Quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Esse eu quero! Confesso que não me animei muito com o lançamento da coleção remasterizada dos Beatles lançada em setembro. Não sei bem porque, mas o formato CD já não me empolga muito, mas em formato digital embutido num pendrive exclusivo, bem, aí a conversa é outra.
Foi anunciado para o dia 7 de dezembro o lançamento (nos Estados Unidos) de um pendrive em edição limitada, no formato de uma maçã, contendo a discografia completa da banda, que deve ainda incluir os mini-documentários presentes no box remasterizado.
O anúncio gerou certa surpresa, já que era esperado o lançamento da obra da banda no formato digital através de grandes lojas online como a iTunes Store ou a Amazon.
Com capacidade de 16GB, o gadget trará os álbuns nos formatos FLAC 44.1 Khz 24 bit e MP3 320Kbps, compatível com Mac e PC. O produto, está disponível em pré-venda no site oficial da banda (
www.beatles.com) por US$ 279,99. Apenas 30.000 unidades serão produzidas.
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Cesar Dechen às 10h26
Terça-feira, 3 de novembro de 2009
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Home do Geocities de dezembro de 1996
No final de outubro, um dos serviços (se é que podemos chamá-lo assim) mais democráticos da internet nos anos 90 fechou suas portas, aliás, suas páginas. Estou falando do Geocities.com. Esse endereço já foi um dia o responsável por grande parte de todos os endereços pessoais disponíveis na internet.
Ok, o Geocities também foi um dos responsáveis por espalhar web afora aqueles medonhos gifs animados informando que a página acessada estava “em construção”. Eram os tempos da web 1.0, quando nós, meros mortais, tínhamos páginas na internet, não sites, blogs ou perfis em redes sociais e não era por acaso que muitas dessas páginas viviam em eterna construção. Para publicar e manter um site na rede naqueles tempos nem tão distantes, mas cascudos, era preciso, além de uma conexão discada minimamente descente, ter ao menos algum conhecimento de HTML e saber usar algum software de tratamento de imagens, o que não era a realidade da grande maioria.
Se você é dessa época, deve ter conhecido o Hot Dog, da Sausage Tools, um editor de HTML que, depois de aprender a usá-lo, a maioria o trocava pelo bloco de notas do Windows. O Hot Dog ainda existe (
www.sausagetools.com), mas poucos com menos de 35 anos o conhecem ou ouviram falar dele. Outro companheiro inseparável dos webmasters da época era o Paint Shop Pro, da Jasc, um editor de imagens que exportava arquivos em Gif ou Jpeg, os mais comuns para a web de então.
Quando o Geocities surgiu, o Google ainda não existia. O Yahoo, que depois o comprou, ainda era um índice manual de sites e serviços e trocávamos mensagens online pelo ICQ (oh-ow).
Enfim, é isso, um pouco de saudosismo. Não fazendo mais sentido manter o Geocities, o Yahoo encerrou as atividades do site e, agora, o caminho são os serviços da web 2.0, colaborativa, recheada de posts no Blogger, scraps no Orkut, vídeos no YouTube, twits no Twitter e o que mais vier pela frente.
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Cesar Dechen às 19h05
Segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Definitivamente a presença física já não é mais tão relevante. Hoje, mesmo a milhares de quilômetros de distância podemos, ao mesmo tempo, desfrutar do conforto de um sofá e assistir, ao vivo, a um show do U2 no Rose Bowl, em Pasadena (California/EUA) e, de quebra, compartilhar a experiência com o vizinho de poltrona. Sim, aquele que está logo ali, também no conforto de sua sala... na Nova Zelândia.
Transmissões ao vivo de shows não são lá uma novidade, em especial na TV, mas, na internet, ainda são de certa forma eventos experimentais. Com o YouTube entrando na jogada, com todo seu poder de distribuição, a coisa muda de figura e, o resultado são 1,3 milhão de pessoas, de 19 países, incluindo o Brasil, assistindo e comentando ao vivo o show dos irlandeses.
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Cesar Dechen às 09h44
Artistas relacionados:
U2
Quinta-feira, 22 de outubro de 2009
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Nook: O e-reader da Barnes & Noble
Como já previsto, os eReades prometem ser o novo sonho de consumo entre os eletrônicos no próximo Natal, ao menos dos EUA. Seguindo os passos da Amazon, a Barnes & Noble, acaba de lançar o seu leitor, o Nook. O preço (US$ 259,00) é o mesmo de seu concorrente direto, o Kindle, da Amazon mas... bem, mas as semelhanças param por aí.
