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<p><b>The Cult: Credicard Hall - São Paulo/SP</b><br/>Dois anos após a última passagem pelo Brasil, a banda inglesa The Cult volta ao país para divulgar o mais recente trabalho, "Born Into This", lançado no ano passado. Confesso que minha expectativa em relação a esse show era baixa, já que em 2006 a apresentação da banda no mesmo palco do Credicard Hall, em São Paulo, foi decepcionante. Para minha surpresa o saldo final foi bem melhor do que há dois anos.<br/><BR/><BR/>Noite fria e chuvosa na capital paulista, show caro - como todos têm sido - e em plena quarta-feira. Motivos suficientes para que poucas pessoas fossem ao show. O público deve ter ficado na casa dos três mil pagantes, metade da capacidade do local. Melhor para quem foi e pode assistir ao show com mais conforto, sem empurra-empurra.<br/><BR/><BR/>Ao dar 22h00 o público já estava impaciente e fazia muito barulho sempre que acabava uma das músicas que tocaram antes do início do show. A banda entrou no palco cerca de 20 minutos depois do horário marcado e para compensar a espera dos fãs, já começa com uma das grandes composições da década de 80 que não se tornaram 'hits' nas rádios, "Nirvana", e logo em seguida o sucesso "Rain". Apesar da demora, a banda estava perdoada.<br/><BR/><BR/>Obviamente o repertório do show foi calcado nos clássicos, mas afinal a turnê divulga o ótimo álbum "Born Into This" e desse disco tocaram algumas como "Dirty Little Rockstar", "I Assassin" e "Savages". Mas o público agitou muito foram nos clássicos.<br/><BR/><BR/>Ian Astbury está em melhor forma do que há dois anos, mas o vocalista é muito frio no palco, realmente sem carisma, apesar da potente e bela voz. Além da dupla fundadora Astbury e Billy Duffy, a atual formação do Cult conta com o baterista John Tempesta, o baixista Chris Wise, e o guitarrista Mike Dimkich. Tempesta e Wise se mostraram grandes músicos ao vivo, principalmente o baixista.<br/><BR/><BR/>O guitarrista Dimkich é uma figurinha estranha. Vestindo camisa de mangas longas e um colete, com um penteado de gosto duvidoso, o músico lembrava muito o professor carrasco do filme "The Wall", do Pink Floyd, principalmente na parte do desenho.<br/><BR/><BR/>O repertório do show foi baseado nos clássicos, como não poderia deixar de ser. A banda tocou "Eddie (Ciao Baby)", "Lil' Devil", "Spiritwalker" e "Love Removal Machine", que encerrou a primeira parte do show. Para o bis, o Cult voltou e tocou mais duas grandes músicas: "Sweet Soul Sister" e "She Sells Sanctuary". <br/><BR/><BR/>Duas coisas muito positivas no repertório: a banda tocou "The Phoenix", do álbum "Love", e não tocou "Revolution". Que alívio! <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/rockonline/shows/?c=673" target="_blank">Rock Online</a>)</i></p>

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The Cult: Credicard Hall - São Paulo/SP
Eduardo Guimarães
Redação TDM
| Eduardo Guimarães |
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Dois anos após a última passagem pelo Brasil, a banda inglesa The Cult volta ao país para divulgar o mais recente trabalho, “Born Into This”, lançado no ano passado. Confesso que minha expectativa em relação a esse show era baixa, já que em 2006 a apresentação da banda no mesmo palco do Credicard Hall, em São Paulo, foi decepcionante. Para minha surpresa o saldo final foi bem melhor do que há dois anos.
Noite fria e chuvosa na capital paulista, show caro - como todos têm sido - e em plena quarta-feira. Motivos suficientes para que poucas pessoas fossem ao show. O público deve ter ficado na casa dos três mil pagantes, metade da capacidade do local. Melhor para quem foi e pode assistir ao show com mais conforto, sem empurra-empurra.
Ao dar 22h00 o público já estava impaciente e fazia muito barulho sempre que acabava uma das músicas que tocaram antes do início do show. A banda entrou no palco cerca de 20 minutos depois do horário marcado e para compensar a espera dos fãs, já começa com uma das grandes composições da década de 80 que não se tornaram ‘hits’ nas rádios, “Nirvana”, e logo em seguida o sucesso “Rain”. Apesar da demora, a banda estava perdoada.
Obviamente o repertório do show foi calcado nos clássicos, mas afinal a turnê divulga o ótimo álbum “Born Into This” e desse disco tocaram algumas como “Dirty Little Rockstar”, “I Assassin” e “Savages”. Mas o público agitou muito foram nos clássicos.
Ian Astbury está em melhor forma do que há dois anos, mas o vocalista é muito frio no palco, realmente sem carisma, apesar da potente e bela voz. Além da dupla fundadora Astbury e Billy Duffy, a atual formação do Cult conta com o baterista John Tempesta, o baixista Chris Wise, e o guitarrista Mike Dimkich. Tempesta e Wise se mostraram grandes músicos ao vivo, principalmente o baixista.
O guitarrista Dimkich é uma figurinha estranha. Vestindo camisa de mangas longas e um colete, com um penteado de gosto duvidoso, o músico lembrava muito o professor carrasco do filme “The Wall”, do Pink Floyd, principalmente na parte do desenho.
O repertório do show foi baseado nos clássicos, como não poderia deixar de ser. A banda tocou “Eddie (Ciao Baby)”, “Lil’ Devil”, “Spiritwalker” e “Love Removal Machine”, que encerrou a primeira parte do show. Para o bis, o Cult voltou e tocou mais duas grandes músicas: “Sweet Soul Sister” e “She Sells Sanctuary”.
Duas coisas muito positivas no repertório: a banda tocou “The Phoenix”, do álbum “Love”, e não tocou “Revolution”. Que alívio!