR/><br/><BR/>A ultra-famosa "Easy" foi a deixa pra muita gente ir ao banheiro ou pegar uma cerveja. Por que na volta a coisa esquentou pra valer: "Epic", uma das mais importantes músicas da década passada, com toda sua virulência interpretativa e ataque sonoro brutal ainda continua firme e forte a estourar ouvidos e balançar os corpos.<br/><BR/><br/><BR/>A melhor performance da noite foi com "Midlife Crisis" com Mike interagindo com a platéia pedindo que ela cantasse o refrão, ele mudando o andamento da música, a banda acompanhando, para que ele em seguida descambasse para a pauleira da versão original. Ou seja, o Faith no More que todos conhecem, idolatram e estavam todos loucos pra ver novamente. Espetacular.<br/><BR/><br/><BR/>"Just a Man" reforçou o clima de celebração com sua levada serena e Mike explorando seus dotes de intérprete. A banda sai do palco. Minutos depois volta para detonar com uma versão matadora de "We care a Lot" de tirar o fôlego. A banda sai novamente e a platéia inicia os gritos de "Falling to pieces", que não está no 'set list'.<br/><BR/><br/><BR/>A banda retorna e Mike Patton setencia: "Vamos tocar por que estamos no Rio de Janeiro". Neste instante começa o 'riff' matador de "Fallin to pieces". O lugar veio abaixo. Ensandecimento puro. Final de show que todos esperavam de uma banda que ultrapassa as expectativas. Para o bem da boa música, o Faith no More retornou. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/shows/?c=852" target="_blank">Território da Música</a>)</i></p>

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Faith No More: Citibank Hall - Rio de Janeiro/RJ
Ilton Fioravante Godoy
Redação TDM
| Maria Luisa Murillo |
 |
| Faith No More, em show no Chile |
Retorno de banda sempre é uma coisa séria. Implica tanto a vontade de reunir uma turma que se conhece há muito tempo quanto um reforço de caixa tocando sucessos que as ‘soft-radios’ ajudam a perpetuar.
No caso da cultuada banda Faith no More, do ensandecido Mike Patton, as perspectivas não eram das melhores, mas mostraram que a banda continua com uma formidável pegada e Mike cantando muito - ele que já foi considerado nos anos 1990 um dos grandes vocalistas do rock mundial.
O show da turnê “Second Coming” começa no alto com a banda atacando de ‘From out of Nowhere’, detonando as expectativas e mostrando que a banda voltou com muita gana de arrasar. Parecia que os anos não tinham passado. O visual está mais comportado, com direito à gravata do tecladista Roddy Button e os cabelos brancos do baterista Mike Bordin, outro que também arrasa por que muito da energia da banda passa por ele.
O ‘set’ passou pelas várias fases da banda com direito à estilosa “Evidence”, com o alucinado Mike cantando em português num sotaque tão carregado que pareceu um cantor espanhol de música romântica. Bizarro.
A ultra-famosa “Easy” foi a deixa pra muita gente ir ao banheiro ou pegar uma cerveja. Por que na volta a coisa esquentou pra valer: “Epic”, uma das mais importantes músicas da década passada, com toda sua virulência interpretativa e ataque sonoro brutal ainda continua firme e forte a estourar ouvidos e balançar os corpos.
A melhor performance da noite foi com “Midlife Crisis” com Mike interagindo com a platéia pedindo que ela cantasse o refrão, ele mudando o andamento da música, a banda acompanhando, para que ele em seguida descambasse para a pauleira da versão original. Ou seja, o Faith no More que todos conhecem, idolatram e estavam todos loucos pra ver novamente. Espetacular.
“Just a Man” reforçou o clima de celebração com sua levada serena e Mike explorando seus dotes de intérprete. A banda sai do palco. Minutos depois volta para detonar com uma versão matadora de “We care a Lot” de tirar o fôlego. A banda sai novamente e a platéia inicia os gritos de “Falling to pieces”, que não está no ‘set list’.
A banda retorna e Mike Patton setencia: “Vamos tocar por que estamos no Rio de Janeiro”. Neste instante começa o ‘riff’ matador de “Fallin to pieces”. O lugar veio abaixo. Ensandecimento puro. Final de show que todos esperavam de uma banda que ultrapassa as expectativas. Para o bem da boa música, o Faith no More retornou.