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<p><b>Amorphis & Children of Bodom: Via Funchal - São Paulo/SP</b><br/>O palco da Via Funchal foi o local do encontro em terras brasileiras de dois grandes nomes do Metal oriundo da gélida Finlândia: Amorphis e Children of Bodom. Estilos diferentes, público aparentemente diferente, mas a grande chance de que quem presenciasse esse encontro sairia satisfeito. Pelas expressões nos rostos ao final do show, parece que foi isso mesmo que aconteceu. Independentemente da preferência.<br/><BR/><br/><BR/><B/>Amorphis<br/><BR/></B/><br/><BR/>Muitos fãs aguardavam há tempos uma apresentação do Amorphis no Brasil. Desde que lançou o segundo álbum, "Tales From the Thousand Lakes", a banda conseguiu formar uma boa legião de apreciadores de sua música pesada e ao mesmo tempo cheia de melodias cativantes. Graças - principalmente - às marcantes linhas de teclado e guitarra. Dezenove anos após sua formação, finalmente a banda chega ao Brasil com a turnê de divulgação de "Skyforger".<br/><BR/><br/><BR/>Pontualmente às 22h00 as luzes se apagam e algumas pessoas no público começam a gritar... "Bodom, Bodom, Bodom"! Felizmente os gritos logo pararam, afinal, naquele momento o show era outro. Muitos fãs estavam ali principalmente pelo Amorphis - inclusive esse que vos escreve - isso dava para perceber pelos comentários na pista e pelas camisetas que ostentavam o nome da banda. Ainda assim, era nítido que o número de fãs do Amorphis era menor do que do Children of Bodom.<br/><BR/><br/><BR/>A Via Funchal tinha um bom público, mas não estava cheia quando a banda começa a tocar "Leaves Scar", faixa do álbum "Eclipse", primeiro com o atual vocalista, Tomi Joutsen. Aliás, Joutsen tem uma ótima presença de palco, sempre dando 'chicotadas' com seus imensos cabelos.<br/><BR/><br/><BR/>O som não estava muito bom. O teclado de Santere Kallio estava baixo, o que prejudicou muito as músicas já que o instrumento tem um papel de destaque. O volume do vocal também não estava muito bom, mas no que dependeu dos músicos a apresentação foi muito boa.<br/><BR/><br/><BR/>Fizeram parte do repertório "Sampo", "On Rich and Poor", "Castaway", "My Kantele" e "House of Sleep". Para encerrar a apresentação com cerca de uma hora de duração, o Amorphis apresentou a música que ajudou muito a projetar o nome do grupo no cenário Metal mundial: "Black Winter Day".<br/><BR/><br/><BR/>Joutsen agradeceu muito a receptividade do público brasileiro. Espero que essa boa impressão possa ajudar a trazer a banda novamente ao país, mas da próxima em um show apenas do Amorphis.<br/><BR/><br/><BR/><B/>Children of Bodom</B/><br/><BR/><br/><BR/>Ao final do show do Amorphis a pista já estava bem mais cheia para receber o Children of Bodom. Mesmo gostando muito mais do Amorphis, não tem como não concordar que a noite foi mesmo do CoB. E a banda não decepcionou os velhos e novos fãs que compareceram para ver o retorno do grupo a um palco brasileiro.<br/><BR/><br/><BR/>Às 23h40 o grupo entra em cena com "Sixpounder". O público vai à loucura agitando, gritando e cantando com Alexi Laiho. Geralmente vocalistas que também são guitarristas não costumam ser muito agitados no palco, já que têm que desempenhar as duas funções. Mas com Laiho é justamente o contrário, dando um show à parte e agitando muito mais do que muitos vocalistas já bem experientes que vemos por aí.<br/><BR/><br/><BR/>Curioso que quando está conversando com o público, em cada frase o vocalista coloca umas três ou quatro vezes a palavra 'fuck'. Bem singelo. O tecladista Janne Warman também protagonizou um momento singelo ao dar um recado em português a Laiho: "Vai tomar no c*". A animação no palco contagiava o público, e vice-versa. Em diversos momentos a agitação na platéia foi alta, com direito até a algumas rodas na pista.<br/><BR/><br/><BR/>No repertório porradas como "Silent Night, Bodom Night", "Needled 24/7", "Lake Bodom", "Follow the Reaper", "Children of Decadence" e "Hate Crew Deathroll", que encerrou a ótima apresentação da banda.<br/><BR/><br/><BR/>Vale ressaltar dois pontos sobre o público. Primeiro o respeito dos fãs que por ventura não curtiam uma das bandas e souberam respeitar os outros fãs e os grupos no palco. Felizmente não houve nenhuma demonstração de hostilidade. Outra coisa é poder assistir a um show sem se sufocar com a fumaça e sem sair da lá fedendo cigarro. Algo que a casa de shows já proibia e agora, com a lei estadual, não tem desculpas.<br/><BR/><br/><BR/>No saldo final, duas grandes bandas que apresentaram ótimos shows. Certamente a noite de sábado deve figurar na lista de melhores shows deste ano.<BR/><BR/><BR/><BR/>Veja as <A href="/galeria/?c=324"/>fotos do show do Amorphis</A/> e as <A href="/galeria/?c=325"/>fotos do Children of Bodom</A/>. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/shows/?c=837" target="_blank">Território da Música</a>)</i></p>

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Amorphis & Children of Bodom: Via Funchal - São Paulo/SP
Eduardo Guimarães
Redação TDM
| Eduardo Guimarães |
 |
| Alexi Laiho, do Children of Bodom |
O palco da Via Funchal foi o local do encontro em terras brasileiras de dois grandes nomes do Metal oriundo da gélida Finlândia: Amorphis e Children of Bodom. Estilos diferentes, público aparentemente diferente, mas a grande chance de que quem presenciasse esse encontro sairia satisfeito. Pelas expressões nos rostos ao final do show, parece que foi isso mesmo que aconteceu. Independentemente da preferência.