O Nook, em uma primeira análise, faz o Sony Reader e o Kindle parecerem ultrapassados. Os principais e esperados recursos para um e-reader estão aqui, como tela e-ink com bom contraste e que permita ler tranquilamente, mesmo sob luz solar e comunicação com o PC para tranferência de arquivos, porém, o Nook lê documentos nos formatos PDF, EPUB e eReader, reproduz arquivos em MP3, Jpeg, Gif, Png e Bmp, sincroniza com iPhone, iPod Touch, BlackBerry, Mac ou PC, tem conectividade WiFi, 3G e USB, memória interna de 2GB, slot para cartão microSD com até 16GB (+/- 17.000 livros), conector 3.5 mm para fone de ouvidos estéreo e, o mais bacana, uma segunda tela LCD de 3,5" sensível ao toque e colorida para navegar pela biblioteca interna e comprar novos títulos entre uma série de outros recursos.
Veja abaixo o vídeo de demonstração do Nook:
Para saber mais, acesse o site da Barnes & Noble em
www.barnesandnoble.com/nook (em inglês).
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Cesar Dechen às 11h08
Sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Era só o que me faltava. Ok, eu sei, o que isso tem a ver com música? Nada ou, talvez, tudo. Como por essas bandas também trato de tecnologia e, eventualmente, também de política, então vamos lá.
O assunto é a lei 12.058, aprovada pelo Congresso em setembro e agora sancionada pelo presidente Lula. Agora, CPF, RG, carteira de motorista, passaporte e até tipo e fator sanguíneo, estarão todos em um único documento, com um único número de registro. A primeira vista, a idéia até parece boa, simplificando muita coisa e tal, mas, olhando mais de perto, me parece mais um indício do complexo de "Big Brother" cada vez mais evidente nas ações do governo. Não, não estou falando do BBB da Globo, me refiro ao livro 1984, de George Orwell.
Meu medo é que, com toda a segurança que temos em nosso país (o recente caso do Enem que nos sirva de exemplo), cada vez que você comprar um CD, acessar um site, for ao cinema ou sei lá, tomar um sorvete, o grande irmão estará te observando. É como se estivessem tatuando um código de barras em nossa testa.
Não sei porque, mas toda vez que surgem novidades como essa, tendo a ficar um tanto paranóico. Será?
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Redação às 16h18
Quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Pendrives com formas e tamanhos dos mais variados, não são uma novidade, mas, para os trekkies ou mesmo para os não iniciados, o Star Trek USB Stick não deixa de ser uma forma bacana de (tele)transportar os seus dados. Além disso, o pendrive, com capacidade de 4GB, já vem com 1GB ocupados com o "Star Trek" (2009) de J.J. Abrams.
O filme vem no formato DivX (com DRM) e pode ser copiado para até cinco aparelhos distintos ou então ser gravado em DVD. O Star Trek USB Stick, que está à venda na
Play.com por € 23.49, é numerado individualmente, um prato cheio para os colecionadores.
Se você ainda não assistiu, veja aqui o trailer do filme:
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Cesar Dechen às 07h47
Sexta-feira, 9 de outubro de 2009
A Amazon anunciou na última quarta-feira (07) que passará a vender seu e-reader para fora dos EUA, incluindo o Brasil. Numa primeira análise, a notícia é boa, realmente existe uma carência de leitores digitais por essas bandas (ao menos nos canais oficiais), porém, a pergunta que fica é: Quem se habilita a pagar?
O leitor da Amazon será vendido para os 100 países selecionados inicialmente por US$ 279,00, que, convertido no câmbio de hoje, ficaria algo em torno de R$ 482,00. Somados a esse valor o frete e as taxas de importação, o preço final se aproximaria dos R$ 1.000,00 e, respondendo a pergunta anterior: Eu pagaria.
À primeira vista, parece caro, e de certa forma é mesmo, principalmente levando-se em conta os padrões brasileiros. Mas considerando-se um valor médio de R$ 30,00 para os lançamentos de livros no Brasil, com esses mesmos R$ 1.000,00, poderíamos comprar uns 30 livros. E só.
