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<p><b>Epica: Mudando o mundo com o poder da mente</b><br/>A banda holandesa Epica está prestes a lançar um novo álbum, "Design Your Universe". O quarto álbum de estúdio deve chegar às lojas este mês e é o primeiro com o novo guitarrista, Isaac Delahaye, que substituiu Ad Sluijter.<br/><BR/><br/><BR/>Recentemente, a banda lançou o duplo ao vivo "The Classical Conspiracy", álbum que traz composições clássicas de Vivaldi, Handel e Dvorak. O álbum chegou ao mercado brasileiro via Nuclear Blast.<br/><BR/><br/><BR/>Formado em 2002, quando o guitarrista Mark Jansen deixou o After Forever, hoje o Epica conta com Simone Simons (voz), Yves Huts (baixo), Coen Janssen (teclados), Isaac Delahaye (guitarra ) e Ariën van Weesenbeek (bateria), além do próprio Jansen.<br/><BR/><br/><BR/>Na entrevista que segue Simone Simons e Mark Jansen falam sobre o álbum ao vivo, o novo disco, o nosso maltratado planeta Terra, a cultura Maia e psicologia. E o guitarrista ainda declara seu amor pela cidade de São Paulo, confira.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Se passaram sete anos desde a formação da banda, vocês estão satisfeitos com o que conquistaram até agora?<br/><BR/><br/><BR/>Simone:</b/> Sim, muito satisfeitos! Nós excursionamos por todo o mundo, temos muitos fãs, nossos álbuns estão indo muito bem. Não temos do que reclamar. Eu estou muito orgulhosa com aquilo que conquistamos e pelo fato de ter visto tantas coisas pelo mundo tendo apenas 24 anos.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Algum problema chegou a desencorajar a banda ao longo desse período?<br/><BR/><br/><BR/>Simone</b/>: Claro que tivemos dias ruins também. Tivemos algumas mudanças na formação, nossa primeira gravadora faliu e eu estive bastante doente algumas vezes, o que resultou no cancelamento de duas turnês. Aqueles foram tempos realmente tristes. Mas nos mantivemos trabalhando e acreditando na banda e no final deu tudo certo. Há dias bons e ruins na vida de todo mundo, mas eu nunca deixei que isso me desanimasse, eu vejo isso como um desafio.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Mark:</b/> Felizmente nós temos fãs muito compreensivos, que nos apóiam duante os tempos difíceis. Temos de ficar felizes por esse grande apoio.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Simone, você poderia falar um pouco sobre os problemas saúde que teve no início de 2008 que a obrigaram a ficar fora de uma turnê?<br/><BR/><br/><BR/>Simone:</b/> Foi muito difícil. No começo eu não sabia o que havia de errado comigo. Os médicos não me informaram muito claramente e queriam me dar mais medicamentos. Ao longo dos anos eu entrei num ciclo vicioso de ficar doente muitas vezes e tomar antibióticos para me recuperar. Isso combinado com meu estilo de vida acabou com meu sistema imunológico e qualquer bactéria me deixava doente. A única maneira que melhorar é repousar para se fortalecer. Eu tive que fazer uma pausa para recuperar meus sistema imunológico e combater a doença. Eu fui a uma médica homeopata que me ajudou muito.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Quando o relacionamento romântico entre vocês dois terminou, foi estranho continueram juntos na banda?<br/><BR/><br/><BR/>Simone:</b/> No início foi um pouco difícil. Normalmente, quando você se separa, não vê outro por um tempo, mas nós tínhamos que trabalhar juntos. A música "Our Destiny" é sobre nossa separação e fala de como continuamos fortes como colegas de banda. Poderia ter sido o fim do Epica, mas achamos que a banda valia o esforço.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Mark:</b/> Como adultos, lidamos com isso. Nenhum de nós queria perder o que construímos. A banda é muito querida para nós, não queríamos perder isso. Às vezes as coisas não funcionam como gostaríamos.<br/><BR/><br/><BR/><b/>No começo do ano o Epica lançou o álbum "The Classical Conspiracy". Como vocês escolheram fazer um álbum com música clássica e como foi a escolha das composições?