Copie o código abaixo e cole em seu site ou blog:
<p><b>Um capítulo à parte</b><br/>Enquanto fãs da banda carioca Los Hermanos debatem e criam teorias sobre o futuro do grupo, vale fazer uma pequena viagem no cenário musical e perceber que no período em que estiveram na ativa, o quarteto conquistou uma legião de admiradores e fez parte da crítica se render às letras e melodias bem trabalhadas.<br/><BR/><BR/>Como não lembrar a famosa "Anna Julia", canção clássica de amor, que em primeiro momento cativou muitos com sua letra fácil (até o ex-beatle, George Harrison), sendo a música mais tocada nas rádios e vitrolas de 1999. Em contrapartida, a letra não teve o mesmo apelo para crítica, que não poupou previsões pessimistas sobre o destino grupo.<br/><BR/><BR/>No segundo cd, "Bloco do eu sozinho", a mesa virou. As letras fáceis e comerciais deram lugar a canções como "Todo carnaval tem seu fim", "Sentimental" e "Veja bem meu bem", essa última gravada também pela diva da MPB, Maria Rita. Foi a partir desse segundo álbum que a banda começou a formar um público fiel que passou a lotar shows, cantando todas as músicas de uma forma quase messiânica: era o surgimento de uma banda que abriria mais um capítulo da história da música brasileira. Por outro lado o "Bloco do eu sozinho" não satisfez o interesse da gravadora que queria um cd "bacaninha" como o primeiro, talvez, para explorá-lo ao máximo nas FMs e em programas de televisão.<br/><BR/><BR/>A partir daí vieram as comparações. A principal delas ligava o Los Hermanos à extinta Legião Urbana, banda liderada pelo saudoso Renato Russo, não tanto pela música, mas pela sintonia perfeita entre público e palco. No "Ventura", terceiro CD do grupo, o quarteto produziu para muitos o melhor trabalho com letras que vão do samba de Marcelo Camelo (vocalista) - "Samba a dois" - à melancolia de Rodrigo Amarante (vocal e guitarra) - "Último Romance". No quarto álbum, "Quatro", a banda aumenta a dose de letras tristes, melancólicas e bem trabalhadas. Sem dúvida um CD não radiofônico.<br/><BR/><BR/>Mesmo assim, o público fiel conquistado no lançamento do segundo trabalho se manteve de pé, aplaudindo e cantando as canções da mesma forma eufórica e catártica de sempre. E esse mesmo público, hoje, se sente um pouco órfão do quarteto que se transformou em referência da música brasileira neste início de século.<br/><BR/><BR/><BR/><HR color=#c0c0c0 SIZE=1/><BR/><I/>Rafael Campos Amaral mora em Belo Horizonte, tem 25 anos, é estudante de jornalismo e fã incondicional da boa música.</I/> <br/><br/><i>(Fonte: <a href="http://territorio.terra.com.br/canaldoleitor/?c=596" target="_blank">Território da Música</a>)</i></p>

Este conteúdo está licenciado sob uma
Licença Creative Commons.
Rafael Campos Amaral
Redação TDM
| Divulgação |
 |
Enquanto fãs da banda carioca Los Hermanos debatem e criam teorias sobre o futuro do grupo, vale fazer uma pequena viagem no cenário musical e perceber que no período em que estiveram na ativa, o quarteto conquistou uma legião de admiradores e fez parte da crítica se render às letras e melodias bem trabalhadas.
Como não lembrar a famosa “Anna Julia”, canção clássica de amor, que em primeiro momento cativou muitos com sua letra fácil (até o ex-beatle, George Harrison), sendo a música mais tocada nas rádios e vitrolas de 1999. Em contrapartida, a letra não teve o mesmo apelo para crítica, que não poupou previsões pessimistas sobre o destino grupo.
No segundo cd, “Bloco do eu sozinho”, a mesa virou. As letras fáceis e comerciais deram lugar a canções como “Todo carnaval tem seu fim”, “Sentimental” e “Veja bem meu bem”, essa última gravada também pela diva da MPB, Maria Rita. Foi a partir desse segundo álbum que a banda começou a formar um público fiel que passou a lotar shows, cantando todas as músicas de uma forma quase messiânica: era o surgimento de uma banda que abriria mais um capítulo da história da música brasileira. Por outro lado o “Bloco do eu sozinho” não satisfez o interesse da gravadora que queria um cd “bacaninha” como o primeiro, talvez, para explorá-lo ao máximo nas FMs e em programas de televisão.
A partir daí vieram as comparações. A principal delas ligava o Los Hermanos à extinta Legião Urbana, banda liderada pelo saudoso Renato Russo, não tanto pela música, mas pela sintonia perfeita entre público e palco. No “Ventura”, terceiro CD do grupo, o quarteto produziu para muitos o melhor trabalho com letras que vão do samba de Marcelo Camelo (vocalista) - “Samba a dois” - à melancolia de Rodrigo Amarante (vocal e guitarra) - “Último Romance”. No quarto álbum, “Quatro”, a banda aumenta a dose de letras tristes, melancólicas e bem trabalhadas. Sem dúvida um CD não radiofônico.
Mesmo assim, o público fiel conquistado no lançamento do segundo trabalho se manteve de pé, aplaudindo e cantando as canções da mesma forma eufórica e catártica de sempre. E esse mesmo público, hoje, se sente um pouco órfão do quarteto que se transformou em referência da música brasileira neste início de século.
Rafael Campos Amaral mora em Belo Horizonte, tem 25 anos, é estudante de jornalismo e fã incondicional da boa música.