quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
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<p><b>Pullovers: Escrever em português é dar a cara pra bater</b><br/>A banda paulista Pullovers lançou no primeiro semestre deste ano seu quarto álbum, "Tudo que eu Sempre Sonhei". A estrada, que começou em 1999 com guitarras indie e influências do hemisfério norte, veio dar em solo tupiniquim: esse é o primeiro disco cantado em português. <br/><BR/><br/><BR/>A sonoridade da banda ganhou outras novidades além das letras: muitas referências à música brasileira estão nas 12 faixas do álbum. Com uma música que não cabe em rótulos e um tom quase melancólico, o Pullovers fala de amor, do time do coração, do rock e das vicissitudes da existência. <br/><BR/><br/><BR/>A banda conta com conta com Luiz Venâncio (voz/guitarra), Rodrigo Lorenzetti (teclados), Bruno Serroni (baixo), Angelo Lorenzetti (violão), Gustavo Beber (bateria) e Habacuque Lima (guitarra, integrante do Ludov). <br/><BR/><br/><BR/>O vocalista Luiz Venâncio respondeu algumas perguntas ao Território da Música falando sobre a nova fase da banda e afirmou que, mais que uma busca, o Pullovers parece ter achado sua identidade musical com o novo disco. Confira. <br/><BR/><br/><BR/><br/><BR/><B/>A banda tem 10 anos e esse é o primeiro álbum com letras em português. Por que, depois de tanto tempo, escolheram cantar em nossa língua? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz Venâncio:</B/> Ah, deu vontade. O gosto musical vai mudando, vai-se ouvindo cada vez mais música brasileira, aí vem o desejo de enfrentar o desafio de dar a cara pra bater escrevendo em português. <br/><BR/><br/><BR/><B/>Essa não é a única mudança no Pullovers. O novo álbum traz também sonoridades/elementos que antes não cabiam na música da banda. Até samba e bossa nova o Pullovers oferece no disco. O álbum é uma busca por uma identidade musical? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> Acho que sim, mas, não querendo que soe pretensioso da nossa parte, acho que é um pouquinho mais do que uma busca: acho que já podemos chamar de "achado". Ou seja, é o resultado de uma busca que vínhamos fazendo há algum tempo, mas essa identidade já está presente ali com uma certa consistência. Música brasileira do nosso jeito, com o nosso sotaque. <br/><BR/><br/><BR/><B/>Por que abandonar o rock alternativo? "Marcelo ou Eu traí o Rock" parece uma crítica a essa 'cena', há algum ressentimento ou qualquer coisa desse tipo para o Pullovers? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> Claro que não. E não acho também que tenhamos "abandonado" alguma coisa. Não vejo um estilo musical (no caso, o "rock alternativo") como uma espécie de "clube" do qual você fique sócio ou que possa abandonar. É só um estilo musical, que é muito importante na nossa sonoridade e já foi muito mais, principalmente no começo. A canção "Marcelo" fala mais do cansaço com a coisa de "manter aparências". <br/><BR/><br/><BR/><B/>Um dos pontos fortes do Pullovers é o fato de fazer música de fácil assimilação sem deixá-la descartável. Isso é fruto da ênfase nas melodias das canções? A que fator vocês atribuem essa característica? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> É verdade... Não sei exatamente. Atribuo isso ao nosso gosto pessoal, que é fascinado por músicas que "encantem", grudando no ouvido ou soando bonitas. Nisso, a melodia tem um papel muito importante, talvez primordial. <br/><BR/><br/><BR/><B/>De onde veio a tristeza que se ouve em "Quem me Dera Houvesse Trem"? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> Em relação à música, só quem poderia responder é o Jonas, que compôs a música. Eu escrevi a letra. A idéia veio durante uma viagem, numa situação um pouco triste mesmo. <br/><BR/><br/><BR/><B/>Outro ponto positivo da banda são as letras. Há uma preocupação em realmente dizer algo. Foi fácil escrever as letras? Como foi o processo de composição? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> Ah, não sei dizer se foi fácil ou difícil. As letras são minhas, algumas músicas também. Geralmente o processo é letrar uma música já pronta, seja a música minha ou de outro compositor (no disco, há letras minhas em composições também do Jonas e principalmente do Rodrigo Lorenzetti, nosso tecladista). <br/><BR/><br/><BR/><B/>Porque falar de amor? É um tema que sempre renderá boas canções? