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<p><b>Lynch Mob: Smoke and Mirrors</b><br/>Todo mundo conhece uma ou outra banda que considera ter sido injustiçada na história do Rock. Aquela que, mesmo com qualidade indiscutível, nunca teve o merecido reconhecimento. Pois se fizessem uma lista oficial com esses nomes, o Lynch Mob certamente ocuparia um lugar de destaque. Liderado pelo genial guitarrista George Lynch (ex-Dokken), o grupo lançou dois álbuns 5 estrelas no início dos anos 1990. Acontece que o Hard Rock entrava em declínio e os discos passaram praticamente batidos, levando a banda a encerrar suas atividades.<br/><BR/><br/><BR/>Lynch até lançou outras coisas menos expressivas sob a alcunha do Lynch Mob, mas só agora, com "Smoke and Mirrors", é que o grupo voltou para valer. Oni Logan, o elogiado vocalista de outrora, assumiu novamente o microfone e a formação se completa com outros dois veteranos da cena: Marco Mendoza (Whitesnake, Thin Lizzy) no baixo e Scott Coogan (Brides of Destruction, Ace Frehley) na bateria.<br/><BR/><br/><BR/>O repertório começa com "21st Century Man" e logo de cara dá pra perceber que Oni Logan está cantando em tons mais baixos e deixou de lado os 'drives' que fizeram sua fama. Mas sua voz está agradável e é bom ouvi-lo novamente. Já os 'riffs' de Lynch continuam com a mesma pegada de 20 anos atrás e os solos trazem aquele timbre tão característico dos primeiros álbuns. A cozinha, por sua vez, é entrosada, confiável e precisa. <br/><BR/><br/><BR/>De uma maneira geral, as músicas estão um pouco mais arrastadas e graves. Ou seja, o Lynch Mob, que tem suas raízes no Hard Rock dos anos 80, consegue mesclar tanto referências de Blues e elementos da década de 70 como também do Metal dos anos 90. <br/><BR/>Mas o trabalho é variado e traz músicas no velho estilo Geroge Lynch de ser como "The Phacist" e "Where Do You Sleep at Night?", inclusive com Logan voltando a rasgar um pouco mais a voz. Além disso temos a "malmsteeniana" "We Will Remain", a balada "hollywood hits" "Before I Close My Eyes" e a divertida "Madly Backwards".<br/><BR/><br/><BR/>"Smoke and Mirrors" é um disco com muitas qualidades, mas que talvez não agrade logo de cara os fãs da velha guarda, pois é preciso se acostumar com o material novo. É um investimento de longo prazo, mas de retorno garantido. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/resenhas/?c=3060" target="_blank">Território da Música</a>)</i></p>

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Lynch Mob: Smoke and Mirrors
Material novo do mestre George Lynch é um investimento de longo prazo, mas com retorno garantido.
Rafael Sartori
Redação TDM
Todo mundo conhece uma ou outra banda que considera ter sido injustiçada na história do Rock. Aquela que, mesmo com qualidade indiscutível, nunca teve o merecido reconhecimento. Pois se fizessem uma lista oficial com esses nomes, o Lynch Mob certamente ocuparia um lugar de destaque. Liderado pelo genial guitarrista George Lynch (ex-Dokken), o grupo lançou dois álbuns 5 estrelas no início dos anos 1990. Acontece que o Hard Rock entrava em declínio e os discos passaram praticamente batidos, levando a banda a encerrar suas atividades.
Lynch até lançou outras coisas menos expressivas sob a alcunha do Lynch Mob, mas só agora, com “Smoke and Mirrors”, é que o grupo voltou para valer. Oni Logan, o elogiado vocalista de outrora, assumiu novamente o microfone e a formação se completa com outros dois veteranos da cena: Marco Mendoza (Whitesnake, Thin Lizzy) no baixo e Scott Coogan (Brides of Destruction, Ace Frehley) na bateria.
O repertório começa com “21st Century Man” e logo de cara dá pra perceber que Oni Logan está cantando em tons mais baixos e deixou de lado os ‘drives’ que fizeram sua fama. Mas sua voz está agradável e é bom ouvi-lo novamente. Já os ‘riffs’ de Lynch continuam com a mesma pegada de 20 anos atrás e os solos trazem aquele timbre tão característico dos primeiros álbuns. A cozinha, por sua vez, é entrosada, confiável e precisa.
De uma maneira geral, as músicas estão um pouco mais arrastadas e graves. Ou seja, o Lynch Mob, que tem suas raízes no Hard Rock dos anos 80, consegue mesclar tanto referências de Blues e elementos da década de 70 como também do Metal dos anos 90.
Mas o trabalho é variado e traz músicas no velho estilo Geroge Lynch de ser como “The Phacist” e “Where Do You Sleep at Night?”, inclusive com Logan voltando a rasgar um pouco mais a voz. Além disso temos a “malmsteeniana” “We Will Remain”, a balada “hollywood hits” “Before I Close My Eyes” e a divertida “Madly Backwards”.
“Smoke and Mirrors” é um disco com muitas qualidades, mas que talvez não agrade logo de cara os fãs da velha guarda, pois é preciso se acostumar com o material novo. É um investimento de longo prazo, mas de retorno garantido.
01. 21st Century Man
02. Smoke and Mirrors
03. Lucky Man
04. My Kind Of Healer
05. Time Keepers
06. Revolution Hero
07. Let The Music Be Your Master
08. The Phacist
09. Where Do You Sleep at Night?
10. Madly Backwards
11. We Will Remain
12. Before I Close My Eyes
13. Mansions In The Sky