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<p><b>Porcupine Tree: The Incident</b><br/>Nas primeiras duas faixas iniciais, "The Incident", o mais recente álbum da banda britânica de rock progressivo, demonstra a tônica das demais composições que mesclam muito bem passagens pesadas com passagens mais leves e lembram muito Pink Floyd. O novo trabalho é composto por dois CDs, sendo o 1º com uma única música de 55 min, e o 2º com outras 4 músicas.<br/><BR/><br/><BR/>A ótima faixa épica "The Incident", que ocupa o primeiro CD, é dividida em 14 partes e, curiosamente, uma de suas partes leva o próprio nome "The Incident". As quatro faixas do segundo disco são também da mesma qualidade.<br/><BR/><br/><BR/>Neste novo álbum, o Porcupine dá uma ênfase ainda maior à exploração de texturas, à variação rítmica dentro de cada faixa e, ao mesmo tempo em que se percebe a busca pela inovação, não deixa de utilizar elementos já consagrados, de extremo bom gosto e de muita profundidade. Difícil ser uma banda diferenciada dentro de um estilo já de certa forma saturado, mas o Porcupine Tree consegue essa realização.<br/><BR/><br/><BR/>"The Blind House", 2ª música do 1º CD, traz além dessa mescla de peso e leveza, umas passagens que lembram grunge, estilo que em geral não me agrada pela imensa falta de técnica musical das bandas, mas o Porcupine utiliza bem esses elementos inserindo a sonoridade grunge na canção, aproveitando essa interessante característica do estilo, obviamente sem falta alguma de técnica.<br/><BR/><br/><BR/>"Great Expectations" e "Kneel and Disconnect" são duas curtas músicas menos complexas que fazem uma boa introdução para "Drawing the line", que é a primeira música um pouco mais 'uptempo' do CD. As 3 se fundem suavemente, como se fossem uma única composição, que no fundo são, pois fazem parte da extensa "The incident".<br/><BR/><br/><BR/>"Remember Me Lover" é uma balada com passagens pesadas e lembra músicas do álbum anterior do PT, "Fear Of A Blank Planet", o qual rendeu à banda uma nominação ao Grammy por "Best Surround Sound Album".<br/><BR/><br/><BR/>Em "Time Flies", Wilson menciona que nasceu no ano de lançamento de "Sgt. Pepper's...", dos Beatles, mas o fato curioso é que a música não lembra Beatles, mas sim Pink Floyd.<br/><BR/><br/><BR/>Em conversa pessoal que tive com John Wesley, guitarrista / vocalista que participa dos shows da do PT desde 2002, ele demonstrou o que considera a diferença principal da banda quando comparada a seus pares de prog rock/metal. A diferença principal é a forma com a qual o PT trata da composição a das letras. Eles buscam muitas vezes inspiração em outras músicas das quais gostam, e as destrincham. Analisam a estrutura minuciosa e milimetricamente de cada 10 segundos de música, por exemplo, o que inclui quais instrumentos são utilizados, que sensação trouxe, que instrumentos são retirados, etc.<br/><BR/><br/><BR/>O PT, à sua forma, aprende com esse processo e desenvolve suas composições a partir disso. Steven Wilson trabalha com muita seriedade em suas letras. Em geral escreve letras fortes que nos passam muita sensação de realidade, e teriam que ser assim, pois são experiências que Wilson realmente viveu.<br/><BR/><br/><BR/>"The Incident" é um grande álbum, ousado, profundo e fascinante ouvir, mas, como com quase tudo do PT, devemos dedicar tempo para ouvir e perceber todos os detalhes do trabalho. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/rockonline/resenhas/?c=3044" target="_blank">Rock Online</a>)</i></p>

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Porcupine Tree: The Incident
Em mãos menos talentosas, algo tão ambicioso não teria funcionado.
José Xinho Luís
Redação TDM
Nas primeiras duas faixas iniciais, “The Incident”, o mais recente álbum da banda britânica de rock progressivo, demonstra a tônica das demais composições que mesclam muito bem passagens pesadas com passagens mais leves e lembram muito Pink Floyd. O novo trabalho é composto por dois CDs, sendo o 1º com uma única música de 55 min, e o 2º com outras 4 músicas.
A ótima faixa épica "The Incident", que ocupa o primeiro CD, é dividida em 14 partes e, curiosamente, uma de suas partes leva o próprio nome “The Incident”. As quatro faixas do segundo disco são também da mesma qualidade.
Neste novo álbum, o Porcupine dá uma ênfase ainda maior à exploração de texturas, à variação rítmica dentro de cada faixa e, ao mesmo tempo em que se percebe a busca pela inovação, não deixa de utilizar elementos já consagrados, de extremo bom gosto e de muita profundidade. Difícil ser uma banda diferenciada dentro de um estilo já de certa forma saturado, mas o Porcupine Tree consegue essa realização.
“The Blind House”, 2ª música do 1º CD, traz além dessa mescla de peso e leveza, umas passagens que lembram grunge, estilo que em geral não me agrada pela imensa falta de técnica musical das bandas, mas o Porcupine utiliza bem esses elementos inserindo a sonoridade grunge na canção, aproveitando essa interessante característica do estilo, obviamente sem falta alguma de técnica.
“Great Expectations” e “Kneel and Disconnect” são duas curtas músicas menos complexas que fazem uma boa introdução para “Drawing the line”, que é a primeira música um pouco mais ‘uptempo’ do CD. As 3 se fundem suavemente, como se fossem uma única composição, que no fundo são, pois fazem parte da extensa “The incident”.
"Remember Me Lover" é uma balada com passagens pesadas e lembra músicas do álbum anterior do PT, “Fear Of A Blank Planet”, o qual rendeu à banda uma nominação ao Grammy por “Best Surround Sound Album”.
Em "Time Flies", Wilson menciona que nasceu no ano de lançamento de “Sgt. Pepper’s...”, dos Beatles, mas o fato curioso é que a música não lembra Beatles, mas sim Pink Floyd.
Em conversa pessoal que tive com John Wesley, guitarrista / vocalista que participa dos shows da do PT desde 2002, ele demonstrou o que considera a diferença principal da banda quando comparada a seus pares de prog rock/metal. A diferença principal é a forma com a qual o PT trata da composição a das letras. Eles buscam muitas vezes inspiração em outras músicas das quais gostam, e as destrincham. Analisam a estrutura minuciosa e milimetricamente de cada 10 segundos de música, por exemplo, o que inclui quais instrumentos são utilizados, que sensação trouxe, que instrumentos são retirados, etc.
O PT, à sua forma, aprende com esse processo e desenvolve suas composições a partir disso. Steven Wilson trabalha com muita seriedade em suas letras. Em geral escreve letras fortes que nos passam muita sensação de realidade, e teriam que ser assim, pois são experiências que Wilson realmente viveu.
“The Incident” é um grande álbum, ousado, profundo e fascinante ouvir, mas, como com quase tudo do PT, devemos dedicar tempo para ouvir e perceber todos os detalhes do trabalho.
01. Occam's Razor
02. The Blind House
03. Great Expectations
04. Kneel And Disconnect
05. Drawing The Line
06. The Incident
07. Your Unpleasant Family
08. The Yellow Windows Of The Evening Train
09. Time Flies
10. Degree Zero Of Liberty
11. Octane Twisted
12. The Seance
13. Circle Of Manias
14. I Drive The Hearse
15. Flicker
16. Bonnie The Cat
17. Black Dahlia
18. Remember Me Lover