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<p><b>Agua de Annique: Hangar 110 - São Paulo/SP</b><br/>Simplicidade não é sinônimo de má qualidade. E isso define muito bem o show do Agua de Annique na noite do último sábado, dia 07, no Hangar 110. A banda holandesa, encabeçada pela simpática e talentosa vocalista Anneke van Giersbergen, veio ao Brasil divulgar seu álbum de estréia, "Air", com dois shows, um em São Paulo e outro no Rio.<br/><BR/><br/><BR/>Na capital paulista, a apresentação aconteceu no Hangar 110, conhecido pelos shows de punk rock e hard core. Eventualmente a casa abriga shows de pequeno porte de heavy metal - especialmente de bandas mais obscuras. Usando a estrutura de uma antiga fábrica, o Hangar 110 é capaz de receber cerca de 600 pessoas. Não há glamour, nem decoração: é básico, porém funcional.<br/><BR/><br/><BR/>A abertura do show em São Paulo ficou a cargo da banda catarinense Fake Twilight. Com meia hora de atraso, pouca experiência e uma demo que era vendida no local a R$ 5,00, o quarteto mostrou disposição e potencial. O destaque foi a vocalista Carla Domingues, que revelou uma voz potente e segura. Talvez falte à banda a lapidação necessária para enfrentar públicos maiores e chegar ao primeiro álbum com mais segurança. Nada que um bom produtor não faça em alguns meses de trabalho.<br/><BR/><br/><BR/>Além de composições próprias, nas quais a melodia merece ser citada como ponto forte, o Fake Twilight tocou um 'cover'. Na verdade foi um 'cover' de um 'cover': "Enjoy the Silence", do Depeche Mode, ao estilo Lacuna Coil. Com isso, conseguiu fazer o público cantar em coro o refrão, o que é sempre um ganho para uma banda de abertura pouco ou nada conhecida.<br/><BR/><br/><BR/>Faltando 15 minutos para as 22h00 o Agua de Annique sobe ao palco, que mais parece uma banheira com aquela cortina franzida vermelha que o rodeia em formato de semicírculo. Não importa, a platéia já grita o nome de Anneke. Recebida aos uivos e assovios, a pequena vocalista - que tem jeito de garotinha com seu aproximado metro e meio de altura - esbanjou sorrisos. O brilho de seus olhos e a empolgação que demonstrou ao longo de toda a apresentação não deixam dúvida: ela ama o que faz.<br/><BR/><br/><BR/>Um púbico pequeno numa casa pequena pode ser sinal de pouco sucesso comercial. Mas também faz do evento algo quase exclusivo. Com clima intimista e muita animação, a banda fez uma apresentação curta - com cerca de 1h30 de duração - mas excelente. Além de Anneke van Giersbergen, a banda que compõe o Agua de Annique é de um profissionalismo evidente. Ótimos músicos que não precisam de firulas para realizar um grande show.<br/><BR/><br/><BR/>Impressiona o carisma de Anneke frente ao público. Ela dança como se sua música fosse feita para isso. Mesmo sentada ao teclado ela dança. Até a densa e sombria "Trail of Grief" ganhou remelexos da moça. É puro prazer de estar no palco. Entre uma música e outra, sempre um agradecimento e mais sorrisos. Alguém na platéia grita "I love you" e ela devolve um "I love you too", o que encoraja outros a também declararem seu amor a Anneke.<br/><BR/><br/><BR/>A certa altura, antes de a banda tocar a melancólica e bela "Day After Yesterday", o público entoa um "Happy Birthday to you". Surpresa, Anneke agradece. Seu aniversário é só no domingo, mas a vocalista lembra: "Lá na Holanda já é meu aniversário" pois, pelo fuso, seu país está quatro horas à frente do Brasil.<br/><BR/><br/><BR/>Anneke elogia nosso país e ensaia a melodia de "Aquarela do Brasil". A resposta da platéia é morna e talvez ela tenha pensado que cantou errado. O que ela não sabe é que brasileiro tem uma mania besta de desprezar o que é seu. Aquilo foi uma homenagem, é bom que se lembre.<br/><BR/><br/><BR/>Além das autorais "Beautiful One", "Ice Water", "My Girl", "Lost And Found", "Sunken Soldiers Ball", "Witnesses" e das já citadas acima, o repertório trouxe também versões para "Scorpion Flower" do Moonspell e para "Digging the Grave" do Faith No More. A escolha dessa última é, no mínimo, curiosa, mas a canção ficou com a cara do Agua de Annique. A adição de "My Electricity" lembrou aos fãs a temporada de Anneke no Gathering. Para encerrar a noite, já no bis, o Agua de Annique tocou a pesada "You Are Nice", que a vocalista dedicou ao público presente. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/rockonline/shows/?c=722" target="_blank">Rock Online</a>)</i></p>

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Agua de Annique: Hangar 110 - São Paulo/SP
Lizandra Pronin
Redação TDM
| Eduardo Guimarães / TDM |
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Simplicidade não é sinônimo de má qualidade. E isso define muito bem o show do Agua de Annique na noite do último sábado, dia 07, no Hangar 110. A banda holandesa, encabeçada pela simpática e talentosa vocalista Anneke van Giersbergen, veio ao Brasil divulgar seu álbum de estréia, “Air”, com dois shows, um em São Paulo e outro no Rio.
