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<p><b>Helloween & Gamma Ray: Credicard Hall - São Paulo / SP</b><br/>Era enorme a expectativa para essa turnê que está marcando a história do heavy metal. A "Hellishrock Tour", trazendo o Helloween e seu 'spin-off' Gamma Ray excursionando juntos, com direito a uma jam conjunta no final, chega ao Brasil, num clima de confraternização para os fãs e para os integrantes das duas grandes bandas. Afinal, os músicos alemães que fundaram o Helloween nos anos 80 podem curtir novamente os tempos em que viajavam pelos países europeus apresentando o que viria a ser batizado posteriormente de power metal.<br/><BR/><BR/>Além deste peso histórico, os fãs que encheram o Credicard Hall estavam animados com o útlimo álbum das duas bandas. Tanto "Gambling With The Devil", do Helloween, como "Land Of The Free Part II", do Gamma Ray, foram muito bem recebidos pelos seus admiradores e considerados os melhores lançamentos dessas bandas nos anos mais recentes.<br/><BR/><BR/>Como tem acontecido já faz um tempo em todos os shows, a pontualidade foi respeitada e o Gamma Ray entrou no palco às 20 hs, com "Into The Storm". O público respondeu entusiasmado e explodiu com a clássica "Heaven Can Wait", tocada em seguida. Na terceira canção, "New World Order", apareceram os tradicionais 'ôôôs', presentes já na versão de estúdio. O líder da banda, Kai Hansen, cumprimenta os fãs antes de apresentar "Fight". Uma das melhores do último disco é então executada: "Empress", candidata a ser sempre pedida nas próximas turnês. Na seqüência, três clássicos: "Valley of the Kings", "Rebellion in Dreamland" e "Heavy Metal Universe". Nesta última, o público tem a oportunidade de se esgoelar e mostrar sua presença para o Gamma Ray.<br/><BR/><BR/>A guitarra de Kai Hansen puxa o tema de Halloween e a banda acompanha, para então resgatar "Ride The Sky", o que mostra, pela reação das pessoas que, apesar de toda a admiração que elas têm pelo Gamma Ray, o Helloween é muito mais popular. A parte do show pré-bis se encerra com os longos solos de guitarra de "Somewhere out in Space", totalizando uma hora exata de apresentação.<br/><BR/><BR/>Com uma bandeira do Brasil pendurada às costas, Kai Hansen, volta aos palcos para tocar "Send me a Sign", encerrando o show do Gamma Ray com animação. Apesar de ter sido um ótimo show, o Gamma Ray empolgou menos que na última visita, quando foram a banda principal no Olympia, ainda que divulgassem um lançamento inferior, o "Majestic". O público sentiu um pouco como se eles fossem a banda de abertura para o Helloween e não agitou tanto quanto da outra vez.<br/><BR/><BR/>O Helloween entrou no palco trinta e cinco minutos após a saída do Gamma Ray, não com "Kill It", faixa de abertura do novo álbum, como se esperava, mas com a longa "Halloween", do "Keeper of the Seven Keys Part I". Abrir um show com uma música de 13 minutos foi uma surpresa para o público, que reagiu com muita empolgação. Em seguida, outra antiga, mas já do tempo de Andi Deris: "Sole Survivor". A próxima escolha dividiu opiniões. "March of Time", do "Keeper... II" não é das preferidas da maioria. Só então apresentam uma canção do "Gambling with the Devil", "As Long As I Fall", com seu belo refrão. Como da última vez em que estiveram no Brasil, tocam a lenta "A Tale That Wasn't Right", esfriando os ânimos do público, que se dispersa ainda mais com o solo do batera Dani Löble, ainda que tenha inovado com um ritmo eletrônico de samba ao fundo. Não ajudou muito a melhorar o clima a opção de colocar a "The King of a 1,000 Years", do "Keeper...III", que dura quase 14 minutos, apesar de ser a melhor daquele álbum.<br/><BR/><BR/>A agitação só volta mesmo com "Eagles Fly Free", que, finalmente, faz o público esquentar novamente. A segunda nova canção a ser apresentada foi a pesada "The Bells of the 7 Hells", que contou com uma paradinha para a participação da platéia. Uma nova balada é tocada, "If I Could Fly", desta vez com uma resposta melhor do público. Depois de uma hora e quinze de show, em "Dr Stein", o Helloween conseguiu fazer todo o Credicard Hall pular junto. E a banda sai do palco para retornar depois para o bis.<br/><BR/><BR/>Na volta, o Helloween toca um envolvente 'medley' com "I Can", "Where The Rain Grows", "Perfect Gentleman" (com a apresentação dos integrantes no meio), "Power" e "Keeper of the Seven Keys". É o fim do show do Helloween, que deixou um pouco de decepção, não pelo desempenho e animação dos músicos, mas pela escolha do 'set list', que poderia ter incluído mais canções do último lançamento, pois se trata de um ótimo trabalho, ao invés de repetir as mesmas que já foram apresentadas nas várias vezes em que o Helloween esteve por aqui.<br/><BR/><BR/>Chega, então, a esperada hora da jam final, com os músicos do Gamma Ray e do Helloween no palco, em clima muito festivo e animado. Kai Hansen e Andi Deris dividem o vocal em "Future World" e "I Want Out", enquanto os outros brincam uns com os outros (incluindo o sisudo Michael Weikath!). Mesmo com tantos instrumentos sendo tocados ao mesmo tempo, o som esteve perfeito, como foi durante toda a noite. Presenciar essa reunião final já valeu o ingresso.<br/><BR/><BR/>Confira fotos do <A href="/canais/rockonline/galeria/galeriaLoad.asp?mostraGal=232"/>Helloween</A/> e do <A href="/canais/rockonline/galeria/galeriaLoad.asp?mostraGal=233"/>Gamma Ray</A/>. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/rockonline/shows/?c=616" target="_blank">Rock Online</a>)</i></p>
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21/4/2008 - 00h00
 
