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<p><b>Iron Maiden: Autódromo de Interlagos - São Paulo/SP</b><br/>Uma apresentação do Iron Maiden não é simplesmente mais um show de uma banda de Heavy Metal, ainda mais quando esse show traz toda a parafernália que o transforma em um espetáculo também visual. O espetáculo dado pela banda e alguns problemas na organização devem ficar marcados na mente dos fãs.<br/><BR/><BR/><B/>Antes do espetáculo<br/><BR/></B/>Por volta das 17h00 o trânsito nas proximidades do autódromo era monstruoso e a chuva que caiu na capital paulista durante a tarde ajudou a deixar o tráfego da tarde de domingo com cara de congestionamento em horário de pico. Os fãs que foram de carro tiveram que ter muita paciência para conseguir chegar até o estacionamento oficial do show, dentro do autódromo.<br/><BR/><BR/>Ao mesmo tempo em que era uma visão bonita ver as ruas nas imediações repletas de fãs, foi um verdadeiro caos permanecer na fila para conseguir entrar no local. Apenas um portão do autódromo estava aberto para o público, o que causou confusão e lentidão na hora da entrada. Mais tarde outra entrada foi disponibilizada, mas não adiantou muito. Muitas pessoas estavam apreensivas com medo de não conseguirem entrar antes do início do show, marcado para as 20h00. Cambistas e vendedores de camisetas disputavam a atenção dos fãs.<br/><BR/><BR/>Graças ao trânsito não assisti ao show de Lauren Harris, que mais uma vez acompanha o papai Steve Harris na turnê. Não fez diferença. Dentro do autódromo o que se via já era previsível, uma multidão com sorrisos ansiosos e pés sujos de barro. Na área da pista premium muito barro e algumas personalidades da cena musical nacional.<br/><BR/><BR/><B/>O público</B/><br/><BR/>Kiko Loureiro, guitarrista do Angra, era um dos presentes. "O bacana de ouvir as músicas antigas é que traz uma sensação de nostalgia", comentou o músico que já teve oportunidade de tocar no mesmo palco que o Iron Maiden e já contou com uma participação de Bruce Dickinson em um show.<br/><BR/><BR/>O baixista Champignon, do grupo Nove Mil Anjos, também estava presente. Talvez alguém possa achar estranho o músico no show de um dos grandes nomes do Metal mundial, mas Champignon disse que o Iron Maiden também foi uma influência no início de seus estudos musicais. "No início dos anos 90, eu ouvia Iron Maiden, Metallica, Morbid Angel. Depois comecei a ouvir Hip Hop e a misturar esses sons".<br/><BR/><BR/>Era fácil encontrar membros da mesma família que foram curtir o show. Lílian Guevara, 27, de São Bernardo do Campo, estava com seu sobrinho Matheus Benjamin, 14. A tia, que há muito tempo é fã da banda, levou o garoto para assisti-los pela primeira vez. "Minha vida inteira eu fui a shows. Tinha que iniciar o garoto", comentou Lílian.<br/><BR/><BR/>Tinha até filhos que levaram os pais, como Mateus Rocha, também com 14 anos, que estava no show com o pai, Eugenio José Rocha, 38. O jovem fã e o pai vieram de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, para assistirem ao show. "Ele que gosta mais e me influenciou", contou o pai.<br/><BR/><BR/>O show estava marcado para as 20h00 e cerca de cinco minutos mais tarde o empresário do grupo, Rod Smallwood, entra no palco acompanhado de uma pessoa da produção. O empresário avisa que devido a grande quantidade de pessoas ainda na fila do lado de fora do autódromo o show começaria um pouco mais tarde. Pediu desculpas pelo atraso, disse que São Paulo é "a capital mundial do Metal", e que aquela deveria ser a maior platéia que o Iron Maiden já teve em um show apenas da banda.<br/><BR/><img src="/canais/rockonline/images/geral/16_3_2009_21_5_39_iron-show-1.jpg" align=right/><br/><BR/>Uma hora mais tarde as luzes do palco se apagam.<br/><BR/><BR/><B/>O espetáculo<br/><BR/></B/>Com uma hora de atraso os telões começam a passar imagens da banda e do Ed Force One ao som da instrumental "Transilvania". Logo em seguida o discurso de Winston Churchill que antecede "Aces High", o primeiro clássico apresentado pelo grupo. O repertório do show foi idêntico ao do Rio de Janeiro, apresentado na noite anterior. Se mostrando ainda em forma, Bruce Dickinson domina a platéia e corre de um lado para o outro do imenso palco.<br/><BR/>&nbsp;<br/><BR/>Quem também não pára um instante é o guitarrista Janick Gears, que a todo momento faz marabalismos com o instrumento. As surpresas foram em relação ao show de 2008. Algumas músicas foram incluídas no repertório como "Childrem of the Damned" e a maravilhosa "The Phantom of the Opera".<br/><BR/><BR/>Dickinson conversou bastante com o público e também se desculpou pelo atraso de uma hora, mas afirmou que foi necessário para que todos os fãs pudessem estar dentro do autódromo. Também se desculpou pelo fato dos dois telões apresentarem defeitos e por alguns dos efeitos pirotécnicos terem sido prejudicados pela forte chuva que caiu&nbsp;à tarde.<br/><BR/><BR/>De uma pequena escadaria construída ao lado do palco, era possível avistar o mar de gente que erguia as mãos, gritava e cantava cada frase das músicas. Uma cena emocionante.<br/><BR/><BR/>O domínio do vocalista sobre a platéia pode ser visto quando Dickinson disse que algumas pessoas na primeira fila estavam sem ar por estarem espremidas na grade. O vocalista pediu para que todos dessem dois passos para trás, para não machucar quem estava ali na frente. Incrível ver aquela massa humana no mesmo instante se mover para trás. Dickinson agradeceu o público e foi muito aplaudido pela sua preocupação.<br/><BR/><BR/>O repertório foi uma sucessão de clássicos: "The Trooper", "Poweslave", "Hallowed Be Thy Name", "Wasted Years", "Iron Maiden". No bis "The Number of the Beast", "The Evil That Men Do" e "Sanctuary". Nesta última música um boneco do Eddie com cerca de três metros, igual ao da capa do álbum "Somewhere in Time", entra no palco.<br/><BR/><BR/><B/>Após o espetáculo - Caos</B/><br/><BR/>Cerca de uma hora e 50 minutos depois de entrarem no palco o Iron Maiden se despede de São Paulo. Segundo o vocalista, aquele foi "o maior público da banda, 100 mil pessoas". Dickinson afirmou que o grupo volta ao país em 2011, na turnê do álbum que deve ser lançado no ano que vem.<br/><BR/><BR/>Após aquela incrível experiência, começaria o martírio de muitos fãs. Imagine uma multidão (63 mil segundo a organização, 100 mil segundo Dickinson), tentando sair do autódromo por apenas um portão e todos ao mesmo tempo. Aquilo virou um caos, com muitos fãs, principalmente as mulheres, passando mal. Não havia pessoas para orientar a saída do público que se espremia e tentava avançar.<BR/><BR/><br/><BR/><img src="/canais/rockonline/images/geral/16_3_2009_21_18_55_iron-show3.jpg" align=left/>Na entrada do portão 8 um exército de vendedores atrapalhava a locomoção do público, retendo ainda mais a saída do local. Também não havia fiscais no estacionamento, o que gerou um imenso congestionamento na saída dos carros que pagaram caro para estacionar dentro do autódromo, R$ 30,00. Particularmente, demorei duas horas para conseguir sair do estacionamento. Ou seja, fiquei mais tempo lá dentro do que vendo a banda no palco. E não fui o único, milhares de fãs passaram por isso.<br/><BR/><BR/>A banda se mostrou extremamente respeitosa em relação ao público, mas infelizmente a organização não seguiu o exemplo. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/rockonline/shows/?c=727" target="_blank">Rock Online</a>)</i></p>
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16/3/2009 - 00h00
 
