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<p><b>Ludov: Uma banda que procura não se repetir</b><br/>Formado em São Paulo há sete anos, o Ludov surgiu do fim dos Maybees, banda independente que contava com praticamente toda a formação atual do grupo. A diferença foi o baterista que viajou para o exterior e foi substituído por Paulo "Chapolin".<br/><BR/><br/><BR/>Bom, essa foi a diferença na formação, pois a banda sofreu outras mudanças e passou a cantar em português. O prêmio conquistado no Video Music Brasil da MTV, em 2004, com o videoclipe da canção "Princesa", impulsionou a carreira do quarteto. Daí vieram álbuns, shows e reconhecimento. Agora o Ludov chega ao terceiro álbum, "Caligrafia", disponibilizado gratuitamente para download pela própria banda.<br/><BR/><br/><BR/>Atualmente banda é formada por Vanessa Krongold (voz, violão), Habacuque Lima (guitarra, baixo e voz), Mauro Motoki (guitarra, teclado, baixo e voz) e Paulo "Chapolin" Rocha (bateria).<br/><BR/><br/><BR/>Na entrevista abaixo, Mauro Motoki fala sobre a carreira da banda e declara que a música sem suporte físico - ou seja, digital - pode ser gratuita já que, se eles não o fizessem, alguém o faria. Assim a banda garantiu a qualidade das músicas que circulam pela rede.<br/><BR/><br/><BR/><br/><BR/><b/>Vou começar com um pouco de história... Depois da boa repercussão do EP e do álbum de estréia, do prêmio no Video Music Brasil, rolou a chamada "síndrome do segundo álbum" na hora de compor "Disco Paralelo"?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro Motoki:</b/> Nossa síndrome do segundo álbum acabou amenizada por outros acontecimentos. A saída do Edu Filomeno, nosso baixista na época, determinou um caminho pro "Disco Paralelo", sentimos uma necessidade de nos afirmar como grupo de quatro integrantes. Os arranjos ficaram com uma cara bastante resolvida em praticamente bateria, baixo, guitarra e vocal.<br/><BR/><br/><BR/><b/>E o auê em cima do "High School Musical"? Houve algum estranhamento por parte do público de vocês, que era mais alternativo?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro:</b/> Não, esse estranhamento não chegou até nós, se houve. O auê do "High School" Musical foi muito bacana pra gente. Fizemos porque gostamos da canção que adaptamos, porque é entretenimento pra um público mais jovem.<br/><BR/><br/><BR/><b/>O Ludov circula muito bem pelo circuito independente. Como é esse cenário? É possível viver de música sendo independente?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro:</b/> O Ludov, a banda, sobrevive muito bem desde seu início. Tem períodos em que financeiramente é mais difícil para cada integrante. Tanto é possível sobreviver que estamos aqui lançando mais um álbum. Claro que há dificuldades, há amadorismo, há uma mentalidade meio moleque aqui e ali... mas de maneira geral é gratificante.<br/><BR/><br/><BR/><b/>O que mudou para os integrantes do Ludov desde o lançamento do EP "Dois a Rodar" até agora?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro:</b/> Somos mais velhos, sabemos tocar melhor, sabemos mais o que queremos e o que podemos fazer. Sabemos principalmente o que não queremos e o que não podemos fazer.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Qual era o clima da banda na hora de trabalhar o material que resultou em "Caligrafia"? Vocês foram para um sítio para compor?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro:</b/> Fomos para o sítio do Fabio Pinczwoski para produzir o disco de cabo a rabo, desde a composição, passando por arranjo, até gravação. Fomos com todo equipamento profissional, cientes de que estávamos lá fazendo um disco. Mas fizemos tudo lá, o que foi ótimo. Acordávamos, não pegávamos trânsito, não tinha telefone tocando. Íamos direto compor e gravar.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Aliás, por que o nome "Caligrafia"? Qual foi inspiração para a escolha do título?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro:</b/> Habacuque veio com essa idéia pra sintetizar o processo desse disco. Todos escrevemos as músicas, mas cada um com seu jeito particular, cada um com sua individualidade bem explorada. Tal como a letra, a caligrafia, de cada um é diferente e única.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Você e o Habacuque Lima participaram da produção do álbum. De que forma isso influenciou no resultado?