quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
sobre a escola
voltar à página inicial
Artistas de A a Z A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z #
Notícias
Agenda
Leia
  1. COLUNAS DO TERRITÓRIO
  2. Back in Time
  3. Ensaio
  4. Guitarras e Afins
  5. Pré-produção
Veja
Blogs
  •  
  1. BLOGS DO TERRITÓRIO
  2. Blog da Redação
  3. Baú do Território
  4. Vida Digital
  5. Vitrine
  6. Widescreen
Promoções
Meu Território
  •  
  1. Cadastro
  2. Canal do leitor
  3. Classificados
  4. Enquetes
  5. Eu recomendo
  6. Fóruns
  7. Promoções
 
Copie o código abaixo e cole em seu site ou blog:
<p><b>Michael Jackson: A morte como espetáculo</b><br/>O "Rei do Pop" - epíteto que Berry Gordy, fundador da gravadora Motown já diz ser pouco para Michael Jackson - tem na morte a bizarra continuação do que foi em vida: um espetáculo estranho e comovente no qual tudo ganha proporções homéricas.<br/><BR/><br/><BR/>Morto no último dia 25 de junho, vítima de uma parada cardíaca, o cantor quebra recordes de vendas de discos, de audiência na TV e na internet - através das quais as cenas de seu funeral, com um caixão dourado e florido, direto do Staples Center em Los Angeles, chegam ao mundo todo. O tráfego na web ficou 9% acima do normal durante a transmissão do funeral do músico.<br/><BR/><br/><BR/>Funerais e homenagens são uma forma de elaborar o luto - um processo de aceitação e superação da perda de uma pessoa querida - e por isso são comuns em diversas culturas desde a antiguidade. A realização de festas ou eventos com comes e bebes é também usual para o ritual de despedida que é um funeral. Mas no caso de Michael Jackson, o rito de passagem (do próprio) e o luto (de todos os demais) ultrapassa o simples - ainda que triste - sofrimento que produz a finitude da existência.<br/><BR/><br/><BR/>Para a celebridade que foi Jackson, e para o mundo atual, no qual todos nós vivemos, é preciso que uma imagem do cantor moribundo e entubado seja ampliada até a desfiguração e reproduzida exaustivamente. É preciso um caixão de US$ 25 mil banhado a ouro. É preciso que se distribuam ingressos para assistir ao funeral. É preciso um ginásio lotado. É preciso que milhares de pessoas se aglomerem e um helicóptero (ou mais) filme e transmita a cena para dentro da sua casa. É preciso que uma garota de 11 anos diga para 6 bilhões de pessoas que amava o pai.<br/><BR/><br/><BR/>Precisamos realmente deste circo, como a atriz Elizabeth Taylor nomeou o evento ao negar o convite para participar? Mas é exatamente assim que o espetáculo da morte de Michael Jackson culmina: como se fosse um circo. Todos os olhos do mundo se voltam para o caixão dourado colocado em uma plataforma especial - e o soberbo ataúde nos lembra que o homenageado não está lá, já não existe mais.<br/><BR/><br/><BR/>Ao redor desse vazio, da casca dourada que indica a falta, o palco se enche de celebridades, luzes, flashes, música, lágrimas, sorrisos, declarações de amor e discursos comoventes. Só faltou que os cantores se apoiassem no caixão como se ele fosse um piano ou um púlpito.<br/><BR/><br/><BR/>Hoje já não há mais luto fechado, aquele que exigia vestimenta preta dos pés à cabeça e um comportamento sóbrio e recluso. Hoje, todo luto é aliviado - permite cores mais leves. Mas no caso de Michael Jackson o luto é aberto, refletindo a ânsia do ser humano em transformar tudo num fenômeno de imagens, sons e estatística. O luto&nbsp;por Michael Jackson é aberto ao público, à TV e se espalha pela rede. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/canalpop/artigos/?c=783" target="_blank">Canal Pop</a>)</i></p>
Creative Commons License
Este conteúdo está licenciado sob uma Licença Creative Commons.
7/7/2009 - 00h00
 
Michael Jackson: A morte como espetáculo
Lizandra Pronin
Redação TDM
tamanho
da letra
Reprodução
O “Rei do Pop” - epíteto que Berry Gordy, fundador da gravadora Motown já diz ser pouco para Michael Jackson - tem na morte a bizarra continuação do que foi em vida: um espetáculo estranho e comovente no qual tudo ganha proporções homéricas.

Morto no último dia 25 de junho, vítima de uma parada cardíaca, o cantor quebra recordes de vendas de discos, de audiência na TV e na internet - através das quais as cenas de seu funeral, com um caixão dourado e florido, direto do Staples Center em Los Angeles, chegam ao mundo todo. O tráfego na web ficou 9% acima do normal durante a transmissão do funeral do músico.

Funerais e homenagens são uma forma de elaborar o luto - um processo de aceitação e superação da perda de uma pessoa querida - e por isso são comuns em diversas culturas desde a antiguidade. A realização de festas ou eventos com comes e bebes é também usual para o ritual de despedida que é um funeral. Mas no caso de Michael Jackson, o rito de passagem (do próprio) e o luto (de todos os demais) ultrapassa o simples - ainda que triste - sofrimento que produz a finitude da existência.

Para a celebridade que foi Jackson, e para o mundo atual, no qual todos nós vivemos, é preciso que uma imagem do cantor moribundo e entubado seja ampliada até a desfiguração e reproduzida exaustivamente. É preciso um caixão de US$ 25 mil banhado a ouro. É preciso que se distribuam ingressos para assistir ao funeral. É preciso um ginásio lotado. É preciso que milhares de pessoas se aglomerem e um helicóptero (ou mais) filme e transmita a cena para dentro da sua casa. É preciso que uma garota de 11 anos diga para 6 bilhões de pessoas que amava o pai.

Precisamos realmente deste circo, como a atriz Elizabeth Taylor nomeou o evento ao negar o convite para participar? Mas é exatamente assim que o espetáculo da morte de Michael Jackson culmina: como se fosse um circo. Todos os olhos do mundo se voltam para o caixão dourado colocado em uma plataforma especial - e o soberbo ataúde nos lembra que o homenageado não está lá, já não existe mais.

Ao redor desse vazio, da casca dourada que indica a falta, o palco se enche de celebridades, luzes, flashes, música, lágrimas, sorrisos, declarações de amor e discursos comoventes. Só faltou que os cantores se apoiassem no caixão como se ele fosse um piano ou um púlpito.

Hoje já não há mais luto fechado, aquele que exigia vestimenta preta dos pés à cabeça e um comportamento sóbrio e recluso. Hoje, todo luto é aliviado - permite cores mais leves. Mas no caso de Michael Jackson o luto é aberto, refletindo a ânsia do ser humano em transformar tudo num fenômeno de imagens, sons e estatística. O luto por Michael Jackson é aberto ao público, à TV e se espalha pela rede.
Relacionadas
Compartilhe
Copie
Envie
Relate erros
Comentários (0)
Nenhum comentário foi publicado até o momento. Seja o primeiro a comentar.
Deixe aqui seu comentário
identificação
nome   anônimo
trocar
Digite o texto
da imagem.
seu comentário
|
1000 caracteres disponíveis
 
 
 
ENQUETE
O carnaval está chegando. O que mais te irrita nesse período:
Todos os canais de TV passando desfiles e bailes
Os sambas-enredo que são todos iguais
As praias lotadas
Tudo. Sou muito chato
 
 
 
Cadastro
 
Canal do leitor
 
Classificados
 
Enquetes
 
Eu recomendo
 
Fóruns
 
Promoções