Iron Maiden: Autódromo de Interlagos - São Paulo/SP
Eduardo Guimarães
Redação TDM
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Mondo Entretenimento
Uma apresentação do Iron Maiden não é simplesmente mais um show de uma banda de Heavy Metal, ainda mais quando esse show traz toda a parafernália que o transforma em um espetáculo também visual. O espetáculo dado pela banda e alguns problemas na organização devem ficar marcados na mente dos fãs.

Antes do espetáculo
Por volta das 17h00 o trânsito nas proximidades do autódromo era monstruoso e a chuva que caiu na capital paulista durante a tarde ajudou a deixar o tráfego da tarde de domingo com cara de congestionamento em horário de pico. Os fãs que foram de carro tiveram que ter muita paciência para conseguir chegar até o estacionamento oficial do show, dentro do autódromo.

Ao mesmo tempo em que era uma visão bonita ver as ruas nas imediações repletas de fãs, foi um verdadeiro caos permanecer na fila para conseguir entrar no local. Apenas um portão do autódromo estava aberto para o público, o que causou confusão e lentidão na hora da entrada. Mais tarde outra entrada foi disponibilizada, mas não adiantou muito. Muitas pessoas estavam apreensivas com medo de não conseguirem entrar antes do início do show, marcado para as 20h00. Cambistas e vendedores de camisetas disputavam a atenção dos fãs.

Graças ao trânsito não assisti ao show de Lauren Harris, que mais uma vez acompanha o papai Steve Harris na turnê. Não fez diferença. Dentro do autódromo o que se via já era previsível, uma multidão com sorrisos ansiosos e pés sujos de barro. Na área da pista premium muito barro e algumas personalidades da cena musical nacional.

O público
Kiko Loureiro, guitarrista do Angra, era um dos presentes. “O bacana de ouvir as músicas antigas é que traz uma sensação de nostalgia”, comentou o músico que já teve oportunidade de tocar no mesmo palco que o Iron Maiden e já contou com uma participação de Bruce Dickinson em um show.

