Segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Em recente relatório divulgado pela IFPI - Federação Internacional da Indústria Fonográfica - o segmento digital hoje já representa 27% de toda receita mundial de música gravada.
Segundo o relatório de Música Digital, em 2009 as vendas globais de música digital chegaram a 4,2 bilhões de dólares. Essa é a primeira vez que a música digital representa mais de um quarto da receita gerada pela indústria fonográfica. Esse valor representa ainda 12% a mais do que o registrado no ano anterior.
Apesar do crescimento do mercado online, os valores não são suficientes para cobrir a queda geral das vendas. Entre os anos de 2004 e 2009, a IFPI registrou uma queda de 30% nas vendas totais de música.
Novamente o relatório aponta a pirataria como um problema para a indústria fonográfica, não apenas por comprometer as vendas, mas também por que isso pode prejudicar, segundo a IFPI, investimentos no setor.
Outro ponto de destaque no relatório é necessidade de uma legislação mais adequada que oriente o mercado online. A IFPI celebra iniciativas como aquela que alerta os usuários de internet com advertências e corte da conexão como uma forma de coibir a pirataria.
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Lizandra Pronin às 15h15
Quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
A gravadora Sony Music decidiu apostar em artistas gospel e lançar um selo voltado para o segmento neste ano. Considerado um fenômeno, o Gospel vem crescendo ano-a-ano.
A Sony, líder entre as gravadoras no Brasil, anunciou que pretende contratar entre 15 e 20 artistas para este novo selo, além de lançar um catálogo de artistas internacionais.
O resposável pelo selo é Maurício Soares, publicitário que já trabalha com o segmento há quase duas décadas.
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Redação às 13h43
Terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
A Feira da Música de Fortaleza está com as inscrições abertas até o dia 19 de março para que bandas e artistas participem dos shows da nova edição do evento. Um dos maiores encontros de música e negócios do Brasil, a Feira da Música de Fortaleza 2010 será realizada entre os dias 18 e 21 de agosto.
Os artistas interessados em participar dos shows devem enviar material e preencher uma ficha de inscrição. A ficha de inscrição e demais instruções estão disponíveis no site
www.feiradamusica.com.br.
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Redação às 14h25
Quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A nova arma da indústria fonográfica contra a pirataria deverá estar no mercado nos próximos meses. Com o nome de MusicDNA, a tecnologia pretende transformar o MP3 num arquivo capaz de ser atualizado.
Funciona mais ou menos da seguinte forma: o novo MP3 traria outros dados além da música - informações sobre o artista, vídeos, arte relacionada, informação sobre turnês, etc - que a gravadora, selo ou até mesmo o lojista pode enviar para o arquivo do usuário. Os arquivos ilegais, pirateados, não teriam essa capacidade de receber informação e, portanto, não seriam tão atraentes quanto o MusicDNA.
Com a nova tecnologia, se aposta no desejo do usuário de ter mais do que uma música para ouvir. O produto legal, com valor agregado pelo conteúdo extra que a tecnologia permite, seria tão mais atraente que não teria graça fazer download ilegal.
Especialistas apontam - e é fácil perceber - o quanto a experiência musical perdeu com a era digital. Se por um lado se baixa e se ouve mais música, por outro, esse conteúdo é muito descartável para o usuário. Ganhou-se em quantidade, mas não necessariamente em qualidade. O MusicDNA poderia trazer de volta aquela sensação de acompanhar as letras da músicas e obter outras informações enquanto se ouve uma canção.
O novo arquivo de música seria compatível com todos os players que tocam MP3. A Bach Technology, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, acredita que a parceira com gravadoras, selos e entidades detentoras de direitos autorais deverá fortalecer o MusicDNA e torná-lo viável no mercado. Vale lembrar que o criador do MP3, Karlheinz Brandenburg, é um dos que encabeçam o projeto do MusicDNA.
Alguns selos e bandas - como o Radiohead - já fecharam parceria para lançarem música nesse novo formato. A tecnologia vem sendo divulgada como uma nova revolução musical. Muito provavelmente, não será. O MP3 foi sem dúvida uma revolução. O MusicDNA não traz nenhuma grande novidade. Mas só o tempo dirá se o MusicDNA convence o usuário ou não.
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Lizandra Pronin às 15h42
O governo federal deverá, ainda no primeiro semestre de 2010, enviar ao Congresso Nacional o texto do projeto da nova lei sobre direito autoral, que substituirá a atual Lei 9.610, de 1998. A informação é do coordenador-geral de Gestão Coletiva e Mediação em Direitos Autorais do Ministério da Cultura, José Vaz.
