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<p><b>Skol Rock 99 :: Estacionamento do Anhembi - São Paulo / SP</b><br/>Sempre na frente, o Rock Online traz para você em primeira mão a cobertura completa do Skol Rock 99. Confira nesta página informações e curiosidades sobre vários detalhes da produção e organização do evento. <BR/><BR/><BR/><B/>A organização do evento</B/><BR/>O Skol Rock 99, trouxe uma boa dose de profissionalismo, ainda inéditos nos eventos deste porte realizados no Brasil. Considerando algumas experiências negativas em eventos anteriores realizados no Estacionamento do Anhembi em São Paulo, como chuva forte, poucos banheiros, problemas no som, alimentação cara e incomucabilidade dos presentes com o "mundo exterior" ao evento, o Skol Rock deste ano trouxe boas surpresas para nós e para os 40.000 presentes (estimativa da produção ao final do show).<BR/><BR/><B/>A chuva</B/><BR/>Choveu sim, parece até perseguição, mas o tempo não chegou a atrapalhar desta vez. Para os profissionais que estavam trabalhando na cobertura do evento, uma tenda equipada com Telefone, Fax, Internet, Cadeiras e Mesas foi montada. Também foram distribuídas gratuitamente capas de chuva que ajudaram e muito na realização do trabalho. <BR/><BR/>Um fato inédito e muito bem vindo que pude presenciar foi a produção ter selecionado um grupo de jovens molhados dos pés a cabeça, recolherem os mesmos a uma tenda e cederem camisetas novas e secas além de refrigerantes e capas de chuva para continuarem a curtir o show um pouco mais secos. <BR/><BR/><B/>Infra-estrutura</B/><BR/>De qualquer ponto da pista era possível ouvir bem e com clareza o som vindo do palco, apesar da pouca visibilidade dos telões laterais. <BR/><BR/>Encontramos uma grande variedade de barracas vendendo sanduiches, refrigerantes, sucos, doces, pipoca e todo tipo de comida rápida a preços aceitáveis. <BR/><BR/>Em nenhum momento presenciamos filas nos banheiros, parece que finalmente o cálculo para o número de banheiros foi feito com mais atenção e cuidado. <BR/><BR/>Foi montado no evento um espécie de "outlet" chamado de Skol Circus nos fundos da pista, onde estavam a disposição do público 14 computadores com acesso à internet (todo mundo aproveitou para dar uma checadinha no e-mail), camisetas oficiais das bandas participantes e uma loja de tatuagem e acessórios entre outras opções. <BR/><BR/>Tivemos uma decepção: a área que foi montada para os maiores de 18 anos consumirem a cerveja da Skol mais parecia um "chiqueirinho". Ao nos aproximar-mos do local tivemos uma péssima impressão, quem estava a fim de tomar uma cervejinha, teve de se submeter a ficar trancado dentro de um cercado escuro e desconfortável até consumir o total do copo. <BR/><BR/>Encontramos com na pista com um fã, Júlio, que conseguiu bular a segurança e foi beber sua cerveja na pista, com mais tranquilidade e que achou um absurdo a bebida só poder ser consumida no Skol Bar. <BR/><BR/><B/>Início dos shows: inéditas + vencedora 98 - 17h00</B/><BR/>O Skol Rock 99 teve início às 17h00, com o público ainda tímido, mas a turma do gargarejo já se espremia contra as grades de segurança, guardando seu lugar para os grandes shows que viriam mais tarde.<BR/><BR/>As cinco bandas inéditas se apresentaram sem chamar muita atenção do pessoal. A primeira foi a Insight (João Pessoa / PB), que fez um som pop rock com alguns elementos de ska e reggae. Depois veio o Dominus Tecum (Goiânia / GO), que já abriu para o Planet Hemp.<BR/><BR/>A 3ª banda a subir no palco do Skol Rock 99, foi a Projeto Nave (Santo André / SP), que não caiu no gosto popular e foi vaiada a gritos de "Fora!". Não que a banda fosse ruim, mas para um público que veio prestigiar o punk rock do Bad Religion e do Offspring, o som MPB pop não agradou nem um pouco. A banda foi a vencedora do Skol Rock deste ano.