O baixista Champignon, do grupo Nove Mil Anjos, também estava presente. Talvez alguém possa achar estranho o músico no show de um dos grandes nomes do Metal mundial, mas Champignon disse que o Iron Maiden também foi uma influência no início de seus estudos musicais. “No início dos anos 90, eu ouvia Iron Maiden, Metallica, Morbid Angel. Depois comecei a ouvir Hip Hop e a misturar esses sons”.

Era fácil encontrar membros da mesma família que foram curtir o show. Lílian Guevara, 27, de São Bernardo do Campo, estava com seu sobrinho Matheus Benjamin, 14. A tia, que há muito tempo é fã da banda, levou o garoto para assisti-los pela primeira vez. “Minha vida inteira eu fui a shows. Tinha que iniciar o garoto”, comentou Lílian.

Tinha até filhos que levaram os pais, como Mateus Rocha, também com 14 anos, que estava no show com o pai, Eugenio José Rocha, 38. O jovem fã e o pai vieram de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, para assistirem ao show. “Ele que gosta mais e me influenciou”, contou o pai.

O show estava marcado para as 20h00 e cerca de cinco minutos mais tarde o empresário do grupo, Rod Smallwood, entra no palco acompanhado de uma pessoa da produção. O empresário avisa que devido a grande quantidade de pessoas ainda na fila do lado de fora do autódromo o show começaria um pouco mais tarde. Pediu desculpas pelo atraso, disse que São Paulo é “a capital mundial do Metal”, e que aquela deveria ser a maior platéia que o Iron Maiden já teve em um show apenas da banda.

Uma hora mais tarde as luzes do palco se apagam.

O espetáculo
Com uma hora de atraso os telões começam a passar imagens da banda e do Ed Force One ao som da instrumental “Transilvania”. Logo em seguida o discurso de Winston Churchill que antecede “Aces High”, o primeiro clássico apresentado pelo grupo. O repertório do show foi idêntico ao do Rio de Janeiro, apresentado na noite anterior. Se mostrando ainda em forma, Bruce Dickinson domina a platéia e corre de um lado para o outro do imenso palco.
 
Quem também não pára um instante é o guitarrista Janick Gears, que a todo momento faz marabalismos com o instrumento. As surpresas foram em relação ao show de 2008. Algumas músicas foram incluídas no repertório como “Childrem of the Damned” e a maravilhosa “The Phantom of the Opera”.

Dickinson conversou bastante com o público e também se desculpou pelo atraso de uma hora, mas afirmou que foi necessário para que todos os fãs pudessem estar dentro do autódromo. Também se desculpou pelo fato dos dois telões apresentarem defeitos e por alguns dos efeitos pirotécnicos terem sido prejudicados pela forte chuva que caiu à tarde.

De uma pequena escadaria construída ao lado do palco, era possível avistar o mar de gente que erguia as mãos, gritava e cantava cada frase das músicas. Uma cena emocionante.

O domínio do vocalista sobre a platéia pode ser visto quando Dickinson disse que algumas pessoas na primeira fila estavam sem ar por estarem espremidas na grade. O vocalista pediu para que todos dessem dois passos para trás, para não machucar quem estava ali na frente. Incrível ver aquela massa humana no mesmo instante se mover para trás. Dickinson agradeceu o público e foi muito aplaudido pela sua preocupação.

O repertório foi uma sucessão de clássicos: “The Trooper”, “Poweslave”, “Hallowed Be Thy Name”, “Wasted Years”, “Iron Maiden”. No bis “The Number of the Beast”, “The Evil That Men Do” e “Sanctuary”. Nesta última música um boneco do Eddie com cerca de três metros, igual ao da capa do álbum “Somewhere in Time”, entra no palco.

Após o espetáculo - Caos
Cerca de uma hora e 50 minutos depois de entrarem no palco o Iron Maiden se despede de São Paulo. Segundo o vocalista, aquele foi “o maior público da banda, 100 mil pessoas”. Dickinson afirmou que o grupo volta ao país em 2011, na turnê do álbum que deve ser lançado no ano que vem.

Após aquela incrível experiência, começaria o martírio de muitos fãs. Imagine uma multidão (63 mil segundo a organização, 100 mil segundo Dickinson), tentando sair do autódromo por apenas um portão e todos ao mesmo tempo. Aquilo virou um caos, com muitos fãs, principalmente as mulheres, passando mal. Não havia pessoas para orientar a saída do público que se espremia e tentava avançar.

Na entrada do portão 8 um exército de vendedores atrapalhava a locomoção do público, retendo ainda mais a saída do local. Também não havia fiscais no estacionamento, o que gerou um imenso congestionamento na saída dos carros que pagaram caro para estacionar dentro do autódromo, R$ 30,00. Particularmente, demorei duas horas para conseguir sair do estacionamento. Ou seja, fiquei mais tempo lá dentro do que vendo a banda no palco. E não fui o único, milhares de fãs passaram por isso.

A banda se mostrou extremamente respeitosa em relação ao público, mas infelizmente a organização não seguiu o exemplo.
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