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<p><b>O velho e o novo Hard Rock</b><br/>Quando o Nirvana apareceu no começo dos anos 1990 e, junto com um batalhão Grunge, fez o Hard Rock desaparecer, as bandas ainda dependiam muito da mídia (jornais, revistas, rádio e TV) para continuarem ativas, divulgando seu trabalho e aparecendo para os fãs. Agora, porém, a história é outra. Com a internet, todos podem divulgar suas músicas, shows, fotos, entrevistas e estar em contato direto com os fãs do mundo todo.<br/><BR/><br/><BR/>Somando essas facilidades da tecnologia com uma nostalgia crescente em relação à década de 80 e a necessidade de por comida na mesa, muitas bandas que fizeram história com cabelos armados, maquiagens e roupas coloridas descobriram que ainda tem muitos fãs ouvindo suas músicas e dispostos a vê-los ao vivo.<br/><BR/><br/><BR/>Nada mais natural, portanto, do que o retorno de medalhões como Mötley Crüe, Poison e até do Guns n' Roses (ok, de Axl Rose junto com um pessoal esquisito). O curioso é que outras bandas menores, mas de qualidade inegável como Warrant, Tyketto e Kip Winger (que fez fama liderando o Winger) também voltaram a tocar. E nem só de velhos sucessos vivem os músicos. Os geniais Danger Danger e Lynch Mob acabaram de lançar seus álbuns inéditos, assim como o Stryper. Os veteranos do Ratt, por sua vez, anunciaram o seu para março do ano que vem.<br/><BR/><br/><BR/>Um dos maiores desfalques nesse time é o White Lion. O vocalista Mike Tramp bem que tentou, mas, sozinho, não conseguiu fazer nada significativo. O fato é que a alma do White Lion é o talentosíssimo guitarrista Vito Bratta, que saiu de cena em 1994 e parece ter se aposentado de vez. Outro grupo que falhou miseravelmente na sua tentativa de retorno foi o Skid Row, que sem Sebastian Bach não conseguiu atrair a atenção nem do maior dos farofeiros.<br/><BR/><br/><BR/>Novos nomes como Tango Down, outros já estabelecidos como Gotthard e, vá lá, o supergrupo Chickenfoot também ajudam a reforçar a cena. Ninguém se saiu tão bem, porém, como o Europe. Os suecos atingiram o estrelato em 1986 com o hino "The Final Countdown" e pararam em 1991. Voltaram 13 anos depois e já lançaram três álbuns incríveis, com elementos do passado, mas totalmente renovados e modernos.<br/><BR/><br/><BR/>Com todo esse clima favorável até o Twisted Sister saiu da tumba. O grupo tem show marcado no Brasil no mês que vem e, segundo Dee Snider, se não fosse ele, nenhum dos nomes citados nesse texto teria existido. Sim, o vocalista caricato e falastrão tem falado por aí que o Twisted Sister foi a maior banda de sua época (comecinho dos anos 1980) e que todos os grandes nomes do Hard Rock o copiaram. Então tá, né. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/ensaio/?c=296" target="_blank">Território da Música</a>)</i></p>

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28/10/2009 - 16h47
O velho e o novo Hard Rock
Sem depender da mídia, gênero ganha força com retorno de bandas clássicas e surgimento de outras.
Rafael Sartori
Redação TDM
| Divulgação |
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| Europe, na época de Final Countdown |
Quando o Nirvana apareceu no começo dos anos 1990 e, junto com um batalhão Grunge, fez o Hard Rock desaparecer, as bandas ainda dependiam muito da mídia (jornais, revistas, rádio e TV) para continuarem ativas, divulgando seu trabalho e aparecendo para os fãs. Agora, porém, a história é outra. Com a internet, todos podem divulgar suas músicas, shows, fotos, entrevistas e estar em contato direto com os fãs do mundo todo.
Somando essas facilidades da tecnologia com uma nostalgia crescente em relação à década de 80 e a necessidade de por comida na mesa, muitas bandas que fizeram história com cabelos armados, maquiagens e roupas coloridas descobriram que ainda tem muitos fãs ouvindo suas músicas e dispostos a vê-los ao vivo.
Nada mais natural, portanto, do que o retorno de medalhões como Mötley Crüe, Poison e até do Guns n’ Roses (ok, de Axl Rose junto com um pessoal esquisito). O curioso é que outras bandas menores, mas de qualidade inegável como Warrant, Tyketto e Kip Winger (que fez fama liderando o Winger) também voltaram a tocar. E nem só de velhos sucessos vivem os músicos. Os geniais Danger Danger e Lynch Mob acabaram de lançar seus álbuns inéditos, assim como o Stryper. Os veteranos do Ratt, por sua vez, anunciaram o seu para março do ano que vem.
Um dos maiores desfalques nesse time é o White Lion. O vocalista Mike Tramp bem que tentou, mas, sozinho, não conseguiu fazer nada significativo. O fato é que a alma do White Lion é o talentosíssimo guitarrista Vito Bratta, que saiu de cena em 1994 e parece ter se aposentado de vez. Outro grupo que falhou miseravelmente na sua tentativa de retorno foi o Skid Row, que sem Sebastian Bach não conseguiu atrair a atenção nem do maior dos farofeiros.
Novos nomes como Tango Down, outros já estabelecidos como Gotthard e, vá lá, o supergrupo Chickenfoot também ajudam a reforçar a cena. Ninguém se saiu tão bem, porém, como o Europe. Os suecos atingiram o estrelato em 1986 com o hino “The Final Countdown” e pararam em 1991. Voltaram 13 anos depois e já lançaram três álbuns incríveis, com elementos do passado, mas totalmente renovados e modernos.
Com todo esse clima favorável até o Twisted Sister saiu da tumba. O grupo tem show marcado no Brasil no mês que vem e, segundo Dee Snider, se não fosse ele, nenhum dos nomes citados nesse texto teria existido. Sim, o vocalista caricato e falastrão tem falado por aí que o Twisted Sister foi a maior banda de sua época (comecinho dos anos 1980) e que todos os grandes nomes do Hard Rock o copiaram. Então tá, né.