<BR/><BR/>Logo que a 4ª banda, o Silvertape (Paracambi / RJ), subiu no palco, a chuva veio forte deixando a molecada toda ensopada e fazendo a felicidade dos ambulantes que venderam muitas capas plásticas a R$5,00. Tanto o Silvertape quanto o Estado Das Coisas (Santa Rosa / RS) fizeram mais a cabeça da moçada que se agitou.<BR/><BR/>Depois das bandas inéditas, veio a apresentação do Hiperfly, banda vencedora do Skol Rock 98, que na época se chamava Mixcreola. A banda preparou um repertório variado, com "covers" do Green Day entre outros, que veio a agradar o público presente.<BR/><BR/>Enquanto o palco era preparado para The Vandals, a primeira atração internacional, a VJ Soninha (MTV) anunciou os vencedores da edição de 99: o 1º lugar ficou para o Projeo Nave, que ganhou a gravação e lançamento de seu CD pela gravadora Virgin. Os 2º e 3º lugares ficaram, respectivamente, com Silvertape e Estado das Coisas.<BR/><BR/><B/>The Vandals sobe ao palco - 19h50</B/><BR/>Quando o The Vandals subiu ao palco, às 19h50 já não chovia mais. A banda californiana que já tocou ao lado de No Doubt, NOFX e Mighty Mighty Bosstones, trouxe pela primeira vez ao Brasil, seu punk rock animado na turnê de seu novo álbum Hitler Bad, Vandals Good.<BR/><BR/>O vocalista, Dave Quackenbush, não parava de pular no palco e o guitarrista, Warren Fitzgerald, deu um show a parte quando tirou a roupa e ficou só de tanguinha no palco.<BR/><BR/>O show do Vandals terminou às 20h30 e o repertório incluiu, entre outras, My Girl Friends Dead, Live Fast Diarrhea, Change My Pants e Summer Lovin', que é uma versão bem humorada de Summer Nights, do clássico do final dos anos 70, o filme Grease (com John Travolta e Olivia Newton John).<BR/><BR/><B/>Bad Religion no Palco - 21h05</B/><BR/>Com o céu aberto e sem ameaça de chuva, o Bad Religion iniciou seu show às 21h00. Durante a primeira música, o som falhou e os vocais de Greg Graffin ficaram praticamente inaudíveis. Comparado com o show do Olympia (no primeiro semestre deste ano), essa apresentação deixou um pouco a desejar. Sentiu-se um grande "punch" perto dos shows que haviam acontecido antes no palco do Skol Rock, porém a banda não mostrou todo seu potencial.<BR/><BR/>No 'set list' estavam presentes: "Raise Your Voice", "No Substance" e "Hear It", do mais recente álbum da banda, "No Substance". Tocaram, é claro, as clássicas "Generator", "Americam Jesus" e "Infected", que bem executadas nas rádios rock brasileiras, entre outras.<BR/><BR/><B/>The Offspring - 23h00</B/><BR/>Pontualmente às 23h00 teve início, disparado, o melhor show da noite. Tanto pela reação e participação do público quanto pela performance da banda. A impressão que se tinha era de estarmos ouvindo um "best of" do Offspring. Foram só clássicos.<BR/><BR/>Abriram o show com Americana, seguida de All I Want e daí para frente a galera não ficou parada um só minuto ao som de Pretty Fly (For A White Guy), Walla Walla, Cool To Hate e Gone Away.<BR/><BR/>Durante um pequeno intervalo, enquanto rolava um som de fundo, bolhas de sabão cobriram o palco causando um efeito visual bastante interessante. O show seguiu com Staring At The Sun, Come Out & Play, Kids Aren't Alright e Pay The Man. Um dos pontos altos do altos do show foi quando, ao som de Back Street Boys, um boneco representando os BSB foi simplesmente destruído a golpes de taco de beisebol, para o delírio dos fãs.<BR/><BR/>No final, depois de fecharem o show com Fellings do brasileiro Morris Albert, a banda jogou dezenas de CD's para a platéia. O show terminou às 00h15, sem direito a bis. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/rockonline/shows/?c=69" target="_blank">Rock Online</a>)</i></p>

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Skol Rock 99 :: Estacionamento do Anhembi - São Paulo / SP
| Lizandra Pronin / TDM |
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Sempre na frente, o Rock Online traz para você em primeira mão a cobertura completa do Skol Rock 99. Confira nesta página informações e curiosidades sobre vários detalhes da produção e organização do evento.