<br/><BR/><br/><BR/>Mark:</b/> A idéia para o show na Hungria era tocar um 'set' do Epica e um 'set' de música clássica. Como somos influenciados por música clássica e trilhas sonoras, pedimos à organização do evento para incluir essas trilhas e eles concordaram. Como a idéia geral combina muito com o conceito da banda, decidimos gravar o evento para um CD ao vivo. Eu fiquei muito feliz pois acredito que é o melhor álbum ao vivo que poderíamos ter feito. Todos na banda têm seu gosto por música clássica então selecionamos as preferidas pelos integrantes. Foi um processo fácil de escolha.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Vocês acham que seus fãs conhecem e gostam das músicas clássicas e de seus compositores?<br/><BR/><br/><BR/>Mark:</b/> Certamente! A maioria das pessoas conhece esses temas famosos. E para aqueles que ainda não conhecem, acho que é uma boa introdução.<br/><BR/><br/><BR/><b/>"The Divine Conspiracy" é o primeiro álbum conceitual da banda. O novo, "Design Your Universe", é uma espécie de seqüência?<br/><BR/><br/><BR/>Simone:</b/> "Design Your Universe" não é conceitual como o "The Divine Conspiracy", ele continua a série 'A New Age Dawns'. O novo álbum aborda muitos assuntos como liberdade de expressão, ambição, física quântica, experiência de quase morte, histórias trágicas de amor, o ciclo da vida, o filme "Entrevista com o Vampiro", desespero.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Mark:</b/> É quase impossível escrever um álbum sem alguns desses temas. O que eu posso dizer da minha parte da história é que me fascina muito a forma como o ser humano evoluiu de um ser social para um ser ambicioso e egoísta. A introdução do dinheiro e da revolução industrial trouxe algum conforto mas cada vez mais esse conforto vai para um grupo seleto de pessoas. No final, esse sistema só é bom para 10% de toda a população. E o que eu aprendi é que aqueles que mentem melhor e tem truques sórdidos conseguem as melhores posições nas empresas e as empresas que sabem os melhores truques e usam a mentiras mais eficientes crescem. No final das contas, somos dependentes de empresas sujas e mentirosos corruptos. Isso não está certo.<BR/><BR/><BR/><BR/>O ser humano é um ser social, mas nesse sistema nós somos forçados a seguir o fluxo ou fracassamos. Ainda acho que há como mudar isso. Isso tem que mudar pois estamos no fim da linha de um caminho de auto-destruição. Então, ou o sistema explodirá e nós destruiremos a Terra e a nós mesmos, ou fazemos mudanças. E eu não estou falando dos governos planejarem redução de 5% de CO2 pois sabemos que isso não fará grande diferença. Precisamos de uma completa modificação de pensamento ou destruiremos tudo. Muitas pessoas compreendem hoje que esse é o caminho, então vamos nos unir e fazer essa mudança! É responsabilidade de todos tomarem parte nessa mudança.<br/><BR/><br/><BR/><b/>O novo álbum fala sobre conexões subatômicas e outras dimensões, de onde vocês tiraram essas idéias?<br/><BR/><br/><BR/>Mark:</b/> Eu tirei essas idéias de um livro que estou lendo. Isso começou quando eu lia sobre a cultura Maia e desde então eu tento resolver esse quebra-cabeça. Eu penso que o conhecimento da cultura Maia é muito útil nos dias de hoje. Atualmente nós temos uma visão materialista do mundo que nos cega para o que acontece por trás disso tudo.<br/><BR/><br/><BR/>Nós ensinamos nossas crianças a tratar aos outros como elas querem ser tratadas mas nós, adultos, não fazemos isso. No fundo, estamos todos conectados uns aos outros, animais, plantas, seres humanos, a Terra e o universo. Tudo é energia e a consciência afeta diretamente nisso e até cria essa energia. A consciência é provavelmente a mais poderosa ferramenta que existe. Se muitas pessoas se focam em alguma coisa isso tem uma poderosa influência sobre essa coisa. Por que os cientistas não estão investigando isso? Porque eles estão cegos pelo condicionamento de suas mentes e presos em suas visões estreitas de mundo.