Amorphis
Muitos fãs aguardavam há tempos uma apresentação do Amorphis no Brasil. Desde que lançou o segundo álbum, “Tales From the Thousand Lakes”, a banda conseguiu formar uma boa legião de apreciadores de sua música pesada e ao mesmo tempo cheia de melodias cativantes. Graças - principalmente - às marcantes linhas de teclado e guitarra. Dezenove anos após sua formação, finalmente a banda chega ao Brasil com a turnê de divulgação de “Skyforger”.
Pontualmente às 22h00 as luzes se apagam e algumas pessoas no público começam a gritar... “Bodom, Bodom, Bodom”! Felizmente os gritos logo pararam, afinal, naquele momento o show era outro. Muitos fãs estavam ali principalmente pelo Amorphis - inclusive esse que vos escreve - isso dava para perceber pelos comentários na pista e pelas camisetas que ostentavam o nome da banda. Ainda assim, era nítido que o número de fãs do Amorphis era menor do que do Children of Bodom.
A Via Funchal tinha um bom público, mas não estava cheia quando a banda começa a tocar “Leaves Scar”, faixa do álbum “Eclipse”, primeiro com o atual vocalista, Tomi Joutsen. Aliás, Joutsen tem uma ótima presença de palco, sempre dando ‘chicotadas’ com seus imensos cabelos.
O som não estava muito bom. O teclado de Santere Kallio estava baixo, o que prejudicou muito as músicas já que o instrumento tem um papel de destaque. O volume do vocal também não estava muito bom, mas no que dependeu dos músicos a apresentação foi muito boa.
Fizeram parte do repertório “Sampo”, “On Rich and Poor”, “Castaway”, “My Kantele” e “House of Sleep”. Para encerrar a apresentação com cerca de uma hora de duração, o Amorphis apresentou a música que ajudou muito a projetar o nome do grupo no cenário Metal mundial: “Black Winter Day”.
Joutsen agradeceu muito a receptividade do público brasileiro. Espero que essa boa impressão possa ajudar a trazer a banda novamente ao país, mas da próxima em um show apenas do Amorphis.
Children of Bodom
Ao final do show do Amorphis a pista já estava bem mais cheia para receber o Children of Bodom. Mesmo gostando muito mais do Amorphis, não tem como não concordar que a noite foi mesmo do CoB. E a banda não decepcionou os velhos e novos fãs que compareceram para ver o retorno do grupo a um palco brasileiro.
Às 23h40 o grupo entra em cena com “Sixpounder”. O público vai à loucura agitando, gritando e cantando com Alexi Laiho. Geralmente vocalistas que também são guitarristas não costumam ser muito agitados no palco, já que têm que desempenhar as duas funções. Mas com Laiho é justamente o contrário, dando um show à parte e agitando muito mais do que muitos vocalistas já bem experientes que vemos por aí.
Curioso que quando está conversando com o público, em cada frase o vocalista coloca umas três ou quatro vezes a palavra ‘fuck’. Bem singelo. O tecladista Janne Warman também protagonizou um momento singelo ao dar um recado em português a Laiho: “Vai tomar no c*”. A animação no palco contagiava o público, e vice-versa. Em diversos momentos a agitação na platéia foi alta, com direito até a algumas rodas na pista.
No repertório porradas como “Silent Night, Bodom Night”, “Needled 24/7”, “Lake Bodom”, “Follow the Reaper”, “Children of Decadence” e “Hate Crew Deathroll”, que encerrou a ótima apresentação da banda.
Vale ressaltar dois pontos sobre o público. Primeiro o respeito dos fãs que por ventura não curtiam uma das bandas e souberam respeitar os outros fãs e os grupos no palco. Felizmente não houve nenhuma demonstração de hostilidade. Outra coisa é poder assistir a um show sem se sufocar com a fumaça e sem sair da lá fedendo cigarro. Algo que a casa de shows já proibia e agora, com a lei estadual, não tem desculpas.
No saldo final, duas grandes bandas que apresentaram ótimos shows. Certamente a noite de sábado deve figurar na lista de melhores shows deste ano.
Veja as
fotos do show do Amorphis e as
fotos do Children of Bodom.