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro:</b/> Acho que foi um álbum livre. Eu, Habacuque e Fabio [Pinczwoski, produtor] produzimos o álbum como um grupo, por isso o Liga Leve assina a produção. Isso quer dizer que as decisões de arranjo sempre eram tomadas por esse grupo. É difícil apontar para quem está vendo de fora qual é o resultado prático disso, em contraposição a três produtores separadamente, mas é diferente.<br/><BR/><br/><BR/><b/>A sonoridade do Ludov está mais rica nesse novo álbum, traz elementos que antes vocês não haviam usado. É um caminho natural para a banda? O que virá daqui pra frente?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro:</b/> Por um lado, foi um caminho natural. Mas essa naturalidade é um pouco induzida. Somos uma banda que sempre vai procurar não se repetir. Daqui pra frente, não sabemos, pode continuar esse movimento de busca por novos elementos, mas também é capaz de querermos diminuir de novo, de enxugar. Deixemos pra pensar nisso depois.<br/><BR/><br/><BR/><b/>De quem foi a idéia de incluir uma canção em francês no repertório ("Notre Voyage")?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro:</b/> Veja bem, no nosso caso, nada é assim tão premeditado e decidido, "e se incluíssemos uma música em francês?" Não. Eu estava lendo alguns livros em francês, havia uma viagem a Paris que eu iria fazer em algumas semanas... Eu sabia que a Vanessa adora a língua, inclusive ela me incentivou muito na época que eu estava estudando e tal. Aí fiz a canção, gostamos dela e passamos a trabalhá-la junto com as demais.<br/><BR/><br/><BR/><b/>O disco tem 19 faixas - incluindo as lançadas exclusivamente em formato digital. É um número acima da média padrão. Por que lançar todas as canções de uma vez? Não pensaram em dividir em dois álbuns?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro:</b/> Lançamos todas juntas porque foram feitas todas juntas, gravadas todas juntas. Faz mais sentido que sejam disponibilizadas todas juntas.<br/><BR/><br/><BR/><b/>E a escolha de disponibilizá-lo inteiramente grátis para download? A música deve ser gratuita?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro:</b/>&nbsp;O que acontece é que não podemos tapar o sol com a peneira. Se não disponibilizássemos gratuitamente nós mesmos, alguém o faria. Talvez seja um pouco melhor que o façamos, para garantir que a conversão preserve uma qualidade de áudio e tal. A música para consumo caseiro, quando sem suporte físico, talvez possa ser gratuita. Ganhamos com a execução pública, seja através de shows, seja através de arrecadação em rádios e TVs.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Há uma promoção para que os fãs enviem vídeos com uma nova coreografia para "Reprise". Estão recebendo muitos vídeos? Já estão escolhendo? Como é essa interação com os fãs?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro:</b/> Nossa interação com os fãs vem sendo sempre boa. Nós os respeitamos muito, não ignoramos a possibilidade valiosa de nos relacionarmos com eles pela internet, de fazê-los se expressarem de volta. No caso das coreografias, não, não teve muitas. Ficaram surpreendentemente tímidos.<br/><BR/><br/><BR/><b/>O baixista Bruno Serroni é um novo integrante da banda ou só acompanha os shows de divulgação de "Caligrafia"?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro:</b/> O Bruno, a princípio, está aí para os shows, para executar conosco as canções desse novo repertório.<br/><BR/><br/><BR/><b/>Como está o agendamento dos shows para divulgar o novo álbum? Onde o Ludov vai tocar?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro:</b/> Próximo show é dia 18/09 no Sesc Pompéia em São Paulo. No dia seguinte embarcamos para Brasília, tocaremos no primeiro dia do Festival Porão do Rock. Fora isso, já temos datas confirmadas em São José Dos Campos, Osasco, Campinas, etc.. Dá pra acompanhar a agenda de shows e TV pelo nosso site.<BR/><BR/><br/><BR/><b/>Gostaria de deixar alguma mensagem aos leitores do Território da Música?<br/><BR/><br/><BR/>Mauro:</b/> Obrigado pelo interesse, estão convidados a nos acompanhar em shows ou pela internet. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/entrevistas/?c=834" target="_blank">Território da Música</a>)</i></p>
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4/9/2009 - 18h04
 