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Você tem graduação em psicologia, esse conhecimento contribui de alguma forma para sua música? Inspira?<br/><BR/><br/><BR/>Mark:</b/> Eu uso isso com certeza. Durante meus estudos eu descobri que não havia muito espaço para discutir antigas teorias largamente aceitas que são a única maneira de progredir. Foi por isso que não quis trabalhar na área. Eu não queria enfrentar esses obstáculos todos os dias. Eu tenho pontos de vista totalmente diferentes em muitos aspectos e eu quero discutir esses assuntos com pessoas de mente aberta.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Como estava o clima na banda antes que vocês começassem a gravar "Design Your Universe"?<br/><BR/><br/><BR/>Mark:</b/> Estávamos tristes pois nosso guitarrista Ad Sluijter havia deixado a banda. Mas, ao mesmo tempo, felizes que o novo integrante, Isaac Delahaye, estava cheio de energia e pronto para trabalhar com força total no álbum. Isso resultou num álbum poderoso e cheio de energia que certamente seria diferente sem ele.<br/><BR/><br/><BR/><b/>O que Isaac Delahaye trouxe para a música do Epica?<br/><BR/><br/><BR/>Mark:</b/> O Isaac é o filho perdido do Epica. Nós o conhecemos há muito tempo e ele contribuiu muito para nossa música. Principalmente nos solos de guitarra, mas ele também trouxe 'riffs'. Ele toca diversos estilos e é possível ouvir isso no novo álbum. No próximo álbum será possível ele contribuir mais, desde o início. Além disso, ele está sempre de bom humor, fazendo piadas e querendo trabalhar muito. Exatamente o que precisávamos depois do Ad [Sluijter], já que ele era um cara que trabalhava muito também. <br/><BR/><br/><BR/><b/>Tony Kakko, do Sonata Arctica, participou do álbum num dueto para a canção "White Waters", como foi o contato com ele?<br/><BR/><br/><BR/>Simone:</b/> Nós excursionamos junto com o Sonata Arctica em 2007 pela Europa. Então ficamos amigos e falamos sobre trabalharmos juntos um dia. Durante o processo de composição, achamos que "White Waters" era uma ótima canção para Tony. Enviei a canção a ele, as letras e a história e ele adorou. Ele gravou sua parte na Finlândia.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Como foi trabalhar com Sascha Paeth na produção? Ele trouxe novos elementos para o Epica? Ele sugeriu alguma mudança nas músicas?<br/><BR/><br/><BR/>Mark:</b/> Pra começar, ele é uma ótima pessoa para trabalhar. Sempre correto, de mente aberta e honesto. Quando fizemos a pré-produção, antes das gravações finais, ouvimos as canções com ele e ele pré-selecionou as faixas que gostou e as que não gostou. É um processo difícil pois você trabalha com todo o seu coração em todas as músicas mas no final só as mais fortes sobrevivem. Sascha adicionou muitas linhas vocais, escreveu linhas de 'backing vocals' e em alguns casos mudou completamente a linha vocal básica da canção. Sentamos juntos, com a Simone, e foi um processo muito criativo. Juntos, levamos o álbum a um nível superior.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Qual a sua canção favorita no álbum?<br/><BR/><br/><BR/>Simone:</b/> "Unleashed", "Martyr of the free word", "Kingdom of Heaven".<br/><BR/><br/><BR/><b/>Mark:</b/> "Kingdom of Heaven". Eu trabalhei muito para fazer essa canção.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Numa entrevista recente, você, Mark, disse que seu show favorito havia sido em São Paulo. Porque ele foi tão especial?<br/><BR/><br/><BR/>Mark:</b/> Porque São Paulo é uma das minhas cidades-natal. Minha namorada é de São Paulo e, acima de todos, o público paulista é o melhor do mundo!<br/><BR/><br/><BR/><b/>E quando vocês voltam para o Brasil?<br/><BR/><br/><BR/>Mark:</b/> Talvez em março ou abril do ano que vem quem sabe para gravar um DVD! <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/entrevistas/?c=840" target="_blank">Território da Música</a>)</i></p>
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2/10/2009 - 14h28
 
