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<p><b>Information Society: Vivo Rio - Rio de Janeiro/RJ</b><br/>Show com um artista datado, repertório óbvio e um vocalista de postura pouco cativante. Assim foi a nova passagem do trio norte-americano do Information Society pela cidade maravilhosa. <br/><BR/><br/><BR/>O motivo é o lançamento do novo CD, "Synthesizer", mas o que o pessoal queria era ouvir as músicas conhecidas. Todos os presentes notaram que o vocalista Paul Robb ficava lendo as letras das músicas mais antigas, algumas com mais de vinte anos e por causa das quais a banda ainda faz shows, em folhas que ele não tinha nenhum pudor em esconder. <br/><BR/><br/><BR/>"Peace and Love", um dos 'hits', abre o show botando todos para dançar e cantar numa versão contemporânea com um pé no eletro e a banda com seu visual moderno-futurista: terninho preto + máscara de gás e as indefectíveis projeções sci-fi no telão ao fundo do palco. Perfeito para os fãs ansiosos e de memória curta. <br/><BR/><br/><BR/>"Seeds of Pain", "Baby Just Wants", "Jonestown" e "Burning Bridges" não entusiasmaram a audiência, soando aquém do que é feito por gente com a metade da idade deles. <br/><BR/><br/><BR/>"Walking Away" ainda funciona. Mas é "Think" a pérola da banda, tecnopop puro de refrão grudento perfeito para se gritar com se não houvesse amanhã. Dessas novas, "Make it Funky" é a que melhor funciona ao vivo, saindo do house insosso que a banda insiste em fazer, e investindo no cool eletro. <br/><BR/><br/><BR/>A hora do 'hit', já no final do show, foi aguardado ansiosamente e se justificou plenamente, canções como "Slipping Away", a pulsante "How Long", a romântica 'Reptition" e a mais conhecida deles, "Running", mostrou que uma canção ainda consegue ter força ao vivo mesmo com o passar dos anos. <br/><BR/><br/><BR/>O Information Society, no auge do sucesso nos ano 1980, nunca teve uma recepção calorosa por parte da crítica, posto que eles são um sub-New Order, irmão mais novo do Erasure e que nunca empolgou alguém que não tenha preguiça em procurar algo melhor pra ouvir. <br/><BR/><br/><BR/>Agora, vinte anos depois, além de soarem datados, o que é esperado, eles até conseguem divertir entre uma canção ou outra, mas duas ressalvas ficam evidentes: o show poderia ser mais longo e fora os fãs enlouquecidos, ninguém sentiu a falta do Information Society nestes anos que estiveram sumidos. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/shows/?c=824" target="_blank">Território da Música</a>)</i></p>

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Information Society: Vivo Rio - Rio de Janeiro/RJ
Ilton Fioravante Godoy
Redação TDM
| Divulgação |
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Show com um artista datado, repertório óbvio e um vocalista de postura pouco cativante. Assim foi a nova passagem do trio norte-americano do Information Society pela cidade maravilhosa.
O motivo é o lançamento do novo CD, “Synthesizer”, mas o que o pessoal queria era ouvir as músicas conhecidas. Todos os presentes notaram que o vocalista Paul Robb ficava lendo as letras das músicas mais antigas, algumas com mais de vinte anos e por causa das quais a banda ainda faz shows, em folhas que ele não tinha nenhum pudor em esconder.
“Peace and Love”, um dos ‘hits’, abre o show botando todos para dançar e cantar numa versão contemporânea com um pé no eletro e a banda com seu visual moderno-futurista: terninho preto + máscara de gás e as indefectíveis projeções sci-fi no telão ao fundo do palco. Perfeito para os fãs ansiosos e de memória curta.
“Seeds of Pain”, “Baby Just Wants”, “Jonestown” e “Burning Bridges” não entusiasmaram a audiência, soando aquém do que é feito por gente com a metade da idade deles.
“Walking Away” ainda funciona. Mas é “Think” a pérola da banda, tecnopop puro de refrão grudento perfeito para se gritar com se não houvesse amanhã. Dessas novas, “Make it Funky” é a que melhor funciona ao vivo, saindo do house insosso que a banda insiste em fazer, e investindo no cool eletro.
A hora do ‘hit’, já no final do show, foi aguardado ansiosamente e se justificou plenamente, canções como “Slipping Away”, a pulsante “How Long”, a romântica ‘Reptition” e a mais conhecida deles, “Running”, mostrou que uma canção ainda consegue ter força ao vivo mesmo com o passar dos anos.
O Information Society, no auge do sucesso nos ano 1980, nunca teve uma recepção calorosa por parte da crítica, posto que eles são um sub-New Order, irmão mais novo do Erasure e que nunca empolgou alguém que não tenha preguiça em procurar algo melhor pra ouvir.
Agora, vinte anos depois, além de soarem datados, o que é esperado, eles até conseguem divertir entre uma canção ou outra, mas duas ressalvas ficam evidentes: o show poderia ser mais longo e fora os fãs enlouquecidos, ninguém sentiu a falta do Information Society nestes anos que estiveram sumidos.