Ludov: Uma banda que procura não se repetir
Lizandra Pronin
Redação TDM
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Formado em São Paulo há sete anos, o Ludov surgiu do fim dos Maybees, banda independente que contava com praticamente toda a formação atual do grupo. A diferença foi o baterista que viajou para o exterior e foi substituído por Paulo "Chapolin".

Bom, essa foi a diferença na formação, pois a banda sofreu outras mudanças e passou a cantar em português. O prêmio conquistado no Video Music Brasil da MTV, em 2004, com o videoclipe da canção "Princesa", impulsionou a carreira do quarteto. Daí vieram álbuns, shows e reconhecimento. Agora o Ludov chega ao terceiro álbum, "Caligrafia", disponibilizado gratuitamente para download pela própria banda.

Atualmente banda é formada por Vanessa Krongold (voz, violão), Habacuque Lima (guitarra, baixo e voz), Mauro Motoki (guitarra, teclado, baixo e voz) e Paulo "Chapolin" Rocha (bateria).

Na entrevista abaixo, Mauro Motoki fala sobre a carreira da banda e declara que a música sem suporte físico - ou seja, digital - pode ser gratuita já que, se eles não o fizessem, alguém o faria. Assim a banda garantiu a qualidade das músicas que circulam pela rede.


Vou começar com um pouco de história... Depois da boa repercussão do EP e do álbum de estréia, do prêmio no Video Music Brasil, rolou a chamada "síndrome do segundo álbum" na hora de compor "Disco Paralelo"?

Mauro Motoki:
Nossa síndrome do segundo álbum acabou amenizada por outros acontecimentos. A saída do Edu Filomeno, nosso baixista na época, determinou um caminho pro "Disco Paralelo", sentimos uma necessidade de nos afirmar como grupo de quatro integrantes. Os arranjos ficaram com uma cara bastante resolvida em praticamente bateria, baixo, guitarra e vocal.

E o auê em cima do "High School Musical"? Houve algum estranhamento por parte do público de vocês, que era mais alternativo?

Mauro:
Não, esse estranhamento não chegou até nós, se houve. O auê do "High School" Musical foi muito bacana pra gente. Fizemos porque gostamos da canção que adaptamos, porque é entretenimento pra um público mais jovem.

O Ludov circula muito bem pelo circuito independente. Como é esse cenário? É possível viver de música sendo independente?

Mauro:
O Ludov, a banda, sobrevive muito bem desde seu início. Tem períodos em que financeiramente é mais difícil para cada integrante. Tanto é possível sobreviver que estamos aqui lançando mais um álbum. Claro que há dificuldades, há amadorismo, há uma mentalidade meio moleque aqui e ali... mas de maneira geral é gratificante.

O que mudou para os integrantes do Ludov desde o lançamento do EP "Dois a Rodar" até agora?

Mauro:
Somos mais velhos, sabemos tocar melhor, sabemos mais o que queremos e o que podemos fazer. Sabemos principalmente o que não queremos e o que não podemos fazer.

Qual era o clima da banda na hora de trabalhar o material que resultou em "Caligrafia"? Vocês foram para um sítio para compor?

Mauro:
Fomos para o sítio do Fabio Pinczwoski para produzir o disco de cabo a rabo, desde a composição, passando por arranjo, até gravação. Fomos com todo equipamento profissional, cientes de que estávamos lá fazendo um disco. Mas fizemos tudo lá, o que foi ótimo. Acordávamos, não pegávamos trânsito, não tinha telefone tocando. Íamos direto compor e gravar.

Aliás, por que o nome "Caligrafia"? Qual foi inspiração para a escolha do título?

