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<p><b>Kiss: Arena Anhembi - São Paulo/SP</b><br/>Há muitas coisas que se pode falar sobre o Kiss. Algumas nem são tão positivas, como o fato da banda viver de passado e não lançar nada relevante há tempos. Mesmo os fãs mais ardorosos não podem negar isso. Porém, também se pode dizer que provavelmente nenhuma outra banda consegue reunir em seus shows tantas famílias inteiras.<br/><BR/><br/><BR/>No caminho até o Anhembi passei por diversos carros com 'integrantes do Kiss'. Era engraçado ver a reação das pessoas no trânsito olhando para o lado e vendo uma pessoa com o rosto todo pintado. Nas proximidades da estação de Metrô que fica perto do local do show a mesma cena. Vários 'Gene Simmons', 'Paul Stanleys', 'Peter Criss/Eric Singers' e 'Ace Frehleys/Tommy Thayers'.<br/><BR/><br/><BR/>Se hoje já é normal pais levarem os filhos aos shows de bandas clássicas, com o Kiss a coisa se torna maior ainda. São pais, mães, filhos, sobrinhos e, principalmente, amigos, muitos amigos todos juntos curtindo o show. A família de Valter Possibom, do bairro do Limão, em São Paulo, era uma dessas. Valter, sua esposa Cristina, as filhas Ariadne e Erica e o sobrinho Daniel aguardavam ansiosos o início do show.<br/><BR/><br/><BR/>Valter viu a banda em 1983 e tinha uma certeza, mesmo antes da apresentação começar: "o show é sempre maravilhoso". E foi. Sua filha mais nova, Erica, 13 anos, mesmo sendo fã de bandas emocore disse que achava que o show seria bom. No palco os mascarados fizeram tudo para que ela e outros talvez não tão familiarizados com o som saíssem de lá com boa impressão.<br/><BR/><br/><BR/>A entrada para o local do show estava tranqüila, com agilidade na fila imensa. O problema foi na saída, mas primeiro vamos aos shows.<br/><BR/><br/><BR/><B/>Dr. Sin<br/><BR/></B/><br/><BR/>Os paulistas do Dr. Sin foram os encarregados de animar o público. A banda entrou no palco às 20h15 saudando os presentes com a música "Welcome to the Show". Boa parte da platéia cantou junto com Andria Busic em quase todas as músicas e a receptividade do grupo foi muito boa.<br/><BR/><br/><BR/>Infelizmente ainda existem algumas pessoas que não têm a educação necessária para entender o papel de uma banda de abertura, ainda mais em um evento desse porte, e se mostram desrespeitosos com os músicos no palco. Mas, felizmente, isso é cada vez menor.<br/><BR/><br/><BR/>Andria Busic, Ivan Busic, Eduardo Ardanuy e o tecladista Rodrigo Simão tocaram por cerca de 45 minutos. No repertório "Emotional Catastrophe", "Fire", "Time After Time", "Miracle", "Drowning in Sin" e a balada "You Stole My Heart". Para terminar o grupo tocou "Futebol, Mulher e Rock n' Roll", pura festa.<br/><BR/><br/><BR/><B/>Kiss</B/><br/><BR/><br/><BR/>Após o término do show do Dr. Sin, um exército de roadies, técnicos e montadores invadiu o palco para preparar tudo para o grande espetáculo. Às 21h35 um imenso pano preto, com o nome da banda, caiu da armação de luzes, escondendo o palco. A gritaria começou. Três minutos depois eis que Gene Simmons, Paul Stanley, Eric Singer e Tommy Thayer surgem diante dos olhos da multidão tocando "Deuce". O repertório do show foi idêntico ao apresentado na Argentina.<br/><BR/><br/><BR/>No imenso palco havia um painel de luzes com o nome da banda ao centro, dois telões de alta definição e nas laterais externas do palco mais dois telões, não tão definidos assim. Além dos clássicos do Kiss, a apresentação é marcada pelo espetáculo de explosões, luzes e fumaça. Em "Hotter than Hell" Simmons dá sua cuspida de fogo para delírio do público.<br/><BR/><br/><BR/>Paul Stanley conversou bastante com a platéia, ainda que a conversa seja manjada, com frases como 'vocês são os melhores' e coisas do tipo. O vocalista também comentou que "ama as mulheres do Brasil, adora os caras e se sente em casa" quando está por aqui. Stanley perguntou ao público quantos ali tinham o álbum "Alive", após a resposta maciça a banda apresenta a ótima "C'mon and Love Me". O vocalista não parecia em seus melhores momentos, com a voz um pouco rouca e fraca, mas continua um grande 'performer'.