Epica: Mudando o mundo com o poder da mente
Lizandra Pronin
Redação TDM
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Divulgação
A banda holandesa Epica está prestes a lançar um novo álbum, "Design Your Universe". O quarto álbum de estúdio deve chegar às lojas este mês e é o primeiro com o novo guitarrista, Isaac Delahaye, que substituiu Ad Sluijter.

Recentemente, a banda lançou o duplo ao vivo "The Classical Conspiracy", álbum que traz composições clássicas de Vivaldi, Handel e Dvorak. O álbum chegou ao mercado brasileiro via Nuclear Blast.

Formado em 2002, quando o guitarrista Mark Jansen deixou o After Forever, hoje o Epica conta com Simone Simons (voz), Yves Huts (baixo), Coen Janssen (teclados), Isaac Delahaye (guitarra ) e Ariën van Weesenbeek (bateria), além do próprio Jansen.

Na entrevista que segue Simone Simons e Mark Jansen falam sobre o álbum ao vivo, o novo disco, o nosso maltratado planeta Terra, a cultura Maia e psicologia. E o guitarrista ainda declara seu amor pela cidade de São Paulo, confira.

Se passaram sete anos desde a formação da banda, vocês estão satisfeitos com o que conquistaram até agora?

Simone:
Sim, muito satisfeitos! Nós excursionamos por todo o mundo, temos muitos fãs, nossos álbuns estão indo muito bem. Não temos do que reclamar. Eu estou muito orgulhosa com aquilo que conquistamos e pelo fato de ter visto tantas coisas pelo mundo tendo apenas 24 anos.

Algum problema chegou a desencorajar a banda ao longo desse período?

Simone
: Claro que tivemos dias ruins também. Tivemos algumas mudanças na formação, nossa primeira gravadora faliu e eu estive bastante doente algumas vezes, o que resultou no cancelamento de duas turnês. Aqueles foram tempos realmente tristes. Mas nos mantivemos trabalhando e acreditando na banda e no final deu tudo certo. Há dias bons e ruins na vida de todo mundo, mas eu nunca deixei que isso me desanimasse, eu vejo isso como um desafio.

Mark: Felizmente nós temos fãs muito compreensivos, que nos apóiam duante os tempos difíceis. Temos de ficar felizes por esse grande apoio.

Simone, você poderia falar um pouco sobre os problemas saúde que teve no início de 2008 que a obrigaram a ficar fora de uma turnê?

Simone:
Foi muito difícil. No começo eu não sabia o que havia de errado comigo. Os médicos não me informaram muito claramente e queriam me dar mais medicamentos. Ao longo dos anos eu entrei num ciclo vicioso de ficar doente muitas vezes e tomar antibióticos para me recuperar. Isso combinado com meu estilo de vida acabou com meu sistema imunológico e qualquer bactéria me deixava doente. A única maneira que melhorar é repousar para se fortalecer. Eu tive que fazer uma pausa para recuperar meus sistema imunológico e combater a doença. Eu fui a uma médica homeopata que me ajudou muito.

Quando o relacionamento romântico entre vocês dois terminou, foi estranho continueram juntos na banda?