Na capital paulista, a apresentação aconteceu no Hangar 110, conhecido pelos shows de punk rock e hard core. Eventualmente a casa abriga shows de pequeno porte de heavy metal - especialmente de bandas mais obscuras. Usando a estrutura de uma antiga fábrica, o Hangar 110 é capaz de receber cerca de 600 pessoas. Não há glamour, nem decoração: é básico, porém funcional.
A abertura do show em São Paulo ficou a cargo da banda catarinense Fake Twilight. Com meia hora de atraso, pouca experiência e uma demo que era vendida no local a R$ 5,00, o quarteto mostrou disposição e potencial. O destaque foi a vocalista Carla Domingues, que revelou uma voz potente e segura. Talvez falte à banda a lapidação necessária para enfrentar públicos maiores e chegar ao primeiro álbum com mais segurança. Nada que um bom produtor não faça em alguns meses de trabalho.
Além de composições próprias, nas quais a melodia merece ser citada como ponto forte, o Fake Twilight tocou um ‘cover’. Na verdade foi um ‘cover’ de um ‘cover’: “Enjoy the Silence”, do Depeche Mode, ao estilo Lacuna Coil. Com isso, conseguiu fazer o público cantar em coro o refrão, o que é sempre um ganho para uma banda de abertura pouco ou nada conhecida.
Faltando 15 minutos para as 22h00 o Agua de Annique sobe ao palco, que mais parece uma banheira com aquela cortina franzida vermelha que o rodeia em formato de semicírculo. Não importa, a platéia já grita o nome de Anneke. Recebida aos uivos e assovios, a pequena vocalista - que tem jeito de garotinha com seu aproximado metro e meio de altura - esbanjou sorrisos. O brilho de seus olhos e a empolgação que demonstrou ao longo de toda a apresentação não deixam dúvida: ela ama o que faz.
Um púbico pequeno numa casa pequena pode ser sinal de pouco sucesso comercial. Mas também faz do evento algo quase exclusivo. Com clima intimista e muita animação, a banda fez uma apresentação curta - com cerca de 1h30 de duração - mas excelente. Além de Anneke van Giersbergen, a banda que compõe o Agua de Annique é de um profissionalismo evidente. Ótimos músicos que não precisam de firulas para realizar um grande show.
Impressiona o carisma de Anneke frente ao público. Ela dança como se sua música fosse feita para isso. Mesmo sentada ao teclado ela dança. Até a densa e sombria “Trail of Grief” ganhou remelexos da moça. É puro prazer de estar no palco. Entre uma música e outra, sempre um agradecimento e mais sorrisos. Alguém na platéia grita “I love you” e ela devolve um “I love you too”, o que encoraja outros a também declararem seu amor a Anneke.
A certa altura, antes de a banda tocar a melancólica e bela “Day After Yesterday”, o público entoa um “Happy Birthday to you”. Surpresa, Anneke agradece. Seu aniversário é só no domingo, mas a vocalista lembra: “Lá na Holanda já é meu aniversário” pois, pelo fuso, seu país está quatro horas à frente do Brasil.
Anneke elogia nosso país e ensaia a melodia de “Aquarela do Brasil”. A resposta da platéia é morna e talvez ela tenha pensado que cantou errado. O que ela não sabe é que brasileiro tem uma mania besta de desprezar o que é seu. Aquilo foi uma homenagem, é bom que se lembre.
Além das autorais “Beautiful One”, “Ice Water”, “My Girl”, “Lost And Found”, “Sunken Soldiers Ball”, “Witnesses” e das já citadas acima, o repertório trouxe também versões para “Scorpion Flower” do Moonspell e para “Digging the Grave” do Faith No More. A escolha dessa última é, no mínimo, curiosa, mas a canção ficou com a cara do Agua de Annique. A adição de “My Electricity” lembrou aos fãs a temporada de Anneke no Gathering. Para encerrar a noite, já no bis, o Agua de Annique tocou a pesada “You Are Nice”, que a vocalista dedicou ao público presente.