<br/><BR/><br/><BR/>Após a apresentação de "She" o guitarrista Tommy Thayer fez seu solo, bem fraquinho aliás, assim como Frehley. Mas o impressionante são os disparos e explosões durante o solo. Se tem alguém ali na banda que pode ser considerado um instrumentista de destaque, esse alguém é Eric Singer. Em seu solo o baterista mostrou que sempre foi muito mais que um substituto de Peter Criss e Eric Carr. Durante o solo a plataforma da bateria é suspensa, erguendo o músico muitos metros acima do piso do palco. Uma cena incrível.<br/><BR/><br/><BR/>"Rock and Roll All Nite" fecha a primeira parte do show com um espetáculo de explosões de papel picado que cria uma imagem lindíssima. Ao retornarem para o palco, Stanley carrega uma imensa bandeira brasileira e é, obviamente, ovacionado pelo público.<br/><BR/><br/><BR/>Em "I Love it Loud" Gene Simmons é suspenso por cabos até a armação de luzes na parte frontal do palco. Ver aquele 'monstro' voando é uma cena incrível. Na platéia a multidão com sorrisos nos rostos canta cada frase da música. Stanley também voou, e sobre a platéia. Em "Love Gun" o músico atravessou a área entre o palco e a torre de som, cantando de lá a música toda.<br/><BR/><br/><BR/>"Detroit Rock City" fechou o espetáculo de uma das maiores bandas de todos os tempos. Extasiados, felizes e cansados, o público se dirigiu para a saída da área do show. Aí que houve o problema.<br/><BR/><br/><BR/><B/>Saída<br/><BR/></B/><br/><BR/>Escrevi em uma resenha esta semana que aparentemente reclamar de organização virou mania. Mas não é perseguição contra as produtoras e organizadoras dos eventos. O que ocorreu foi que a multidão que estava na Arena Anhembi simplesmente não conseguia sair do local. O corredor de acesso à saída, cercado por placas de alumínio, simplesmente não andava.<br/><BR/><br/><BR/>A área de saída mais uma vez - assim como no Iron Maiden, mas não tão crítico - não comportava a quantidade de pessoas tentando sair. Resultado, algumas pessoas arrebentaram o cercado que criava um corredor para a saída, com isso o fluxo de pessoas que estava estagnado pode encontrar um local para sair.<br/><BR/><br/><BR/>Claro que após a primeira placa ser derrubada outras se seguiram. Em plena terça-feira, tendo que ir embora de transporte público, trabalhar no dia seguinte e pagando ingressos caros, não é à toa que o público tome essas atitudes. Fora esse fato, a apresentação do Kiss em São Paulo foi um evento magistral.<br/><BR/><br/><BR/>Saiba como foi o show no <A href="/canais/rockonline/materias/materia.asp?codArea=2&materiaID=736"/>Rio de Janeiro</A/>. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/rockonline/shows/?c=735" target="_blank">Rock Online</a>)</i></p>

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Kiss: Arena Anhembi - São Paulo/SP
Eduardo Guimarães
Redação TDM
| Eduardo Guimarães / TDM |
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Há muitas coisas que se pode falar sobre o Kiss. Algumas nem são tão positivas, como o fato da banda viver de passado e não lançar nada relevante há tempos. Mesmo os fãs mais ardorosos não podem negar isso. Porém, também se pode dizer que provavelmente nenhuma outra banda consegue reunir em seus shows tantas famílias inteiras.
No caminho até o Anhembi passei por diversos carros com ‘integrantes do Kiss’. Era engraçado ver a reação das pessoas no trânsito olhando para o lado e vendo uma pessoa com o rosto todo pintado. Nas proximidades da estação de Metrô que fica perto do local do show a mesma cena. Vários ‘Gene Simmons’, ‘Paul Stanleys’, ‘Peter Criss/Eric Singers’ e ‘Ace Frehleys/Tommy Thayers’.
Se hoje já é normal pais levarem os filhos aos shows de bandas clássicas, com o Kiss a coisa se torna maior ainda. São pais, mães, filhos, sobrinhos e, principalmente, amigos, muitos amigos todos juntos curtindo o show. A família de Valter Possibom, do bairro do Limão, em São Paulo, era uma dessas. Valter, sua esposa Cristina, as filhas Ariadne e Erica e o sobrinho Daniel aguardavam ansiosos o início do show.
Valter viu a banda em 1983 e tinha uma certeza, mesmo antes da apresentação começar: “o show é sempre maravilhoso”. E foi. Sua filha mais nova, Erica, 13 anos, mesmo sendo fã de bandas emocore disse que achava que o show seria bom. No palco os mascarados fizeram tudo para que ela e outros talvez não tão familiarizados com o som saíssem de lá com boa impressão.
A entrada para o local do show estava tranqüila, com agilidade na fila imensa. O problema foi na saída, mas primeiro vamos aos shows.