Simone:
No início foi um pouco difícil. Normalmente, quando você se separa, não vê outro por um tempo, mas nós tínhamos que trabalhar juntos. A música "Our Destiny" é sobre nossa separação e fala de como continuamos fortes como colegas de banda. Poderia ter sido o fim do Epica, mas achamos que a banda valia o esforço.

Mark: Como adultos, lidamos com isso. Nenhum de nós queria perder o que construímos. A banda é muito querida para nós, não queríamos perder isso. Às vezes as coisas não funcionam como gostaríamos.

No começo do ano o Epica lançou o álbum "The Classical Conspiracy". Como vocês escolheram fazer um álbum com música clássica e como foi a escolha das composições?

Mark:
A idéia para o show na Hungria era tocar um 'set' do Epica e um 'set' de música clássica. Como somos influenciados por música clássica e trilhas sonoras, pedimos à organização do evento para incluir essas trilhas e eles concordaram. Como a idéia geral combina muito com o conceito da banda, decidimos gravar o evento para um CD ao vivo. Eu fiquei muito feliz pois acredito que é o melhor álbum ao vivo que poderíamos ter feito. Todos na banda têm seu gosto por música clássica então selecionamos as preferidas pelos integrantes. Foi um processo fácil de escolha.

Vocês acham que seus fãs conhecem e gostam das músicas clássicas e de seus compositores?

Mark:
Certamente! A maioria das pessoas conhece esses temas famosos. E para aqueles que ainda não conhecem, acho que é uma boa introdução.

"The Divine Conspiracy" é o primeiro álbum conceitual da banda. O novo, "Design Your Universe", é uma espécie de seqüência?

Simone:
"Design Your Universe" não é conceitual como o "The Divine Conspiracy", ele continua a série 'A New Age Dawns'. O novo álbum aborda muitos assuntos como liberdade de expressão, ambição, física quântica, experiência de quase morte, histórias trágicas de amor, o ciclo da vida, o filme "Entrevista com o Vampiro", desespero.

Mark: É quase impossível escrever um álbum sem alguns desses temas. O que eu posso dizer da minha parte da história é que me fascina muito a forma como o ser humano evoluiu de um ser social para um ser ambicioso e egoísta. A introdução do dinheiro e da revolução industrial trouxe algum conforto mas cada vez mais esse conforto vai para um grupo seleto de pessoas. No final, esse sistema só é bom para 10% de toda a população. E o que eu aprendi é que aqueles que mentem melhor e tem truques sórdidos conseguem as melhores posições nas empresas e as empresas que sabem os melhores truques e usam a mentiras mais eficientes crescem. No final das contas, somos dependentes de empresas sujas e mentirosos corruptos. Isso não está certo.

O ser humano é um ser social, mas nesse sistema nós somos forçados a seguir o fluxo ou fracassamos. Ainda acho que há como mudar isso. Isso tem que mudar pois estamos no fim da linha de um caminho de auto-destruição. Então, ou o sistema explodirá e nós destruiremos a Terra e a nós mesmos, ou fazemos mudanças. E eu não estou falando dos governos planejarem redução de 5% de CO2 pois sabemos que isso não fará grande diferença. Precisamos de uma completa modificação de pensamento ou destruiremos tudo. Muitas pessoas compreendem hoje que esse é o caminho, então vamos nos unir e fazer essa mudança! É responsabilidade de todos tomarem parte nessa mudança.

O novo álbum fala sobre conexões subatômicas e outras dimensões, de onde vocês tiraram essas idéias?

Mark:
Eu tirei essas idéias de um livro que estou lendo. Isso começou quando eu lia sobre a cultura Maia e desde então eu tento resolver esse quebra-cabeça. Eu penso que o conhecimento da cultura Maia é muito útil nos dias de hoje. Atualmente nós temos uma visão materialista do mundo que nos cega para o que acontece por trás disso tudo.

