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<p><b>Kid Vinil: O rock n’ roll é atemporal</b><br/>O músico, jornalista e radialista Kid Vinil acaba de lançar o livro "Almanaque do Rock" pela Ediouro. O livro faz uma retrospectiva deste estilo musical desde os anos 50 até hoje.<br/><BR/><BR/>Em ordem cronológica, Kid Vinil relembra os grandes músicos que influenciaram gerações, não apenas no campo da música, mas também na forma de se vestir e se comportar.<br/><BR/><BR/>Kid Vinil começou sua carreira em 1979, na rádio Excelsior FM (SP) e nos anos 80 formou o Magazine, grupo que fez sucesso com canções como "Sou Boy" e "Tic Tic Nervoso". Colaborou na Folha de S.Paulo e no Estado de S.Paulo, escrevendo resenhas musicais. Na década de 90 apresentou o programa Som Pop da TV Cultura. Foi diretor artístico das gravadoras Eldorado e Trama e VJ da MTV.<br/><BR/><BR/>Na entrevista que segue o músico fala sobre o livro e sobre o rock n' roll, estilo que ajudou a divulgar no país e que, em suas palavras, não perde a validade nem corre o risco de ser superado.<br/><BR/><BR/><B/>Como surgiu a idéia de escrever "Almanaque do Rock"?</B/><br/><BR/><BR/><B/>Kid Vinil:</B/> No ano passado a Ediouro me convidou pra fazer o Almanaque e gostei da idéia de fazer um almanaque contando a história do rock desde a década de 50 até os dias de hoje, uma missão a principio assustadora, mas com o decorrer do tempo ficou fácil e chegamos ao resultado final.<br/><BR/><BR/><B/>Embora sempre tenha escrito para revistas e jornais, esse é o primeiro livro que você lançou. Já pensava em escrever algo assim?</B/><br/><BR/><BR/><B/>Kid Vinil:</B/> Nunca pensei em escrever livros, sou muito preguiçoso pra escrever qualquer coisa, mas de repente veio o convite e me: "perguntei por que não?" Daí tirei a bunda da cadeira. Ou será que foi o contrário? Sentei na cadeira e passei a escrever deixando a preguiça de lado.<br/><BR/><BR/><B/>Logo no início do livro, você cita o que chama de 'datas essenciais' do rock, mas não faz menção ao Heavy Metal nessa lista. O que você pensa do estilo?</B/><br/><BR/><BR/><B/>Kid Vinil:</B/> Na verdade eu cito datas e épocas em que eu particularmente acho que o rock foi transgressor, o Heavy Metal é um derivado de outras tendências do rock nada tão inovador assim pra constar nessa lista de momentos importantes de criação no rock. Respeito o estilo e gosto de muitas coisas, mas só acho que de todos os gêneros do rock ele é o mais popular, aquele que carrega multidões, lota estádios e não apresenta nada tão inovador, talvez por essa razão seja como eu disse o estilo mais popular do rock.<br/><BR/><BR/><B/>Na apresentação do Almanaque, você diz que com o passar dos tempos, o rock agregou diversos elementos diferentes. É possível dizer que o rock é o único estilo que consegue se misturar tanto e ainda assim manter sua essência?</B/><br/><BR/><BR/><B/>Kid Vinil:</B/> Eu acho que sim, o rock já se misturou com o blues, com o jazz, com o clássico, com o reggae e hoje com a música eletrônica. Sem dúvida manteve a sua essência, por mais diluído que seja em qualquer um desses generosamente citados.<br/><BR/><BR/><img src="/canais/rockonline/images/geral/5_9_2008_9_19_48_Kid-Vinil-capa.jpg" align=left/><B/> O formato do "Almanaque do Rock" faz pensar num almanaque mesmo, com diagramação e layout feitos como se fosse uma revista. De quem foi a idéia de usar esse formato e por quê?</B/><br/><BR/><BR/><B/>Kid Vinil:</B/> Existe um padrão criado pela Ediouro para os almanaques e eu simplesmente tentei seguir, claro que cada almanaque tem a cara de seu criador. As fotos, por exemplo, fui eu quem forneci, através das capas de discos da minha coleção e obviamente os textos são a minha cara e tudo aquilo que eu penso.