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> Porque todas as canções são de amor? <br/><BR/><br/><BR/><B/>A cidade de São Paulo também é um tema recorrente nas músicas. É uma forma de deixar claras as raízes da banda? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> Sim, e ao mesmo tempo algo que surge naturalmente, do nosso cotidiano. <br/><BR/><br/><BR/><B/>As letras, aliás, exigem atenção do ouvinte, o que na música pop normalmente não acontece. Qual o público que vocês atingem? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> Não sei. Nos shows há muita gente nova, de cerca de 20 anos de idade, mas acho que também agrada aos mais velhos. <br/><BR/><br/><BR/><B/>Ainda sobre as letras, "Marinês" foi inspirada em alguém real? Há alguma canção que tenha inspiração em pessoas/relacionamentos reais? Talvez a faixa-título? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> De uma forma ou outra todas as canções foram inspiradas em elementos reais, do nosso cotidiano. "Marinês", por exemplo, é uma homenagem não a uma "Marinês" específica, mas várias. <br/><BR/><br/><BR/><B/>O nome da banda, o visual nerd, os óculos na capa do novo álbum refletem uma timidez dos integrantes? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> Sim! <br/><BR/><br/><BR/><B/>É possível dizer que o lado nerd da banda também está no cuidado quase obsessivo que se supõe na composição das canções, arranjos e produção do disco? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> Sem dúvida. Mas calma, temos um cuidado obsessivo com aspectos como esse mas nos shows, por exemplo, a nossa única preocupação é nos divertir. E até "nos soltar", do nosso jeito que muita gente pode achar "desajeitado", claro. <br/><BR/><br/><BR/><B/>Sobre a formação da banda, de que forma as mudanças contribuíram para o resultado que se ouve em "Tudo Que Eu Sempre Sonhei"? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> Puxa, essa realmente eu não sei responder. É que eu não saberia identificar com um pouco mais de exatidão. <br/><BR/><br/><BR/><B/>O guitarrista Habacuque Lima também toca no Ludov que, aliás, acabou de lançar álbum novo. Como é conciliar os dois trabalhos? <br/><BR/><br/><BR/>Habacuque:</B/> Por enquanto ainda não aconteceu de uma banda atrapalhar a outra. Sempre aviso com antecedência meus compromissos pros dois lados e vem dando certo. É muito bom poder tocar em bandas tão bacanas, e até ajuda estar presente nas duas, porque posso conhecer mais pessoas, casas de shows e indicar uns aos outros. <br/><BR/><br/><BR/>Desde junho o Bruno Serroni (baixista do Pullovers) também toca com o Ludov, então as bandas estão realmente ligadas. Até conseguimos fechar um show "dobradinha" em Campinas no mês de outubro. Espero que esse tipo de situação se repita bastante pois, apesar de serem sons diferentes, acho que o público do Pullovers vai curtir o Ludov e vice-versa. <br/><BR/><br/><BR/>Difícil mesmo é conciliar duas bandas, ensaios, namorada, família e o trabalho no meu estúdio. Mesmo assim ainda dá tempo de dar um pulo na praia de vez em quando. <br/><BR/><br/><BR/><B/>Como está a repercussão do lançamento? Que retorno vocês estão sentindo da crítica e do público? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> O retorno está sendo ótimo. Em primeiro lugar da crítica, temos o disco em todas as listas de melhores lançamentos brasileiros do ano (alguns exageram e dizem até "da década!"). Em termos de público, aos poucos parece que essas "vozes" da crítica vão despertando cada vez mais interesse. <br/><BR/><br/><BR/><B/>Quais os planos para o futuro próximo? Shows marcados? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> Temos sim. Os próximos dois são no Clube Berlin, na Barra Funda, dia 26 (sábado), e no Tapas, na Rua Augusta, dia 30 (quarta), ambos em São Paulo. <br/><BR/><br/><BR/><B/>Gostariam de deixar algum recado aos leitores do Território da Música? <br/><BR/><br/><BR/>Luiz:</B/> Ah, gostaria muito que ouvissem nosso trabalho... E agradecer também aqueles que gostam e se interessam pelo que fazemos. Gostaria de convidar a todos pra conhecer o nosso site (<A href="http://www.pullovers.com.br/" target=_blank/>www.pullovers.com.br</A/>), onde dá pra baixar o disco inteiro, de graça, e entrarem no nosso MySpace: <A href="http://www.myspace.com/pullovers" target=_blank/>www.myspace.com/pullovers</A/>. Abraços! <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/entrevistas/?c=838" target="_blank">Território da Música</a>)</i></p>
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18/9/2009 - 16h49
 