Dr. Sin
Os paulistas do Dr. Sin foram os encarregados de animar o público. A banda entrou no palco às 20h15 saudando os presentes com a música “Welcome to the Show”. Boa parte da platéia cantou junto com Andria Busic em quase todas as músicas e a receptividade do grupo foi muito boa.
Infelizmente ainda existem algumas pessoas que não têm a educação necessária para entender o papel de uma banda de abertura, ainda mais em um evento desse porte, e se mostram desrespeitosos com os músicos no palco. Mas, felizmente, isso é cada vez menor.
Andria Busic, Ivan Busic, Eduardo Ardanuy e o tecladista Rodrigo Simão tocaram por cerca de 45 minutos. No repertório “Emotional Catastrophe”, “Fire”, “Time After Time”, “Miracle”, “Drowning in Sin” e a balada “You Stole My Heart”. Para terminar o grupo tocou “Futebol, Mulher e Rock n’ Roll”, pura festa.
Kiss
Após o término do show do Dr. Sin, um exército de roadies, técnicos e montadores invadiu o palco para preparar tudo para o grande espetáculo. Às 21h35 um imenso pano preto, com o nome da banda, caiu da armação de luzes, escondendo o palco. A gritaria começou. Três minutos depois eis que Gene Simmons, Paul Stanley, Eric Singer e Tommy Thayer surgem diante dos olhos da multidão tocando “Deuce”. O repertório do show foi idêntico ao apresentado na Argentina.
No imenso palco havia um painel de luzes com o nome da banda ao centro, dois telões de alta definição e nas laterais externas do palco mais dois telões, não tão definidos assim. Além dos clássicos do Kiss, a apresentação é marcada pelo espetáculo de explosões, luzes e fumaça. Em “Hotter than Hell” Simmons dá sua cuspida de fogo para delírio do público.
Paul Stanley conversou bastante com a platéia, ainda que a conversa seja manjada, com frases como ‘vocês são os melhores’ e coisas do tipo. O vocalista também comentou que “ama as mulheres do Brasil, adora os caras e se sente em casa” quando está por aqui. Stanley perguntou ao público quantos ali tinham o álbum “Alive”, após a resposta maciça a banda apresenta a ótima “C’mon and Love Me”. O vocalista não parecia em seus melhores momentos, com a voz um pouco rouca e fraca, mas continua um grande ‘performer’.
Após a apresentação de “She” o guitarrista Tommy Thayer fez seu solo, bem fraquinho aliás, assim como Frehley. Mas o impressionante são os disparos e explosões durante o solo. Se tem alguém ali na banda que pode ser considerado um instrumentista de destaque, esse alguém é Eric Singer. Em seu solo o baterista mostrou que sempre foi muito mais que um substituto de Peter Criss e Eric Carr. Durante o solo a plataforma da bateria é suspensa, erguendo o músico muitos metros acima do piso do palco. Uma cena incrível.
“Rock and Roll All Nite” fecha a primeira parte do show com um espetáculo de explosões de papel picado que cria uma imagem lindíssima. Ao retornarem para o palco, Stanley carrega uma imensa bandeira brasileira e é, obviamente, ovacionado pelo público.
Em “I Love it Loud” Gene Simmons é suspenso por cabos até a armação de luzes na parte frontal do palco. Ver aquele ‘monstro’ voando é uma cena incrível. Na platéia a multidão com sorrisos nos rostos canta cada frase da música. Stanley também voou, e sobre a platéia. Em “Love Gun” o músico atravessou a área entre o palco e a torre de som, cantando de lá a música toda.
“Detroit Rock City” fechou o espetáculo de uma das maiores bandas de todos os tempos. Extasiados, felizes e cansados, o público se dirigiu para a saída da área do show. Aí que houve o problema.
Saída
Escrevi em uma resenha esta semana que aparentemente reclamar de organização virou mania. Mas não é perseguição contra as produtoras e organizadoras dos eventos. O que ocorreu foi que a multidão que estava na Arena Anhembi simplesmente não conseguia sair do local. O corredor de acesso à saída, cercado por placas de alumínio, simplesmente não andava.
A área de saída mais uma vez - assim como no Iron Maiden, mas não tão crítico - não comportava a quantidade de pessoas tentando sair. Resultado, algumas pessoas arrebentaram o cercado que criava um corredor para a saída, com isso o fluxo de pessoas que estava estagnado pode encontrar um local para sair.
Claro que após a primeira placa ser derrubada outras se seguiram. Em plena terça-feira, tendo que ir embora de transporte público, trabalhar no dia seguinte e pagando ingressos caros, não é à toa que o público tome essas atitudes. Fora esse fato, a apresentação do Kiss em São Paulo foi um evento magistral.
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