<br/><BR/><BR/><B/>No seu blog, você fala de bandas e artistas que dificilmente são lançados aqui. Com a internet, claro, basta um clique e estamos ouvindo suas músicas no MySpace. Esse acesso quase ilimitado à música era algo impensável há poucos anos. Como isso transforma a música e, especificamente, o rock brasileiro?</B/><br/><BR/><BR/><B/>Kid Vinil:</B/> Hoje a Internet mudou toda a cara da música, de certa forma matou o formato físico do CD e abriu novos horizontes para a divulgação de interpretes e bandas. No Brasil isso já vem desde a criação do Trama Virtual e hoje com MySpace facilita mais ainda a divulgação dessa cena independente de bandas que a gente vê pipocando por aí. É mais fácil ouvir aquela banda do Acre como Los Porongas, ou os garotos de Cuiabá como Vanguart ou até mesmo saber que a Malu Magalhães já tem até um hit no MySpace sem mesmo ter lançado disco ou ser contratada por uma gravadora.<br/><BR/><BR/><B/>Quanto à rebeldia sempre associada ao rock, como você a vê nos dias de hoje?</B/><br/><BR/><BR/><B/>Kid Vinil:</B/> O rock sempre quebrou conceitos, derrubou certos tabus, foi politicamente engajado ou bem humorado, assumiu diversos formatos. Hoje em dia de certa forma ele continua politicamente engajado, artistas de rock se movimentam em campanhas políticas para presidência do EUA, outros contestaram o governo Bush. Na moda, nos costumes, sempre tem alguém inventando alguma coisa.<br/><BR/><BR/><B/>Sobre o Kid Vinil Xperience, há alguma novidade para compartilhar conosco? Planos para o lançamento de um álbum?</B/><br/><BR/><BR/><B/>Kid Vinil:</B/> Ainda não, estamos apenas fazendo shows e usando o repertório de minhas bandas anteriores com algumas 'covers' de bandas que curtimos como Clash, Ramones, Undertones e Beatles.<br/><BR/><BR/><B/>Pra terminar, uma perguntinha complicada: qual o futuro do rock?</B/><br/><BR/><BR/><B/>Kid Vinil:</B/> Aqui no Brasil eu não posso arriscar, mas lá fora com certeza vai ser difícil alguém inventar algum estilo que supere o rock. Com certeza continuará existindo a música mais comercial e popular, mas o rock sobreviverá pelo simples fato de ser um gênero com mais de 50 anos de criação sem perder a validade. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/rockonline/entrevistas/?c=663" target="_blank">Rock Online</a>)</i></p>

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Kid Vinil: O rock n’ roll é atemporal
Lizandra Pronin
Redação TDM
| Divulgação |
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O músico, jornalista e radialista Kid Vinil acaba de lançar o livro “Almanaque do Rock” pela Ediouro. O livro faz uma retrospectiva deste estilo musical desde os anos 50 até hoje.
Em ordem cronológica, Kid Vinil relembra os grandes músicos que influenciaram gerações, não apenas no campo da música, mas também na forma de se vestir e se comportar.
Kid Vinil começou sua carreira em 1979, na rádio Excelsior FM (SP) e nos anos 80 formou o Magazine, grupo que fez sucesso com canções como “Sou Boy” e “Tic Tic Nervoso”. Colaborou na Folha de S.Paulo e no Estado de S.Paulo, escrevendo resenhas musicais. Na década de 90 apresentou o programa Som Pop da TV Cultura. Foi diretor artístico das gravadoras Eldorado e Trama e VJ da MTV.
Na entrevista que segue o músico fala sobre o livro e sobre o rock n’ roll, estilo que ajudou a divulgar no país e que, em suas palavras, não perde a validade nem corre o risco de ser superado.
Como surgiu a idéia de escrever “Almanaque do Rock”?
Kid Vinil: No ano passado a Ediouro me convidou pra fazer o Almanaque e gostei da idéia de fazer um almanaque contando a história do rock desde a década de 50 até os dias de hoje, uma missão a principio assustadora, mas com o decorrer do tempo ficou fácil e chegamos ao resultado final.