Nós ensinamos nossas crianças a tratar aos outros como elas querem ser tratadas mas nós, adultos, não fazemos isso. No fundo, estamos todos conectados uns aos outros, animais, plantas, seres humanos, a Terra e o universo. Tudo é energia e a consciência afeta diretamente nisso e até cria essa energia. A consciência é provavelmente a mais poderosa ferramenta que existe. Se muitas pessoas se focam em alguma coisa isso tem uma poderosa influência sobre essa coisa. Por que os cientistas não estão investigando isso? Porque eles estão cegos pelo condicionamento de suas mentes e presos em suas visões estreitas de mundo.

Você tem graduação em psicologia, esse conhecimento contribui de alguma forma para sua música? Inspira?

Mark:
Eu uso isso com certeza. Durante meus estudos eu descobri que não havia muito espaço para discutir antigas teorias largamente aceitas que são a única maneira de progredir. Foi por isso que não quis trabalhar na área. Eu não queria enfrentar esses obstáculos todos os dias. Eu tenho pontos de vista totalmente diferentes em muitos aspectos e eu quero discutir esses assuntos com pessoas de mente aberta.

Como estava o clima na banda antes que vocês começassem a gravar "Design Your Universe"?

Mark:
Estávamos tristes pois nosso guitarrista Ad Sluijter havia deixado a banda. Mas, ao mesmo tempo, felizes que o novo integrante, Isaac Delahaye, estava cheio de energia e pronto para trabalhar com força total no álbum. Isso resultou num álbum poderoso e cheio de energia que certamente seria diferente sem ele.

O que Isaac Delahaye trouxe para a música do Epica?

Mark:
O Isaac é o filho perdido do Epica. Nós o conhecemos há muito tempo e ele contribuiu muito para nossa música. Principalmente nos solos de guitarra, mas ele também trouxe 'riffs'. Ele toca diversos estilos e é possível ouvir isso no novo álbum. No próximo álbum será possível ele contribuir mais, desde o início. Além disso, ele está sempre de bom humor, fazendo piadas e querendo trabalhar muito. Exatamente o que precisávamos depois do Ad [Sluijter], já que ele era um cara que trabalhava muito também.

Tony Kakko, do Sonata Arctica, participou do álbum num dueto para a canção "White Waters", como foi o contato com ele?

Simone:
Nós excursionamos junto com o Sonata Arctica em 2007 pela Europa. Então ficamos amigos e falamos sobre trabalharmos juntos um dia. Durante o processo de composição, achamos que "White Waters" era uma ótima canção para Tony. Enviei a canção a ele, as letras e a história e ele adorou. Ele gravou sua parte na Finlândia.

Como foi trabalhar com Sascha Paeth na produção? Ele trouxe novos elementos para o Epica? Ele sugeriu alguma mudança nas músicas?

Mark:
Pra começar, ele é uma ótima pessoa para trabalhar. Sempre correto, de mente aberta e honesto. Quando fizemos a pré-produção, antes das gravações finais, ouvimos as canções com ele e ele pré-selecionou as faixas que gostou e as que não gostou. É um processo difícil pois você trabalha com todo o seu coração em todas as músicas mas no final só as mais fortes sobrevivem. Sascha adicionou muitas linhas vocais, escreveu linhas de 'backing vocals' e em alguns casos mudou completamente a linha vocal básica da canção. Sentamos juntos, com a Simone, e foi um processo muito criativo. Juntos, levamos o álbum a um nível superior.

Qual a sua canção favorita no álbum?

Simone:
"Unleashed", "Martyr of the free word", "Kingdom of Heaven".

Mark: "Kingdom of Heaven". Eu trabalhei muito para fazer essa canção.

Numa entrevista recente, você, Mark, disse que seu show favorito havia sido em São Paulo. Porque ele foi tão especial?

Mark:
Porque São Paulo é uma das minhas cidades-natal. Minha namorada é de São Paulo e, acima de todos, o público paulista é o melhor do mundo!

E quando vocês voltam para o Brasil?

Mark:
Talvez em março ou abril do ano que vem quem sabe para gravar um DVD!
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