Mauro:
Habacuque veio com essa idéia pra sintetizar o processo desse disco. Todos escrevemos as músicas, mas cada um com seu jeito particular, cada um com sua individualidade bem explorada. Tal como a letra, a caligrafia, de cada um é diferente e única.

Você e o Habacuque Lima participaram da produção do álbum. De que forma isso influenciou no resultado?

Mauro:
Acho que foi um álbum livre. Eu, Habacuque e Fabio [Pinczwoski, produtor] produzimos o álbum como um grupo, por isso o Liga Leve assina a produção. Isso quer dizer que as decisões de arranjo sempre eram tomadas por esse grupo. É difícil apontar para quem está vendo de fora qual é o resultado prático disso, em contraposição a três produtores separadamente, mas é diferente.

A sonoridade do Ludov está mais rica nesse novo álbum, traz elementos que antes vocês não haviam usado. É um caminho natural para a banda? O que virá daqui pra frente?

Mauro:
Por um lado, foi um caminho natural. Mas essa naturalidade é um pouco induzida. Somos uma banda que sempre vai procurar não se repetir. Daqui pra frente, não sabemos, pode continuar esse movimento de busca por novos elementos, mas também é capaz de querermos diminuir de novo, de enxugar. Deixemos pra pensar nisso depois.

De quem foi a idéia de incluir uma canção em francês no repertório ("Notre Voyage")?

Mauro:
Veja bem, no nosso caso, nada é assim tão premeditado e decidido, "e se incluíssemos uma música em francês?" Não. Eu estava lendo alguns livros em francês, havia uma viagem a Paris que eu iria fazer em algumas semanas... Eu sabia que a Vanessa adora a língua, inclusive ela me incentivou muito na época que eu estava estudando e tal. Aí fiz a canção, gostamos dela e passamos a trabalhá-la junto com as demais.

O disco tem 19 faixas - incluindo as lançadas exclusivamente em formato digital. É um número acima da média padrão. Por que lançar todas as canções de uma vez? Não pensaram em dividir em dois álbuns?

Mauro:
Lançamos todas juntas porque foram feitas todas juntas, gravadas todas juntas. Faz mais sentido que sejam disponibilizadas todas juntas.

E a escolha de disponibilizá-lo inteiramente grátis para download? A música deve ser gratuita?

Mauro:
 O que acontece é que não podemos tapar o sol com a peneira. Se não disponibilizássemos gratuitamente nós mesmos, alguém o faria. Talvez seja um pouco melhor que o façamos, para garantir que a conversão preserve uma qualidade de áudio e tal. A música para consumo caseiro, quando sem suporte físico, talvez possa ser gratuita. Ganhamos com a execução pública, seja através de shows, seja através de arrecadação em rádios e TVs.

Há uma promoção para que os fãs enviem vídeos com uma nova coreografia para "Reprise". Estão recebendo muitos vídeos? Já estão escolhendo? Como é essa interação com os fãs?

Mauro:
Nossa interação com os fãs vem sendo sempre boa. Nós os respeitamos muito, não ignoramos a possibilidade valiosa de nos relacionarmos com eles pela internet, de fazê-los se expressarem de volta. No caso das coreografias, não, não teve muitas. Ficaram surpreendentemente tímidos.

O baixista Bruno Serroni é um novo integrante da banda ou só acompanha os shows de divulgação de "Caligrafia"?

Mauro:
O Bruno, a princípio, está aí para os shows, para executar conosco as canções desse novo repertório.

Como está o agendamento dos shows para divulgar o novo álbum? Onde o Ludov vai tocar?

Mauro:
Próximo show é dia 18/09 no Sesc Pompéia em São Paulo. No dia seguinte embarcamos para Brasília, tocaremos no primeiro dia do Festival Porão do Rock. Fora isso, já temos datas confirmadas em São José Dos Campos, Osasco, Campinas, etc.. Dá pra acompanhar a agenda de shows e TV pelo nosso site.

Gostaria de deixar alguma mensagem aos leitores do Território da Música?

Mauro:
Obrigado pelo interesse, estão convidados a nos acompanhar em shows ou pela internet.
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