O texto do projeto já foi discutido, com participação da sociedade, no Fórum Nacional de Direito Autoral, encerrado em dezembro, e recebeu a aprovação do Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual do governo. Atualmente, passa por uma revisão na Casa Civil, que deve liberá-lo, em seguida, para nova consulta pública, antes de ser enviado ao Congresso.
Segundo Vaz, o novo texto vai alterar conceitos adotados pela lei de 98 no que se refere, por exemplo, à internet. Também vai corrigir lacunas do texto anterior, introduzindo, por exemplo, a ideia de licença não voluntária para obras de autoria indefinida ou esgotadas.
“A nossa lei é uma das mais restritivas do mundo, no que diz respeito ao interesse público. Utilizar uma obra para usos educacionais, ou para usos privados, praticamente é vedado. Ela também joga na ilegalidade questões cotidianas nossas, como a cópia xerox, a transcrição de um CD para um ipod. É uma lei tacanha no que diz respeito ao interesse do cidadão. Esse é o ponto”, afirmou o coordenador, que participou na capital paulista da Campus Party, o maior evento do mundo de comunidades e redes sociais da internet.
O novo texto também fará modificações na gestão coletiva das obras. O monopólio legal de gerir os direitos de execução pública de obras musicais do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) poderá sofrer alterações. “A lei vai trazer isso, a possibilidade de controlar ou de ter mecanismos que coíbam qualquer tipo de prática abusiva do monopólio”, ressalta Vaz.
Para o pesquisador Luiz Marrey Moncau, do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas (FGV), o atual texto da Lei de Direito Autoral pode restringir o desenvolvimento de inovação no país.
“Se você violar o direito de autor, você pode sofrer uma multa. Se você quer criar uma nova forma de compartilhar conteúdo, você pode ficar sujeito a ter seu serviço retirado do ar e a perder todo o seu investimento. Muitas pessoas devem fazer esse raciocínio, pular fora, ou levar o investimento para outro país”, afirma.
De acordo com o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), um dos principais articuladores do governo no Congresso em assuntos ligados à tecnologia de informação, a atual Lei de Direito Autoral é fruto de uma negociação internacional em que o Brasil procurava solucionar seus problemas econômicos e não os de propriedade intelectual.
“O Brasil adotou essa legislação quando estava com uma enorme dívida externa e foi negociar essa dívida. Os Estados Unidos e outros países exigiram a adoção dessas legislações. Na medida em que você utiliza essa legislação na internet, por exemplo, você dificulta o desenvolvimento, a inovação e uma série de questões”, acrescenta.
Por Bruno Bocchini, Repórter da Agência Brasil
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Redação às 14h26
Quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
O Festival de Verão Salvador 2010 teve sua 12ª edição realizada entre os dias 20 e 23 de janeiro. A organização divulgou os números da edição: público, investimentos, horas, consumo, empregos diretos e indiretos.
Os números, que podem ser vistos na lista abaixo, mostram que os eventos de grande prote no país estão profissionais e nada devem para festivais estrangeiros. A notícia é boa não apenas para o público que pode contar com uma estrutura segura e confiável para seu entretenimento como para o setor, que mostra crescimento a cada ano, atraindo mais investidores e melhorando a qualidade do que é oferecido ao público.
Veja os números divulgados pela assessoria do Festival de Verão Salvador para a edição 2010:
210 mil pessoas (público de todos os dias)
12 milhões de Reais em investimentos
21 mil empregos diretos e indiretos
85 horas de música
26 câmeras de TV
Exibição em cerca de 40 países
600 passagens aéreas
120 mil garrafas de água
210 mil latinhas de refrigerante
600 mil latinhas de cerveja
96 mil garrafas de ice
200 mil lanches
5 mil refeições
2.400 litros de whisky
4.800 litros de vodka
1.200 litros de outros destilados
12 mil latinhas de energético
100 toneladas de gelo
5 toneladas de latinhas e garrafas PET coletadas ao final do evento
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Redação às 09h09
Quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Diferente do que circulou pela internet recentemente, a Anzu Club, casa de shows localizada em Itu/SP, não foi liberada pela justiça a tocar músicas sem pagar direitos autorais ao Ecad.
"Alguns veículos divulgaram a notícia que tínhamos conseguido a liberação de tocar músicas sem pagar direitos autorais, mas não foi bem isso. Conseguimos sim resolver o problema do crime, ainda que sem pagar direitos autorais", disse Mário Sérgio, responsável pela Anzu, ao Território da Música.