O Kindle passa a ser atraente no momento que você o vê como um player para conteúdo digital, que inclui no pacote o acesso a livros, revistas, arquivos em MP3, documentos do Word, PDFs etc. Olhando por essa perspectiva, acredito que vale sim o investimento.
Outro ponto favorável, e esse diz respeito especificamente ao Kindle, é o imenso acervo da Amazon, que conta com mais de 350 mil livros, além de revistas e jornais, que podem ser comprados diretamente do Kindle por preços acessíveis. Os lançamentos em livros saem em média por US$ 12,00 e a assinatura de revistas como a Newsweek, por exemplo, por US$ 1,49 mensais, algo em torno de R$ 2,57.
A maioria dos títulos ainda são em inglês, mas isso deve mudar em pouco tempo. O jornal brasileiro O Globo foi o primeiro a chegar à Amazon por US$ 15,99 mensais e, certamente, outros seguirão o mesmo caminho.
Outro ponto positivo é que a concorrência parece estar finalmente de olho nesse mercado. A Asus anunciou o seu Eee Reader, com 2 telas coloridas sensíveis ao toque em formato de livro. Recentemente outra grande varejista dos EUA, a Barnes & Noble, também divulgou seu interesse nesse mercado que, ao menos lá fora, parece que será a grande sensação do próximo Natal.
Por aqui, ainda precisaremos aguardar um pouco mais, mas empresas brasileiras já se movimentam nesse sentido. A Mix Tecnologia em parceria com a Carpe Diem Edições e Produções anunciou para 2010 o Mix Leitor D, que seria o primeiro e-reader com tecnologia 100% nacional.
Para aqueles que não aguentam esperar, o Kindle (
www.amazon.com) estará disponível para compra a partir do dia 19 desse mês e, quem sabe, até o Natal tenhamos outras novidades.
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Cesar Dechen às 13h24
Quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Há tempos tenho buscado por soluções que facilitem a integração de TV, internet, games, vídeos e o que mais me der na telha, de forma simples e eficiente. Até cheguei a soluções satisfatórias, mas ainda falta algo. Atualmente, meu setup não é lá dos mais atualizados, sendo composto por um HDD Player com suporte à rede (wired e wireless), receiver, gravador de DVD, console de vídeo-game e TV. De certa forma, essa configuração me atende mas... Bem, mas ainda falta alguma coisa.
Na verdade o que falta, ao menos para meu uso, é algo mais simples, mais integrado, com possibilidade de expansão e, por mais que pesquise, sempre acabo caindo na mesma solução, um HTPC (Home Theater PC). O problema é que, na maioria dos casos, ou são caros ou são grandes e barulhentos e então, até por preguiça, desisto da aventura e decido manter tudo como está.
Minha posição em relação a isso começou a mudar quando vi o ION 330 da ASRock, lançado recentemente. Baseado no chipset ION da Nvidia, o ION 300 da ASRock é o resultado da combinação do processador Atom da Intel com o GPU (processador gráfico) GeForce 9400M da Nvidia e uma placa-mãe Pico-ITXe que, no conjunto, representa uma solução ultra-compacta, silenciosa e potente o suficiente para rodar com tranquilidade o novo Windows 7 e reproduzir vídeos em alta definição (1080p) com som surround 7.1.
A conectividade do ASRock ION 330 também não deixa a desejar, com 1 saída HDMI, 1 D-Sub VGA, 6 portas USB 2.0 e 1 S/PDIF (ótica), permitindo conectar quase tudo nele. Combinado com uma TV Full HD, um receiver decente, um teclado com trackball sem fio e um joystick, temos aí uma bela configuração que nos permite assistir vídeos em DVD (existe também um modelo com player Blu-ray), todos os formatos mais populares de áudio e vídeo, games top e acessar a internet sem limitações.
Já estava me esquecendo, o ASRock ION 330, além de compacto, está disponível nas cores branca e preta e com acabamento de primeira. Oficialmente ainda não está disponível no Brasil, mas não deve demorar para chegar por aqui (assim espero). Seu preço nos EUA gira em torno de US$ 360,00. Mais informações no site da ASRock (
www.asrock.com).