A organização do eventoO Skol Rock 99, trouxe uma boa dose de profissionalismo, ainda inéditos nos eventos deste porte realizados no Brasil. Considerando algumas experiências negativas em eventos anteriores realizados no Estacionamento do Anhembi em São Paulo, como chuva forte, poucos banheiros, problemas no som, alimentação cara e incomucabilidade dos presentes com o "mundo exterior" ao evento, o Skol Rock deste ano trouxe boas surpresas para nós e para os 40.000 presentes (estimativa da produção ao final do show).
A chuvaChoveu sim, parece até perseguição, mas o tempo não chegou a atrapalhar desta vez. Para os profissionais que estavam trabalhando na cobertura do evento, uma tenda equipada com Telefone, Fax, Internet, Cadeiras e Mesas foi montada. Também foram distribuídas gratuitamente capas de chuva que ajudaram e muito na realização do trabalho.
Um fato inédito e muito bem vindo que pude presenciar foi a produção ter selecionado um grupo de jovens molhados dos pés a cabeça, recolherem os mesmos a uma tenda e cederem camisetas novas e secas além de refrigerantes e capas de chuva para continuarem a curtir o show um pouco mais secos.
Infra-estruturaDe qualquer ponto da pista era possível ouvir bem e com clareza o som vindo do palco, apesar da pouca visibilidade dos telões laterais.
Encontramos uma grande variedade de barracas vendendo sanduiches, refrigerantes, sucos, doces, pipoca e todo tipo de comida rápida a preços aceitáveis.
Em nenhum momento presenciamos filas nos banheiros, parece que finalmente o cálculo para o número de banheiros foi feito com mais atenção e cuidado.
Foi montado no evento um espécie de "outlet" chamado de Skol Circus nos fundos da pista, onde estavam a disposição do público 14 computadores com acesso à internet (todo mundo aproveitou para dar uma checadinha no e-mail), camisetas oficiais das bandas participantes e uma loja de tatuagem e acessórios entre outras opções.
Tivemos uma decepção: a área que foi montada para os maiores de 18 anos consumirem a cerveja da Skol mais parecia um "chiqueirinho". Ao nos aproximar-mos do local tivemos uma péssima impressão, quem estava a fim de tomar uma cervejinha, teve de se submeter a ficar trancado dentro de um cercado escuro e desconfortável até consumir o total do copo.
Encontramos com na pista com um fã, Júlio, que conseguiu bular a segurança e foi beber sua cerveja na pista, com mais tranquilidade e que achou um absurdo a bebida só poder ser consumida no Skol Bar.
Início dos shows: inéditas + vencedora 98 - 17h00O Skol Rock 99 teve início às 17h00, com o público ainda tímido, mas a turma do gargarejo já se espremia contra as grades de segurança, guardando seu lugar para os grandes shows que viriam mais tarde.
As cinco bandas inéditas se apresentaram sem chamar muita atenção do pessoal. A primeira foi a Insight (João Pessoa / PB), que fez um som pop rock com alguns elementos de ska e reggae. Depois veio o Dominus Tecum (Goiânia / GO), que já abriu para o Planet Hemp.