Pullovers: Escrever em português é dar a cara pra bater
Lizandra Pronin
Redação TDM
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Divulgação
A banda paulista Pullovers lançou no primeiro semestre deste ano seu quarto álbum, “Tudo que eu Sempre Sonhei”. A estrada, que começou em 1999 com guitarras indie e influências do hemisfério norte, veio dar em solo tupiniquim: esse é o primeiro disco cantado em português.

A sonoridade da banda ganhou outras novidades além das letras: muitas referências à música brasileira estão nas 12 faixas do álbum. Com uma música que não cabe em rótulos e um tom quase melancólico, o Pullovers fala de amor, do time do coração, do rock e das vicissitudes da existência.

A banda conta com conta com Luiz Venâncio (voz/guitarra), Rodrigo Lorenzetti (teclados), Bruno Serroni (baixo), Angelo Lorenzetti (violão), Gustavo Beber (bateria) e Habacuque Lima (guitarra, integrante do Ludov).

O vocalista Luiz Venâncio respondeu algumas perguntas ao Território da Música falando sobre a nova fase da banda e afirmou que, mais que uma busca, o Pullovers parece ter achado sua identidade musical com o novo disco. Confira.


A banda tem 10 anos e esse é o primeiro álbum com letras em português. Por que, depois de tanto tempo, escolheram cantar em nossa língua?

Luiz Venâncio:
Ah, deu vontade. O gosto musical vai mudando, vai-se ouvindo cada vez mais música brasileira, aí vem o desejo de enfrentar o desafio de dar a cara pra bater escrevendo em português.

Essa não é a única mudança no Pullovers. O novo álbum traz também sonoridades/elementos que antes não cabiam na música da banda. Até samba e bossa nova o Pullovers oferece no disco. O álbum é uma busca por uma identidade musical?

Luiz:
Acho que sim, mas, não querendo que soe pretensioso da nossa parte, acho que é um pouquinho mais do que uma busca: acho que já podemos chamar de “achado”. Ou seja, é o resultado de uma busca que vínhamos fazendo há algum tempo, mas essa identidade já está presente ali com uma certa consistência. Música brasileira do nosso jeito, com o nosso sotaque.

Por que abandonar o rock alternativo? "Marcelo ou Eu traí o Rock" parece uma crítica a essa 'cena', há algum ressentimento ou qualquer coisa desse tipo para o Pullovers?

Luiz:
Claro que não. E não acho também que tenhamos “abandonado” alguma coisa. Não vejo um estilo musical (no caso, o “rock alternativo”) como uma espécie de “clube” do qual você fique sócio ou que possa abandonar. É só um estilo musical, que é muito importante na nossa sonoridade e já foi muito mais, principalmente no começo. A canção “Marcelo” fala mais do cansaço com a coisa de “manter aparências”.

Um dos pontos fortes do Pullovers é o fato de fazer música de fácil assimilação sem deixá-la descartável. Isso é fruto da ênfase nas melodias das canções? A que fator vocês atribuem essa característica?

Luiz:
É verdade... Não sei exatamente. Atribuo isso ao nosso gosto pessoal, que é fascinado por músicas que “encantem”, grudando no ouvido ou soando bonitas. Nisso, a melodia tem um papel muito importante, talvez primordial.

De onde veio a tristeza que se ouve em "Quem me Dera Houvesse Trem"?

Luiz:
Em relação à música, só quem poderia responder é o Jonas, que compôs a música. Eu escrevi a letra. A idéia veio durante uma viagem, numa situação um pouco triste mesmo.

Outro ponto positivo da banda são as letras. Há uma preocupação em realmente dizer algo. Foi fácil escrever as letras? Como foi o processo de composição?

