Copie o código abaixo e cole em seu site ou blog:
<p><b>Coldplay: Viva la Vida or Death and All His Friends</b><br/>Chris Martin sempre alardeou que o elemento pressa nunca esteve integrado ao processo de criação do Coldplay e, preservando esse ingrediente, "Viva La Vida Or Death and All His Friends" chega agora às lojas, exatamente três anos após o lançamento de "X&Y", que por sua vez, fora lançado três anos após "A Rush of Blood to the Head".<br/><BR/><BR/>Longe de estar relacionado à pontualidade britânica, esse tempo parece ser o necessário para que a banda trabalhe suas novas criações antes de expô-las ao crivo do mercado e, convenhamos, a estratégia tem se mostrado acertada: "Viva La Vida..." já é o álbum mais vendido nos dois mais importantes mercados mundiais, Reino Unido e Estados Unidos, totalizando até o momento mais de 1 milhão de cópias.<br/><BR/><BR/>Um pequeno, porém, importante detalhe que chama minha atenção em relação a "Viva La Vida..." é a clareza de direcionamento e o amadurecimento musical que se fazem presentes a cada lançamento da banda e, reforçando minha previsão de 2005, "X&Y" apontava sim para uma tendência de outros bons trabalhos futuros.<br/><BR/><BR/>Contando com a produção do experimentadíssimo e veterano Brian Eno, o novo álbum flerta abertamente com uma sonoridade não tão introspectiva e mais bem elaborada, carregada, mas na medida certa, de ambiências sonoras que, costuradas com bom gosto aos acordes de Jonny Buckland e a cozinha de Guy Berryman e Will Champion, produzem um álbum extremamente Pop e muito agradável de ouvir, destacando-se aí faixas como "Cemeteries of London", "Violet Hill" - certamente a melhor canção do disco - e "42" que, dizem, é uma referência ao livro "O Guia do Mochileiro das Galáxias", onde, após séculos de processamento, um super-computador dá a resposta "42" à pergunta "qual o sentido da vida, do universo e de tudo mais?".<br/><BR/><BR/>Também tratadas com carinho pela banda em "Viva La Vida..." e que merecem destaque, são a arte da capa e a caprichada produção gráfica do encarte que, assim como o título, também fazem referência à Revolução Francesa e aos trabalhos da pintora mexicana Frida Kahlo.<br/><BR/><BR/>Talvez fechando um pouco o foco no amadurecimento de seu público, Chris Martin e cia foram capazes de criar um álbum extremamente eficiente em manter fiéis os seguidores de longa data sem dar de ombros aos mais jovens, que em 2005, se embalavam ao som de Kelly Clarkson ou High School Musical.<br/><BR/><BR/>Se você os acha um tanto populares demais, vale lembrar que, de modo geral, no Brasil o que vende muito quase sempre é sinônimo de baixa qualidade, porém, nem sempre essa regra se aplica ao resto do mundo. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/rockonline/resenhas/?c=2396" target="_blank">Rock Online</a>)</i></p>

Este conteúdo está licenciado sob uma
Licença Creative Commons.
Coldplay: Viva la Vida or Death and All His Friends
Chris Martin sempre alardeou que o elemento pressa nunca esteve integrado ao processo de criação do Coldplay e, preservando esse ingrediente, “Viva La Vida Or Death and All His Friends” chega agora às lojas, exatamente três anos após o lançamento de “X&Y”, que por sua vez, fora lançado três anos após “A Rush of Blood to the Head”.
Longe de estar relacionado à pontualidade britânica, esse tempo parece ser o necessário para que a banda trabalhe suas novas criações antes de expô-las ao crivo do mercado e, convenhamos, a estratégia tem se mostrado acertada: “Viva La Vida...” já é o álbum mais vendido nos dois mais importantes mercados mundiais, Reino Unido e Estados Unidos, totalizando até o momento mais de 1 milhão de cópias.
Um pequeno, porém, importante detalhe que chama minha atenção em relação a “Viva La Vida...” é a clareza de direcionamento e o amadurecimento musical que se fazem presentes a cada lançamento da banda e, reforçando minha previsão de 2005, “X&Y” apontava sim para uma tendência de outros bons trabalhos futuros.
Contando com a produção do experimentadíssimo e veterano Brian Eno, o novo álbum flerta abertamente com uma sonoridade não tão introspectiva e mais bem elaborada, carregada, mas na medida certa, de ambiências sonoras que, costuradas com bom gosto aos acordes de Jonny Buckland e a cozinha de Guy Berryman e Will Champion, produzem um álbum extremamente Pop e muito agradável de ouvir, destacando-se aí faixas como “Cemeteries of London”, “Violet Hill” - certamente a melhor canção do disco - e “42” que, dizem, é uma referência ao livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, onde, após séculos de processamento, um super-computador dá a resposta “42” à pergunta “qual o sentido da vida, do universo e de tudo mais?”.
Também tratadas com carinho pela banda em “Viva La Vida...” e que merecem destaque, são a arte da capa e a caprichada produção gráfica do encarte que, assim como o título, também fazem referência à Revolução Francesa e aos trabalhos da pintora mexicana Frida Kahlo.
Talvez fechando um pouco o foco no amadurecimento de seu público, Chris Martin e cia foram capazes de criar um álbum extremamente eficiente em manter fiéis os seguidores de longa data sem dar de ombros aos mais jovens, que em 2005, se embalavam ao som de Kelly Clarkson ou High School Musical.
Se você os acha um tanto populares demais, vale lembrar que, de modo geral, no Brasil o que vende muito quase sempre é sinônimo de baixa qualidade, porém, nem sempre essa regra se aplica ao resto do mundo.
01. Life In Technicolor
02. Cemeteries of London
03. Lost!
04. 42
05. Lovers In Japan / Reign of Love
06. Yes
07. Viva La Vida
08. Violet Hill
09. Strawberry Swing
10. Death and All His Friends