A 3ª banda a subir no palco do Skol Rock 99, foi a Projeto Nave (Santo André / SP), que não caiu no gosto popular e foi vaiada a gritos de "Fora!". Não que a banda fosse ruim, mas para um público que veio prestigiar o punk rock do Bad Religion e do Offspring, o som MPB pop não agradou nem um pouco. A banda foi a vencedora do Skol Rock deste ano.
Logo que a 4ª banda, o Silvertape (Paracambi / RJ), subiu no palco, a chuva veio forte deixando a molecada toda ensopada e fazendo a felicidade dos ambulantes que venderam muitas capas plásticas a R$5,00. Tanto o Silvertape quanto o Estado Das Coisas (Santa Rosa / RS) fizeram mais a cabeça da moçada que se agitou.
Depois das bandas inéditas, veio a apresentação do Hiperfly, banda vencedora do Skol Rock 98, que na época se chamava Mixcreola. A banda preparou um repertório variado, com "covers" do Green Day entre outros, que veio a agradar o público presente.
Enquanto o palco era preparado para The Vandals, a primeira atração internacional, a VJ Soninha (MTV) anunciou os vencedores da edição de 99: o 1º lugar ficou para o Projeo Nave, que ganhou a gravação e lançamento de seu CD pela gravadora Virgin. Os 2º e 3º lugares ficaram, respectivamente, com Silvertape e Estado das Coisas.
The Vandals sobe ao palco - 19h50Quando o The Vandals subiu ao palco, às 19h50 já não chovia mais. A banda californiana que já tocou ao lado de No Doubt, NOFX e Mighty Mighty Bosstones, trouxe pela primeira vez ao Brasil, seu punk rock animado na turnê de seu novo álbum Hitler Bad, Vandals Good.
O vocalista, Dave Quackenbush, não parava de pular no palco e o guitarrista, Warren Fitzgerald, deu um show a parte quando tirou a roupa e ficou só de tanguinha no palco.
O show do Vandals terminou às 20h30 e o repertório incluiu, entre outras, My Girl Friends Dead, Live Fast Diarrhea, Change My Pants e Summer Lovin', que é uma versão bem humorada de Summer Nights, do clássico do final dos anos 70, o filme Grease (com John Travolta e Olivia Newton John).
Bad Religion no Palco - 21h05Com o céu aberto e sem ameaça de chuva, o Bad Religion iniciou seu show às 21h00. Durante a primeira música, o som falhou e os vocais de Greg Graffin ficaram praticamente inaudíveis. Comparado com o show do Olympia (no primeiro semestre deste ano), essa apresentação deixou um pouco a desejar. Sentiu-se um grande "punch" perto dos shows que haviam acontecido antes no palco do Skol Rock, porém a banda não mostrou todo seu potencial.
No 'set list' estavam presentes: "Raise Your Voice", "No Substance" e "Hear It", do mais recente álbum da banda, "No Substance". Tocaram, é claro, as clássicas "Generator", "Americam Jesus" e "Infected", que bem executadas nas rádios rock brasileiras, entre outras.
The Offspring - 23h00Pontualmente às 23h00 teve início, disparado, o melhor show da noite. Tanto pela reação e participação do público quanto pela performance da banda. A impressão que se tinha era de estarmos ouvindo um "best of" do Offspring. Foram só clássicos.
Abriram o show com Americana, seguida de All I Want e daí para frente a galera não ficou parada um só minuto ao som de Pretty Fly (For A White Guy), Walla Walla, Cool To Hate e Gone Away.
Durante um pequeno intervalo, enquanto rolava um som de fundo, bolhas de sabão cobriram o palco causando um efeito visual bastante interessante. O show seguiu com Staring At The Sun, Come Out & Play, Kids Aren't Alright e Pay The Man. Um dos pontos altos do altos do show foi quando, ao som de Back Street Boys, um boneco representando os BSB foi simplesmente destruído a golpes de taco de beisebol, para o delírio dos fãs.
No final, depois de fecharem o show com Fellings do brasileiro Morris Albert, a banda jogou dezenas de CD's para a platéia. O show terminou às 00h15, sem direito a bis.