Os sócios da Anzu Club conseguiram, na justiça, um Habeas Corpus para trancar a ação penal promovida pelo Ecad já que execução púbica de músicas não se tipifica como crime. A questão do pagamento dos direitos referentes às canções executadas na Anzu continua na justiça, mas circunscrita apenas no âmbito civil e não no criminal.
O Território da Música também ouviu o Ecad, que se posicionou a respeito do assunto: "Primeiramente, é importante informar que ao contrário do que foi noticiado, a decisão da Corte Estadual de SP em nenhum momento entende pela legalidade da utilização de músicas sem autorização dos detentores dos direitos dos autores e dos que lhe são conexos, mas apenas e tão somente determina, com equivocada fundamentação, o trancamento da ação penal, a partir de uma análise processual. O Ecad, como representante de milhares de titulares de música, espera que o Ministério Público, como autor da ação penal, recorra de tal decisão."
O Ecad é o órgão responsável pelo recolhimento e distribuição dos direitos autorais das obras musicais no Brasil. Por lei, é obrigatório o pagamento dos direitos autorais à entidade sempre que há execução pública de músicas protegidas por direitos.
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Lizandra Pronin às 11h07
Quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O Game abriu espaço para que qualquer artista faça upload de suas canções e as venda para jogadores no Rock Band Network. O serviço está disponível apenas para o Xbox 360 e para usuários dos EUA, por enquanto.
De acordo com a MTV Games e a Harmonix, desde o dia 19 de janeiro o Rock Band Network está recebendo arquivos nesse novo esquema. As empresas responsáveis pelo Game pretendiam atrair músicos e bandas independentes e pouco conhecidos, mas acabaram se surpreendendo ao ver nomes de expressão aderindo ao serviço, como a banda Evanescence.
A parte ruim da notícia é que as músicas precisam estar em um formato especial para serem usadas no game. Algumas empresas, como a RockGamer Studios e a Rhythm Authors LCC, fazem a conversão para o formato necessário. O problema é que esse serviço é caro, cerca de US$ 500,00 por minuto convertido. Depois de feito o upload, o artista escolhe o preço que irá cobrar - de US$ 0,99 a US$ 2,99. A MTV Games fica com 70% do lucro.
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Redação às 14h51
Terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Desativada em outubro de 2007, a Polysom foi a última fábrica de discos de vinil da América Latina a fechar as portas. No começo do ano passado, os proprietários da Deckdisc compraram a fábrica e resolveram colocá-la novamente em funcionamento.
O que motivou a Deckdisc a tomar essa iniciativa foi a crescente procura por discos de vinil nos EUA e na Europa. Como não era possível produzir seus títulos em vinil no país, a gravadora achou melhor comprar o maquinário da antiga fábrica.
Depois de meses de obras e manutenção do equipamento, no final de novembro passado, os primeiros testes foram realizados e os resultados de um disco fabricado na Polysom foram tão bons quanto os produtos prensados na fábrica americana Bill Smith Inc., considerada uma das melhores de toda a América do Norte.
A partir deste mês de janeiro, a Polysom já está em funcionamento e atendendo não apenas à demanda brasileira, mas também aceitando pedidos de toda a América Latina.
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Redação às 11h12
Segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Será inaugurado no próximo dia 22 de janeiro o Blood Rock Bar, um novo espaço para o Rock em Curitiba. O projeto é de Pedro Machado e Sergio Mazul, responsáveis pela Neural Machine Productions, empresa que realiza shows de Rock e Heavy Metal na região.
O Blood Rock Bar foi montado num casarão centenário no bairro São Francisco com palco para shows, lounge e bar divididos em dois pisos. A programação da casa será baseada tanto em artistas locais como em outros de prestígio nacional dentro do Rock e do Metal.
Para a inauguração, o Blood Rock Bar recebe os vocalistas Gus Monsanto (Adagio, Revolution Renaissance) e Nando Fernandes (Hangar, Cavalo Vapor e Shining Star), acompanhados por uma banda de músicos de Curitiba. Confira o serviço:
22/01/2010 - Curitiba/PR
Blood Rock Bar - Rua Carlos Cavalcanti, 1212
Shows: Nando Fernandes e Gus Monsanto
Horário: 22h00
Entrada: R$ 10,00 (na hora ou antecipado nas lojas Dr. Rock, Túnel do Rock e Let’s Rock)
Informações:
www.bloodrockbar.com.br
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Redação às 12h01