Luiz:
Ah, não sei dizer se foi fácil ou difícil. As letras são minhas, algumas músicas também. Geralmente o processo é letrar uma música já pronta, seja a música minha ou de outro compositor (no disco, há letras minhas em composições também do Jonas e principalmente do Rodrigo Lorenzetti, nosso tecladista).

Porque falar de amor? É um tema que sempre renderá boas canções?

Luiz:
Porque todas as canções são de amor?

A cidade de São Paulo também é um tema recorrente nas músicas. É uma forma de deixar claras as raízes da banda?

Luiz:
Sim, e ao mesmo tempo algo que surge naturalmente, do nosso cotidiano.

As letras, aliás, exigem atenção do ouvinte, o que na música pop normalmente não acontece. Qual o público que vocês atingem?

Luiz:
Não sei. Nos shows há muita gente nova, de cerca de 20 anos de idade, mas acho que também agrada aos mais velhos.

Ainda sobre as letras, "Marinês" foi inspirada em alguém real? Há alguma canção que tenha inspiração em pessoas/relacionamentos reais? Talvez a faixa-título?

Luiz:
De uma forma ou outra todas as canções foram inspiradas em elementos reais, do nosso cotidiano. "Marinês", por exemplo, é uma homenagem não a uma "Marinês" específica, mas várias.

O nome da banda, o visual nerd, os óculos na capa do novo álbum refletem uma timidez dos integrantes?

Luiz:
Sim!

É possível dizer que o lado nerd da banda também está no cuidado quase obsessivo que se supõe na composição das canções, arranjos e produção do disco?

Luiz:
Sem dúvida. Mas calma, temos um cuidado obsessivo com aspectos como esse mas nos shows, por exemplo, a nossa única preocupação é nos divertir. E até “nos soltar”, do nosso jeito que muita gente pode achar “desajeitado”, claro.

Sobre a formação da banda, de que forma as mudanças contribuíram para o resultado que se ouve em “Tudo Que Eu Sempre Sonhei”?

Luiz:
Puxa, essa realmente eu não sei responder. É que eu não saberia identificar com um pouco mais de exatidão.

O guitarrista Habacuque Lima também toca no Ludov que, aliás, acabou de lançar álbum novo. Como é conciliar os dois trabalhos?

Habacuque:
Por enquanto ainda não aconteceu de uma banda atrapalhar a outra. Sempre aviso com antecedência meus compromissos pros dois lados e vem dando certo. É muito bom poder tocar em bandas tão bacanas, e até ajuda estar presente nas duas, porque posso conhecer mais pessoas, casas de shows e indicar uns aos outros.

Desde junho o Bruno Serroni (baixista do Pullovers) também toca com o Ludov, então as bandas estão realmente ligadas. Até conseguimos fechar um show "dobradinha" em Campinas no mês de outubro. Espero que esse tipo de situação se repita bastante pois, apesar de serem sons diferentes, acho que o público do Pullovers vai curtir o Ludov e vice-versa.

Difícil mesmo é conciliar duas bandas, ensaios, namorada, família e o trabalho no meu estúdio. Mesmo assim ainda dá tempo de dar um pulo na praia de vez em quando.

Como está a repercussão do lançamento? Que retorno vocês estão sentindo da crítica e do público?

Luiz:
O retorno está sendo ótimo. Em primeiro lugar da crítica, temos o disco em todas as listas de melhores lançamentos brasileiros do ano (alguns exageram e dizem até “da década!”). Em termos de público, aos poucos parece que essas “vozes” da crítica vão despertando cada vez mais interesse.

Quais os planos para o futuro próximo? Shows marcados?

Luiz:
Temos sim. Os próximos dois são no Clube Berlin, na Barra Funda, dia 26 (sábado), e no Tapas, na Rua Augusta, dia 30 (quarta), ambos em São Paulo.

Gostariam de deixar algum recado aos leitores do Território da Música?

Luiz:
Ah, gostaria muito que ouvissem nosso trabalho... E agradecer também aqueles que gostam e se interessam pelo que fazemos. Gostaria de convidar a todos pra conhecer o nosso site (www.pullovers.com.br), onde dá pra baixar o disco inteiro, de graça, e entrarem no nosso MySpace: www.myspace.com/pullovers. Abraços!
Artistas relacionados: Pullovers, Ludov
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