Helloween & Gamma Ray: Credicard Hall - São Paulo / SP
Eduardo Kaneco
Redação TDM
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Eduardo Guimarães / TDM
Era enorme a expectativa para essa turnê que está marcando a história do heavy metal. A “Hellishrock Tour”, trazendo o Helloween e seu ‘spin-off’ Gamma Ray excursionando juntos, com direito a uma jam conjunta no final, chega ao Brasil, num clima de confraternização para os fãs e para os integrantes das duas grandes bandas. Afinal, os músicos alemães que fundaram o Helloween nos anos 80 podem curtir novamente os tempos em que viajavam pelos países europeus apresentando o que viria a ser batizado posteriormente de power metal.

Além deste peso histórico, os fãs que encheram o Credicard Hall estavam animados com o útlimo álbum das duas bandas. Tanto “Gambling With The Devil”, do Helloween, como “Land Of The Free Part II”, do Gamma Ray, foram muito bem recebidos pelos seus admiradores e considerados os melhores lançamentos dessas bandas nos anos mais recentes.

Como tem acontecido já faz um tempo em todos os shows, a pontualidade foi respeitada e o Gamma Ray entrou no palco às 20 hs, com “Into The Storm”. O público respondeu entusiasmado e explodiu com a clássica “Heaven Can Wait”, tocada em seguida. Na terceira canção, “New World Order”, apareceram os tradicionais ‘ôôôs’, presentes já na versão de estúdio. O líder da banda, Kai Hansen, cumprimenta os fãs antes de apresentar “Fight”. Uma das melhores do último disco é então executada: “Empress”, candidata a ser sempre pedida nas próximas turnês. Na seqüência, três clássicos: “Valley of the Kings”, “Rebellion in Dreamland” e “Heavy Metal Universe”. Nesta última, o público tem a oportunidade de se esgoelar e mostrar sua presença para o Gamma Ray.

A guitarra de Kai Hansen puxa o tema de Halloween e a banda acompanha, para então resgatar “Ride The Sky”, o que mostra, pela reação das pessoas que, apesar de toda a admiração que elas têm pelo Gamma Ray, o Helloween é muito mais popular. A parte do show pré-bis se encerra com os longos solos de guitarra de “Somewhere out in Space”, totalizando uma hora exata de apresentação.

Com uma bandeira do Brasil pendurada às costas, Kai Hansen, volta aos palcos para tocar “Send me a Sign”, encerrando o show do Gamma Ray com animação. Apesar de ter sido um ótimo show, o Gamma Ray empolgou menos que na última visita, quando foram a banda principal no Olympia, ainda que divulgassem um lançamento inferior, o “Majestic”. O público sentiu um pouco como se eles fossem a banda de abertura para o Helloween e não agitou tanto quanto da outra vez.

O Helloween entrou no palco trinta e cinco minutos após a saída do Gamma Ray, não com “Kill It”, faixa de abertura do novo álbum, como se esperava, mas com a longa “Halloween”, do “Keeper of the Seven Keys Part I”. Abrir um show com uma música de 13 minutos foi uma surpresa para o público, que reagiu com muita empolgação. Em seguida, outra antiga, mas já do tempo de Andi Deris: “Sole Survivor”. A próxima escolha dividiu opiniões. “March of Time”, do “Keeper... II” não é das preferidas da maioria. Só então apresentam uma canção do “Gambling with the Devil”, “As Long As I Fall”, com seu belo refrão. Como da última vez em que estiveram no Brasil, tocam a lenta “A Tale That Wasn’t Right”, esfriando os ânimos do público, que se dispersa ainda mais com o solo do batera Dani Löble, ainda que tenha inovado com um ritmo eletrônico de samba ao fundo. Não ajudou muito a melhorar o clima a opção de colocar a “The King of a 1,000 Years”, do “Keeper...III”, que dura quase 14 minutos, apesar de ser a melhor daquele álbum.

A agitação só volta mesmo com “Eagles Fly Free”, que, finalmente, faz o público esquentar novamente. A segunda nova canção a ser apresentada foi a pesada “The Bells of the 7 Hells”, que contou com uma paradinha para a participação da platéia. Uma nova balada é tocada, “If I Could Fly”, desta vez com uma resposta melhor do público. Depois de uma hora e quinze de show, em “Dr Stein”, o Helloween conseguiu fazer todo o Credicard Hall pular junto. E a banda sai do palco para retornar depois para o bis.

Na volta, o Helloween toca um envolvente ‘medley’ com “I Can”, “Where The Rain Grows”, “Perfect Gentleman” (com a apresentação dos integrantes no meio), “Power” e “Keeper of the Seven Keys”. É o fim do show do Helloween, que deixou um pouco de decepção, não pelo desempenho e animação dos músicos, mas pela escolha do ‘set list’, que poderia ter incluído mais canções do último lançamento, pois se trata de um ótimo trabalho, ao invés de repetir as mesmas que já foram apresentadas nas várias vezes em que o Helloween esteve por aqui.

Chega, então, a esperada hora da jam final, com os músicos do Gamma Ray e do Helloween no palco, em clima muito festivo e animado. Kai Hansen e Andi Deris dividem o vocal em “Future World” e “I Want Out”, enquanto os outros brincam uns com os outros (incluindo o sisudo Michael Weikath!). Mesmo com tantos instrumentos sendo tocados ao mesmo tempo, o som esteve perfeito, como foi durante toda a noite. Presenciar essa reunião final já valeu o ingresso.

Confira fotos do Helloween e do Gamma Ray.
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