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<p><b>Interpol: Via Funchal - São Paulo / SP</b><br/>Teve quem chegasse na Via Funchal às nove da manhã de ontem (11)&nbsp;para garantir um bom lugar no show dos rapazes do Interpol. Para ser sincera, só tem uma banda que me faria chegar dez horas antes no local do show, se necessário, e não é o Interpol.<br/><BR/><BR/>O rapaz ansioso, contudo, não se arrependeu. A banda de Nova Iorque surpreendeu ontem em seu primeiro show no Brasil, na Via Funchal, em São Paulo. Foram 18 canções dos três discos, "Turn On The Bright Lights", "Antics" e o último, "Our Love to Admire".<br/><BR/><BR/>A banda abriu com "Pioneer to the Falls", do último álbum, e emendou "Obstacle 1" e "Narc", respectivamente do primeiro e do segundo discos. O público mostrou que estava afiado e cantou as três. Em "No I in Threesome", "Evil", "The Heinrich Maneuver", "NYC" e a última, "PDA", também foi difícil ouvir a voz de Paul Banks - que passou as três primeiras canções pedindo para que o técnico de som aumentasse os vocais.<br/><BR/><BR/>A Via Funchal atendeu bem às necessidades do concerto: dois telões ao lado do palco e som excelente e bem alto. O público, na maioria acima dos 25 anos, não enfrentou tumultos ou empurrões, já que a pista da casa é uma espécie de anfiteatro, e os degraus facilitam muito a visualização do palco, mesmo para quem fica longe dele.<br/><BR/><BR/>Os integrantes do Interpol são conhecidos pelo cuidado com o visual - sempre usam ternos impecavelmente cortados, que remetem aos usados no século XIX - e pela atitude blasè: eles nunca conversam com o público. Mas alguma coisa estava diferente na noite de terça, e embora os ternos e os cabelos continuassem impecáveis, o Interpol esnobe e frio não estava no palco aquela noite. O vocalista Paul Banks agradeceu durante todo o show, proferiu o discurso básico ("é uma honra estar aqui...") e no final soltou, emocionado: "Vocês são fantásticos, incríveis. Muito obrigado", seguido por agradecimentos dos outros membros da banda.<br/><BR/><BR/>O Interpol é da mesma safra do Rock nova-iorquino da qual o Strokes surgiu e é uma das bandas preferidas de quem ouve Indie Rock, esse balaio cheio de bandas musicalmente diferentes mas que compartilham a desconexão com gravadoras grandes. Apesar disso, é uma banda relativamente pequena, de visibilidade e público restrito - o que não impediu que oito mil pessoas cantassem e dançassem seus 'sucessos'. É a era do 'download' na internet provando que o mercado do futuro está nos nichos - inclusive na música.<br/><BR/><BR/><BR/><HR color=#c0c0c0 SIZE=1/><BR/><i/>Ana Freitas tem 19 anos e é estudante de jornalismo da Universidade Metodista.</i/> <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/canaldoleitor/?c=601" target="_blank">Território da Música</a>)</i></p>
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12/3/2008 - 00h00
 
Interpol: Via Funchal - São Paulo / SP
Ana Freitas
Redação TDM
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Teve quem chegasse na Via Funchal às nove da manhã de ontem (11) para garantir um bom lugar no show dos rapazes do Interpol. Para ser sincera, só tem uma banda que me faria chegar dez horas antes no local do show, se necessário, e não é o Interpol.

O rapaz ansioso, contudo, não se arrependeu. A banda de Nova Iorque surpreendeu ontem em seu primeiro show no Brasil, na Via Funchal, em São Paulo. Foram 18 canções dos três discos, “Turn On The Bright Lights”, “Antics” e o último, “Our Love to Admire”.

A banda abriu com “Pioneer to the Falls”, do último álbum, e emendou “Obstacle 1” e “Narc”, respectivamente do primeiro e do segundo discos. O público mostrou que estava afiado e cantou as três. Em “No I in Threesome”, “Evil”, “The Heinrich Maneuver”, “NYC” e a última, “PDA”, também foi difícil ouvir a voz de Paul Banks - que passou as três primeiras canções pedindo para que o técnico de som aumentasse os vocais.

A Via Funchal atendeu bem às necessidades do concerto: dois telões ao lado do palco e som excelente e bem alto. O público, na maioria acima dos 25 anos, não enfrentou tumultos ou empurrões, já que a pista da casa é uma espécie de anfiteatro, e os degraus facilitam muito a visualização do palco, mesmo para quem fica longe dele.

Os integrantes do Interpol são conhecidos pelo cuidado com o visual - sempre usam ternos impecavelmente cortados, que remetem aos usados no século XIX - e pela atitude blasè: eles nunca conversam com o público. Mas alguma coisa estava diferente na noite de terça, e embora os ternos e os cabelos continuassem impecáveis, o Interpol esnobe e frio não estava no palco aquela noite. O vocalista Paul Banks agradeceu durante todo o show, proferiu o discurso básico (“é uma honra estar aqui...”) e no final soltou, emocionado: “Vocês são fantásticos, incríveis. Muito obrigado”, seguido por agradecimentos dos outros membros da banda.

O Interpol é da mesma safra do Rock nova-iorquino da qual o Strokes surgiu e é uma das bandas preferidas de quem ouve Indie Rock, esse balaio cheio de bandas musicalmente diferentes mas que compartilham a desconexão com gravadoras grandes. Apesar disso, é uma banda relativamente pequena, de visibilidade e público restrito - o que não impediu que oito mil pessoas cantassem e dançassem seus ‘sucessos’. É a era do ‘download’ na internet provando que o mercado do futuro está nos nichos - inclusive na música.


Ana Freitas tem 19 anos e é estudante de jornalismo da Universidade Metodista.
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