Embora sempre tenha escrito para revistas e jornais, esse é o primeiro livro que você lançou. Já pensava em escrever algo assim?
Kid Vinil: Nunca pensei em escrever livros, sou muito preguiçoso pra escrever qualquer coisa, mas de repente veio o convite e me: “perguntei por que não?” Daí tirei a bunda da cadeira. Ou será que foi o contrário? Sentei na cadeira e passei a escrever deixando a preguiça de lado.
Logo no início do livro, você cita o que chama de ‘datas essenciais’ do rock, mas não faz menção ao Heavy Metal nessa lista. O que você pensa do estilo?
Kid Vinil: Na verdade eu cito datas e épocas em que eu particularmente acho que o rock foi transgressor, o Heavy Metal é um derivado de outras tendências do rock nada tão inovador assim pra constar nessa lista de momentos importantes de criação no rock. Respeito o estilo e gosto de muitas coisas, mas só acho que de todos os gêneros do rock ele é o mais popular, aquele que carrega multidões, lota estádios e não apresenta nada tão inovador, talvez por essa razão seja como eu disse o estilo mais popular do rock.
Na apresentação do Almanaque, você diz que com o passar dos tempos, o rock agregou diversos elementos diferentes. É possível dizer que o rock é o único estilo que consegue se misturar tanto e ainda assim manter sua essência?
Kid Vinil: Eu acho que sim, o rock já se misturou com o blues, com o jazz, com o clássico, com o reggae e hoje com a música eletrônica. Sem dúvida manteve a sua essência, por mais diluído que seja em qualquer um desses generosamente citados.
O formato do “Almanaque do Rock” faz pensar num almanaque mesmo, com diagramação e layout feitos como se fosse uma revista. De quem foi a idéia de usar esse formato e por quê?
Kid Vinil: Existe um padrão criado pela Ediouro para os almanaques e eu simplesmente tentei seguir, claro que cada almanaque tem a cara de seu criador. As fotos, por exemplo, fui eu quem forneci, através das capas de discos da minha coleção e obviamente os textos são a minha cara e tudo aquilo que eu penso.
No seu blog, você fala de bandas e artistas que dificilmente são lançados aqui. Com a internet, claro, basta um clique e estamos ouvindo suas músicas no MySpace. Esse acesso quase ilimitado à música era algo impensável há poucos anos. Como isso transforma a música e, especificamente, o rock brasileiro?
Kid Vinil: Hoje a Internet mudou toda a cara da música, de certa forma matou o formato físico do CD e abriu novos horizontes para a divulgação de interpretes e bandas. No Brasil isso já vem desde a criação do Trama Virtual e hoje com MySpace facilita mais ainda a divulgação dessa cena independente de bandas que a gente vê pipocando por aí. É mais fácil ouvir aquela banda do Acre como Los Porongas, ou os garotos de Cuiabá como Vanguart ou até mesmo saber que a Malu Magalhães já tem até um hit no MySpace sem mesmo ter lançado disco ou ser contratada por uma gravadora.
Quanto à rebeldia sempre associada ao rock, como você a vê nos dias de hoje?
Kid Vinil: O rock sempre quebrou conceitos, derrubou certos tabus, foi politicamente engajado ou bem humorado, assumiu diversos formatos. Hoje em dia de certa forma ele continua politicamente engajado, artistas de rock se movimentam em campanhas políticas para presidência do EUA, outros contestaram o governo Bush. Na moda, nos costumes, sempre tem alguém inventando alguma coisa.
Sobre o Kid Vinil Xperience, há alguma novidade para compartilhar conosco? Planos para o lançamento de um álbum?
Kid Vinil: Ainda não, estamos apenas fazendo shows e usando o repertório de minhas bandas anteriores com algumas ‘covers’ de bandas que curtimos como Clash, Ramones, Undertones e Beatles.
Pra terminar, uma perguntinha complicada: qual o futuro do rock?
Kid Vinil: Aqui no Brasil eu não posso arriscar, mas lá fora com certeza vai ser difícil alguém inventar algum estilo que supere o rock. Com certeza continuará existindo a música mais comercial e popular, mas o rock sobreviverá pelo simples fato de ser um gênero com mais de 50 anos de criação sem perder a validade.