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Home do Geocities de dezembro de 1996
No final de outubro, um dos serviços (se é que podemos chamá-lo assim) mais democráticos da internet nos anos 90 fechou suas portas, aliás, suas páginas. Estou falando do Geocities.com. Esse endereço já foi um dia o responsável por grande parte de todos os endereços pessoais disponíveis na internet.
Ok, o Geocities também foi um dos responsáveis por espalhar web afora aqueles medonhos gifs animados informando que a página acessada estava “em construção”. Eram os tempos da web 1.0, quando nós, meros mortais, tínhamos páginas na internet, não sites, blogs ou perfis em redes sociais e não era por acaso que muitas dessas páginas viviam em eterna construção. Para publicar e manter um site na rede naqueles tempos nem tão distantes, mas cascudos, era preciso, além de uma conexão discada minimamente descente, ter ao menos algum conhecimento de HTML e saber usar algum software de tratamento de imagens, o que não era a realidade da grande maioria.
Se você é dessa época, deve ter conhecido o Hot Dog, da Sausage Tools, um editor de HTML que, depois de aprender a usá-lo, a maioria o trocava pelo bloco de notas do Windows. O Hot Dog ainda existe (
www.sausagetools.com), mas poucos com menos de 35 anos o conhecem ou ouviram falar dele. Outro companheiro inseparável dos webmasters da época era o Paint Shop Pro, da Jasc, um editor de imagens que exportava arquivos em Gif ou Jpeg, os mais comuns para a web de então.
Quando o Geocities surgiu, o Google ainda não existia. O Yahoo, que depois o comprou, ainda era um índice manual de sites e serviços e trocávamos mensagens online pelo ICQ (oh-ow).
Enfim, é isso, um pouco de saudosismo. Não fazendo mais sentido manter o Geocities, o Yahoo encerrou as atividades do site e, agora, o caminho são os serviços da web 2.0, colaborativa, recheada de posts no Blogger, scraps no Orkut, vídeos no YouTube, twits no Twitter e o que mais vier pela frente.