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Cesar Dechen às 17h35
Sexta-feira, 11 de setembro de 2009
As controversas ações da APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música) em torno dos sites que compartilham músicas e álbuns na internet, por alguns tachadas de truculentas, por outros, de ineficientes, parece que nunca terão fim e, a continuar da mesma forma, não terão fim mesmo. É uma briga de gatos e ratos.
Não estou aqui para julgar nenhum dos dois lados e tampouco me posiciono em um ou outro lado do balcão, porém, como um simples observador e sem grandes pretensões, noto que as ações da APCM, além de muito barulho, pouco efeito causam no efetivo combate à pirataria.
Ok, conseguem tirar um ou outro site do ar, mas em pouco tempo, novos surgem para ocupar a lacuna, na maioria das vezes criados pelos próprios administradores dos que fecharam as portas. Chega a ser utópico uma entidade, ainda mais no Brasil, tentar controlar o que é publicado e veiculado na internet. Nem a China, que dispõe de mecanismos oficiais e pouco se importa com as liberdades individuais e de expressão, consegue fazê-lo de forma eficiente.
No meio do bolo, para complicar ainda mais a história, existem alguns casos realmente emblemáticos, que são os de sites que compartilham apenas material fora de catálogo, esquecido pelas gravadoras em alguma gaveta há mais de 15, 20 anos. E veja que o desejo de muitos desses artistas é justamente esse, que a população tenha acesso à sua obra, pois de outra forma, estariam condenados ao esquecimento em alguma prateleira mofada nas lojas de discos usados.
Já ouvi falar de casos ainda mais bizarros, de artistas independentes acusados de piratearem a sua própria obra. Sim, você não leu errado.
Em situações como essas, qual o critério adotado? Bem, se existe algum, ele é o mesmo e é neste ponto que a coisa se torna um pouco mais interessante, pois evidencia no mínimo a falta de tato ou, pior, falta de critérios mais bem definidos no que diz respeito à metodologia aplicada.
Uma coisa é certa: tratar consumidores de música como delinqüentes e vender álbuns digitais ao preço de CDs convencionais não é a melhor estratégia.
Não é preciso muito, basta passarem a dar um pouco mais de atenção ao que diz o consumidor, que no final das contas é quem justifica a existência dessa indústria e as coisas podem caminhar de forma mais harmoniosa.
Como já disse o badalado administrador Tom Peters nos anos 80: “Keep it Simple, Stupid!”. A iTunes Store é a prova mais contundente de que esse pode ser um bom caminho.
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Cesar Dechen às 15h17
Terça-feira, 18 de agosto de 2009
O cobiçado Nokia N97 chegou oficialmente ao Brasil, mas se você pretende estar entre os primeiros a comprarem o novo brinquedinho, pode tirar a ratoeira do bolso. Sem subsídios de operadoras de celular, o preço é de R$ 2.399,00, podendo ser parcelados em até 12 vezes na loja online da Nokia. O preço é salgado? É! Por valor semelhante dá pra levar pra casa uma TV Full HD de 32" ou um PS3 acompanhado de uma penca de jogos, porém...
Porém, analisando uma eventual compra com um pouco mais de cuidado e considerando o pacote como um todo, cheguei à conclusão que não está assim tão caro. O hardware do Nokia N97 é bem generoso, incluindo tela touchscreen de 3,5", câmera de 5 megapixels, teclado QWERTY, GPS, Wi-Fi, 3G, bluetooth, rádio FM e 32GB de memória. Para os fãs de música, ainda vem acompanhado de um voucher de ativação para o Comes With Music, que permite ao usuário baixar por um ano, sem limites, quantas músicas desejar através da Nokia Music Store.
Numa conta simples, se o comprador fizer o download de um álbum por semana durante o período de um ano a um preço médio de R$ 25,00 cada álbum completo, seriam aproximadamente R$ 1.200,00 de música. Considerando ainda que um iPhone 3G com 16GB da geração anterior, com preço subsidiado, contrato de fidelidade vinculado a um plano de R$ 585,00 por mês e sem qualquer tipo de bônus sai por R$ 1.199,00, o preço do N97 não chega a ser assim tão assustador, é claro, para aqueles que estão com a carteira cheia.
Ah, e os primeiros 150 compradores durante a pré-venda ainda ganham um fone bluetooth e um convite para a festa de pré-lançamento do N97 na Nokia Store em São Paulo. Para mais informações, acesse
www.nokia.com.br/loja/.
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Cesar Dechen às 17h05