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<p><b>Um ótimo livro num entorpecente mundo de críticas</b><br/>Mês passado, o jornalista Tomás Chiaverini lançou o livro "Festa Infinita - O Entorpecente Mundo das Raves". A obra é resultado de um ano inteiro de pesquisas, leituras, entrevistas e experiências 'in loco' - Tomás freqüentou diversas dessas festas pelo país.<br/><BR/><br/><BR/>O livro conta a história das raves, sua origem, quais as primeiras iniciativas por aqui e o crescimento da música eletrônica tupiniquim. "Festa Infinita..." destaca ainda alguns personagens desse mundo como Rica Amaral, André Meyer, Du Serena, Swarup e Alok. É claro que o jornalista também fala do uso excessivo de drogas nas raves pelo mundo afora.<br/><BR/><br/><BR/>Apesar do cuidado que o autor teve com a apuração - e que fica evidente durante a leitura - choveram críticas ao livro. A começar pelo título: entusiastas das raves acusaram Tomás de associar as festas exclusivamente às drogas. Certamente não leram ou não entenderam o livro. Ou não quiseram entender, o que é mais provável.<br/><BR/><br/><BR/>É claro que Tomás não foi às festas, não entrevistou produtores, DJs e freqüentadores para fazer uma peça publicitária das raves, contando como tudo lá é bonito e divertido. Nem tudo é apenas diversão numa rave. Mesmo buscando não fazer julgamentos, o autor é obrigado a relatar o que viu, como viu, o que nem sempre acaba como uma boa propaganda. Algumas pessoas ligadas à cena raver sentiram-se ofendidas. Bobagem. Tomás não ofendeu ninguém. Foi até condescendente muitas vezes.<br/><BR/><br/><BR/>Outra polêmica do livro é a passagem em que Tomás conta que experimentou ecstasy. Depois de falar sobre como age o ecstasy no organismo, ele conta suas sensações e pensamentos sob efeito da droga. Talvez esteja aí a única coisa realmente passível de crítica em todo o livro, mas Tomás rebate: "Você, leitor, vai numa rave, vai querer tomar um ecstasy então é o seguinte: você pode ter uma viagem fantástica, mas seu corpo estará sofrendo com hipertermia, desidratação, desequilíbrio de neurotransmissores e etc." O que para ele foi jornalismo, para outros pareceu sensacionalismo.<br/><BR/><br/><BR/>Mas resumir "Festa Infinita..." a essa passagem ou às referências ao uso de drogas nas festas é no mínimo injusto. O livro cobre vários aspectos desse fenômeno comportamental e a escolha do jornalismo literário para retratá-lo aproxima o leitor das experiências vividas pelos freqüentadores das raves. Nas palavras do próprio Tomás: "As raves são um prato cheio para esse tipo de narrativa, que usa técnicas de ficção para falar da realidade. O resultado é um texto que permite ao leitor, mesmo aquele que nem sabe do que se trata uma rave, mergulhar nesse universo."<br/><BR/><br/><BR/>Preenchendo uma lacuna na literatura sobre comportamento - não há nenhum registro tão completo sobre o assunto no Brasil - "Festa Infinita - O Entorpecente Mundo das Raves" é um livro interessante, de fácil assimilação e convida o leitor a conhecer esse entorpecente mundo. É recomendado a amantes de música, a estudiosos do comportamento humano e a curiosos em geral. <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/canalpop/artigos/?c=770" target="_blank">Canal Pop</a>)</i></p>
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15/5/2009 - 00h00
 
Um ótimo livro num entorpecente mundo de críticas
Lizandra Pronin
Redação TDM
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Mês passado, o jornalista Tomás Chiaverini lançou o livro “Festa Infinita - O Entorpecente Mundo das Raves”. A obra é resultado de um ano inteiro de pesquisas, leituras, entrevistas e experiências ‘in loco’ - Tomás freqüentou diversas dessas festas pelo país.

O livro conta a história das raves, sua origem, quais as primeiras iniciativas por aqui e o crescimento da música eletrônica tupiniquim. “Festa Infinita...” destaca ainda alguns personagens desse mundo como Rica Amaral, André Meyer, Du Serena, Swarup e Alok. É claro que o jornalista também fala do uso excessivo de drogas nas raves pelo mundo afora.

Apesar do cuidado que o autor teve com a apuração - e que fica evidente durante a leitura - choveram críticas ao livro. A começar pelo título: entusiastas das raves acusaram Tomás de associar as festas exclusivamente às drogas. Certamente não leram ou não entenderam o livro. Ou não quiseram entender, o que é mais provável.

É claro que Tomás não foi às festas, não entrevistou produtores, DJs e freqüentadores para fazer uma peça publicitária das raves, contando como tudo lá é bonito e divertido. Nem tudo é apenas diversão numa rave. Mesmo buscando não fazer julgamentos, o autor é obrigado a relatar o que viu, como viu, o que nem sempre acaba como uma boa propaganda. Algumas pessoas ligadas à cena raver sentiram-se ofendidas. Bobagem. Tomás não ofendeu ninguém. Foi até condescendente muitas vezes.

Outra polêmica do livro é a passagem em que Tomás conta que experimentou ecstasy. Depois de falar sobre como age o ecstasy no organismo, ele conta suas sensações e pensamentos sob efeito da droga. Talvez esteja aí a única coisa realmente passível de crítica em todo o livro, mas Tomás rebate: “Você, leitor, vai numa rave, vai querer tomar um ecstasy então é o seguinte: você pode ter uma viagem fantástica, mas seu corpo estará sofrendo com hipertermia, desidratação, desequilíbrio de neurotransmissores e etc.” O que para ele foi jornalismo, para outros pareceu sensacionalismo.

Mas resumir “Festa Infinita...” a essa passagem ou às referências ao uso de drogas nas festas é no mínimo injusto. O livro cobre vários aspectos desse fenômeno comportamental e a escolha do jornalismo literário para retratá-lo aproxima o leitor das experiências vividas pelos freqüentadores das raves. Nas palavras do próprio Tomás: “As raves são um prato cheio para esse tipo de narrativa, que usa técnicas de ficção para falar da realidade. O resultado é um texto que permite ao leitor, mesmo aquele que nem sabe do que se trata uma rave, mergulhar nesse universo.“

Preenchendo uma lacuna na literatura sobre comportamento - não há nenhum registro tão completo sobre o assunto no Brasil - “Festa Infinita - O Entorpecente Mundo das Raves” é um livro interessante, de fácil assimilação e convida o leitor a conhecer esse entorpecente mundo. É recomendado a amantes de música, a estudiosos do comportamento humano e a curiosos em geral.
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